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domingo, 24 de maio de 2015

A culpa é do acordo...

Estava eu doida, mas doida, por repetir mais de vinte vezes a mesma frase para eles. E o que que é que eles fizeram? Nada!! Nada!! Levantei-me, passei-me, pu-los a marchar e ficaram de castigo.
 
Depois, com o meu marido:
- Eles não percebem!! Eles não percebem!! Tu não vês? Uma pessoa diz para a direita e eles vão para a esquerda! Uma pessoa diz para a esquerda e eles vão para a direita!! É de loucos!!
 
Senhor meu marido, com uma grande calma, responde-me:
- Mas eu já sei porque é que eles não nos percebem. É que nós falamos no português antigo e eles só compreendem se falarmos com o novo acordo ortográfico...
 
Really?!? Se eu estava possessa imaginam como é que fiquei...

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Coisas que eu faço que fazem o meu marido revirar os olhos

Bom, não podia deixar de ser... Vamos lá ver se consigo listar.
Ele revira os olhos quando:

- Vou a conduzir e ele vai ao meu lado (revira ele e reviro eu. Por tê-lo ali.)
- Compro velas aromáticas (acha sempre que são demais)
- Faço peixe para o jantar (aqui até os miúdos reviram os olhos)
- Entra no carro e verifica que há muito, muito tempo que não o limpo (além de revirar os olhos reclama, reclama, reclama...)
- Faço ovos mexidos com água para o pequeno-almoço
- Ligo a liquidificadora às 7 da manhã para fazer um sumo natural ou um batido
- Peço para baixar o som da televisão (desconfio que ele não ouve bem...)
- Não deixo que ele ponha na mesa refrigerantes às refeições
- Estou ao telefone muito tempo (coisa rara, claro!)
- Dá conta que há um novo produto de maquilhagem lá em casa (mas depois gosta de ver o resultado)
- O obrigo a fazer exercício

E o revirar de olhos mais importante de todos:

- Quando estamos os dois. Sozinhos. (o resto vocês já sabem)

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Coisas que eu faço e que me fazem revirar os olhos

Certamente também acontece convosco cenas destas, mas para mim é algo que, além de me fazer revirar os olhos, pode chegar ao ponto de me irritar comigo mesma. Vamos a isto:

- Estacionar o carro e desandar. E voltar para trás. Porque não me lembro se o tranquei. Reviro sempre os olhos, porque está sempre trancado...

- Ir ao supermercado e só mesmo quando estou com um pé dentro do dito, é que me lembro que tenho sacos no carro. Ui! Fico mesmo irritada!  Lá volto eu ao estacionamento. O caminho todo para trás e, depois, o caminho todo para a frente... outra vez...

- Ainda no supermercado dirigir-me às prateleiras que, visualmente na minha cabeça, já orientei de acordo com o que registei mentalmente que está em falta. Depois... há sempre qualquer coisa que falha. E de que só me lembro quando já estou na outra ponta do supermercado. E tenho de voltar atrás! E se isso acontecer quando estou já na caixa, que também é frequente, lá estou eu a revirar os olhos!

- Sair de casa, descer o elevador (ou as escadas), entrar no carro e pensar "Será que tranquei a porta de casa?". Voltar a sair. Subir as escadas (ou no elevador) e chegar lá e verificar que tenho a porta trancada...

- Tirar o saco do lixo quando está cheio para fora do caixote e repetir 100 vezes para mim própria que quando sair é para levá-lo. E depois... depois saio porta fora e só me lembro quando já vou a caminho de qualquer lado...

- Passar o dia inteiro a pensar em alguém que faz anos e só no dia seguinte é que me lembro que não fiz o devido telefonema...

- Antecipar-me a qualquer coisa que sei que irá agradar a alguém  e depois perceber que essa pessoa não ligou nenhuma ao que fiz. Isto faz-me revirar os olhos, porque já devia saber que aquilo que é importante para mim, pode não ser importante para os outros...

- Deixar para depois algo que tenho para fazer em função de alguém que já me desiludiu. Mas tentar outra vez. E chegar à conclusão que mais valia ter ficado em casa. Reviro os olhos, porque já devia saber que iria ser assim...

