terça-feira, 24 de junho de 2014

Sem tempo para nada...

Tenho andado pouco por aqui. Têm-me perguntado o que se passa. Se está tudo bem. Se me falta inspiração. O que é feito d'A mãe da semana. Então e o baile de finalistas? Então e os exames nacionais? E tudo e mais alguma coisa.
 
Sei que é um compromisso. Dar continuidade aos contos que partilho convosco. Um compromisso com os meus leitores. Com quem gosta de me ler. E com todo o respeito por quem me interpelou sobre a minha ausência virtual, partilho o comentário que mais me lisonjeou:
- E que tal escrever um texto no blog? Apetecia-me tanto ler alguma coisa de jeito....
 
Lido assim, pedido assim, dá vontade de pegar nisto com toda a garra. Mas não é por nada em especial. É, apenas, porque não tenho tido tempo. Não faço do blog a minha actividade profissional. É, apenas, um prazer. Algo que me dá muito prazer. Escrever.

A falta de tempo é algo terrível e algo muito bom ao mesmo tempo. Tem um sabor agridoce. Por um lado, significa que a nossa vida não está parada. Estamos a vivê-la. De tal modo que ficamos sem tempo para as outras coisas e, por norma, as que nos dão mais prazer. O que mais gostamos de fazer e que não é, propriamente, uma obrigação fica para segundo plano. E por mais que isso me aborreça, é o que tem acontecido.

Muito trabalho. Mesmo muito trabalho. Final de ano lectivo. Num ano crucial. De mudança de escolas. De tentativas para que fiquem onde queremos. De burocracias, transferências, pedidos de documentos e comprovativos. Mil e um coisas. Final de actividades extra-curriculares. E mudanças. Muitas mudanças. E preparar tudo isso é exaustivo. No meu caso, como sabem, é a duplicar.

E, depois, estou a pouco tempo de ter uns dias de férias. Coisa que não aconteceu no ano passado. Pois os dias que me estavam destinados para isso, foram utilizados e investidos num projecto pessoal. Exaustivo. Profundamente desgastante. E, quando dei por ela, já tinha passado um ano. E vamos embora uns dias. Descansar. Dentro do possível. Com duas crianças o descanso nunca é muito. Mas a mudança de ares é sempre positiva.

Não se passou nada de especial. Não se passa nada de especial. Apenas a espuma dos dias que nos consome como se não houvesse amanhã e tivessemos que fazer tudo nas 24 horas do dia. E, por vezes, é mesmo esse o tempo que temos disponível.

Já joguei nas raspadinhas e no euromilhões. Dava-me jeito uns trocados para ter alguém que me ajudasse ou um negócio meu que me permitisse gerir o meu tempo ou escolher as escolas para os meus filhos sem fazer grandes contas à vida ou pegar e ir dar uma volta ao mundo.

Mas o jogo não quer nada comigo. Não me toca, como diz o outro. E, assim, vou andando como Deus quer. Numa ou noutra hora de maior folga (coisa rara) tento pôr os contos em dia. Mas obrigado. Pela vossa preocupação.

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