- Deixar os estores do quarto com uma ou duas frechas para me aperceber de que já é dia. E acordar com essa claridade que eu sei que me incomoda. Acordo logo com os olhos revirados!

- Pôr o despertador a tocar mais cedo, porque ando a levantar-me mesmo à tangente. E o despertador tocar. E eu continuar a levantar-me à tangente...

- Sentar-me no sofá para ver um filme e saber que se me encosto vou adormecer. E, ainda assim, encostar-me... e adormecer... e acordar de olhos revirados... contrariada... em direcção à cama...

And so on... And so on...

sábado, 21 de março de 2015

E quando eles perguntam...

... Onde é que vamos agora?
 
Depois de andarmos um dia inteiro de um lado para o outro.
Depois de saírem da escola e saberem que vamos para casa.
Depois da natação, de serem quase 8 da noite e de no dia seguinte terem aulas.
Depois de uma festa de anos.
Depois de estarem em casa de alguém.
Depois da praia.
Depois do campo.
 
Depois de qualquer coisa.
Querem tudo. Sempre. A toda a hora.
Querem sempre ir a mais qualquer lado.
 
E nós de rastos. E eles que nunca se cansam.
(Mas pronto... Eu também era assim...)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Um bom arranque

"Oficialmente" arrancou hoje o ano de 2015 cá em casa. Regressámos aos trabalho, os miúdos regressaram à escola e notou-se também, através do telemóvel, o regresso à azáfama habitual. Mas arrancou bem, aparte a carrinha ter dado sinal de falta de óleo logo às 07.45 da manhã. Ah! E também não tinha água para limpar os vidros... (mea culpa)
 
Senhor meu marido levou o mais novo. Senhora Dona Cláudia levou a mais velha. Como habitualmente. E aproveitou para ir ver as notas que já estavam afixadas há alguns dias. Sorriso grande! De orelha a orelha, quando à frente do nome dela vi dois 5's e o resto só 4's. :) Quem me visse a sair da escola havia de pensar que me tinha saído o euromilhões. Já tinha ideia, é claro, de que seria este o resultado, mas ver ali tudo bonitinho encheu-me de orgulho. (Só assim mais um bocadinho) Dei-lhe um abraço e beijinhos e ela agradeceu dizendo Ó mããããeee!! Estamos na escola... :) Mas eu vi um sorriso escapar-lhe entre dentes.
 
No trabalho a coisa estava assim para o acumulado... mas ficou tudo em andamento. Cheguei com a pica toda e com a boa-vontade de todos resolveu-se o mais complicado. Amanhã é continuar na mesma onda. Mas hoje saí com a certeza de ter sido um dia muito produtivo.
 
O meu marido esperou meses por uma consulta que teve lugar hoje. Boas notícias. Nada de novo e inesperado. E isso é quanto baste! :)
 
O mais novo vai começar no karaté. Tratámos hoje disso, pois durante as férias não se calou. Mas com a promessa de não arranjar desculpas para se baldar à natação. Estava com um bocadinho de medo do regresso dele. Não fosse a saudade apertar na hora da despedida. O cantinho do lábio ainda tremeu um bocadinho. Mas foi forte, o moço, e fez-se à estrada.
 
Também foi um bom arranque por ter confirmado a minha presença no Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia como autora. Será em Fevereiro e terá lugar aqui. :)
 
Como se não bastasse fui reconhecida na rua por causa do blog e, sobretudo, do meu livro. Confesso que foi estranho. Ter alguém a falar comigo sobre mim, sobre o meu trabalho e a minha escrita sem eu conhecer a pessoa de lado nenhum. Foi gratificante, sem dúvida! Mas pode ser que venha a acontecer como diz o poeta Primeiro estranha-se. Depois entranha-se.
 
Uma conversa boa, daquelas mesmo boas, ainda se ajeitou entre um afazer e outro. Foi com uma amiga minha de quem gosto, gosto, gosto. E foi tão bom termos falado. Assim. Como se o tempo tivesse parado.
 
Ainda pus óleo no carro e água limpa-vidros. Passei no supermercado, fiz o jantar, apoiei os banhos e as dormidas e agora uma pequena pausa das considerações finais do meu trabalho que comecei a redigir esta noite.
 
Foi um bom arranque. O melhor. Com a sensação de dever cumprido.
(Ah, é verdade. Para ajudar este espírito o marido hoje chegou cedo a casa. :) Será um presságio?)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Já me tinham dito...

... mas eu não queria acreditar...
Não me lembro de ter passado por esta fase quando era miúda. Mas as pessoas que conheço com filhos mais velhos que os meus, já me tinham alertado. É, no mínimo, incompreensível. E, pelos vistos, já chegou cá a casa...
 
É um 31 para ela tomar banho! Não quer! É sempre um desatino. Se já sabe que vou mandá-la para a banheira, porque é que não vai logo? Evitando que me aborreça com ela e antecipando essa hora fatídica em que mede forças comigo e acaba por perder. Além de que ainda não percebeu que as coisas que nos chateiam devem ser feitas em primeiro lugar para, depois, gozarmos o prato descansados da vida.
 
Hoje deixei-a andar para ver até onde ia. E, ela, nada!! Para a frente e para trás, jantar quase na mesa e... nada...
Eu: Não estás a pensar tomar banho?
Ele: Hã?!? Tomei ontem e vou tomar amanhã...
Eu: E?
Ela: Hoje não preciso...
Eu: Ok. Então hoje não jantas!
Ela: O quê? Porquê?
Eu: Porque jantaste ontem e vais jantar amanhã.
Ela: Não é a mesma coisa!!!
Eu: Para mim é. Todos para a mesa!! - Chamei. - Menos tu! - Disse-lhe.
 
Estava na cozinha a ouvi o esquentador. Era ela. A tomar banho e, em menos de nada, estava à mesa connosco.  Sim, que banho ela não quer, mas sair da banheira também é uma tarefa árdua...
 
Mais uma vez perdeu a batalha.
Até quando esta fase?

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Folga?!?

Segundo o dicionário folga significada tempo de inactividade de um trabalhador.
 
Para uma mãe deve ser qualquer coisa como:
tempo que a mãe demora entre acabar uma tarefa e começar outra, sendo que pelo meio está a sua capacidade multifunções. Folga, para mim, resume-se ao tempo do banho. Quando consigo tomá-lo sozinha...

domingo, 9 de novembro de 2014

Coisas que encanitam os miúdos...

Ou melhor, a mais velha. Ela que gosta, acompanha e comenta as notícias. Ela que não fica satisfeita com um Porque sim!, mas que procura sempre pelo que lhe faça sentido. Ela que é uma curiosa nata e gosta de ir mais longe sobre as questões que desconhece. Ela que andou preocupada com o Ébola. Ela que agora anda preocupada com a Legionella.
 
Isto de tê-los a fazerem perguntas para as quais nós próprios não temos respostas é deveras complicado. E faz-nos sentir impotentes. E numa situação destas que está a acontecer mesmo aqui ao lado, para quem não tem noção dos limites, das distâncias, da forma como as doenças se disseminam ou, sequer, sobre o que significa foco neste contexto, ouvimos as coisas mais inesperadas...
 
Se calhar é melhor não ir à piscina esta semana.
Tenho sede. Posso beber leite?
Estou a ficar preocupada...
Será melhor pôr uma máscara quando for tomar banho?
 
E andamos nisto.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Reforços que valem ouro

Lembram-se deste post? Juro que não foi nenhum esquema para que alguém viesse cá a casa, voluntariamente, passar a ferro ou aspirar. Mas a verdade é que hoje tivemos reforços. Reforços que valeram ouro. Só o facto dos tios F. e J. terem levado o mais novo à natação aliviou, e muito, a agenda cá de casa. Consegui pôr algumas coisas em ordem e consegui acompanhar a mais velha no estudo para o teste que vai ter.
 
Ele adorou! Logo de manhã lembrou-me disso (não fosse eu esquecer-me...) e chegou a casa com aquele brilho no olhar. Os tios foram uns super-tios. E, sem esperarmos, jantámos todos juntos. Num ambiente muito descontraído. Como aqueles encontros que não estão previstos e que caem que nem mel na sopa.
 
O tio ainda foi trabalhar. A tia estava de rastos. E eu agradeço-lhes TANTO esta folga. TANTO que sempre que eles quiserem podem repetir! :) (brincadeirinha)
 
Só ela é que ficou um bocadinho triste. Não foi à natação. Ainda por cima no dia em que foram os tios. Mas ficou a promessa de, no futuro, ir com eles. Sem a mãe! Tal como sublinhou. E a certeza de que o dever foi cumprido.
 
Foi um final de dia muito bom!

Homens!!

Pedi ao meu marido para pôr a capa do nosso edredon. Ao fim de trinta segundos já ele transpiraaaava, transpiraaaava... A cena foi parecida com esta!! :)
 
Vejam até ao fim que vale a pena.
 
 

Bom dia!

Este tempo que nos faz lembrar o Verão que não tivemos, dá-me vontade de tomar pequenos-almoços prolongados. Daqueles em que na mesa não falta nada. Em que as cores convidam a ficar horas à mesa. Sem horas para nada. Mas as obrigações do dia a dia não deixam que estes pequenos prazeres aconteçam sem hora marcada. Terei de esperar por um dia de folga. Só não sei se o tempo, este tempo tão agradável, esperará por mim.
 
 

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Os dias valem um fósforo

Os fins de semana são curtos. Toda a vida foram, é certo, mas agora ainda mais. Por um lado, o sábado todo ocupado com aulas, por outro o acompanhamento necessário à preparação de testes de avaliação e trabalhos de pesquisa que ela já começou a fazer. Num ápice, chegamos a Domingo à noite. É obra!
 
Tenho a sensação que trabalho de Segunda a Domingo. Todo o santo dia tenho alguma coisa em casa para fazer e, vai-se a ver, nunca nada está feito. Se pego na roupa para passar, parece que não faço outra coisa. Nunca vejo o fundo ao tacho!! Se aspiro o chão, parece que o cotão nasce, cresce, como se tivesse sido adubado. Se pego na casa de banho, começo logo a dar em doida com a quantidade de cabelos que surgem de todos os cantos, a toda a hora do dia, todos os dias da semana, tal e qual como ervas daninhas. Mudar lençóis, às vezes, faço-o antes de me deitar. Ir às compras? Bem, falta sempre qualquer coisa e eu não tenho paciência nenhuma para supermercados. Neste Domingo ainda se deu o caso de estar engripada e de na noite passada o termómetro ter subido aos 37.6º. O meu. Parece que levei uma tareia.
 
Depois, trabalho, claro está! Tento não levar nada para casa. Mas a cabeça anda comigo... os miúdos têm trabalhos para fazer, natação e catequese. Além disso, não vão para as escolas nem para casa sozinhos. À Sexta e ao Sábado, aulas todo o dia. Ao Domingo, o dia passa num fósforo.
 
Ando sempre a mil. Tal como o meu marido. De tão depressa que passam os dias, parece que já passaram seis meses desde o regresso das férias. Mas não. Passou um mês e meio. Apenas... :( Quando olho para o calendário na tentativa de programar uma saída de 2/3 dias, acabo sempre por chegar à conclusão que não dá. Pelo menos tão depressa não dá. É que até Fevereiro estou "presa" às obrigações. Por isso, se passar menos vezes por aqui, perdoem-me.
 
O meu primo Tó ligou-me no sábado ao final do dia e começou por dizer:
- Então? Já acabaste as aulas? Já trataste da casa? Já vendeste livros? Já despachaste os miúdos? Já fizeste o jantar? Já estás parada?
 
Começou assim, de tão bem que me conhece.
E só depois é que me disse o que queria.
 
Daqui resulta que todos os mínimos momentos de sossego valem ouro. Consegui jantar com o meu marido no sábado. Numa aprazível esplanada e acompanhados de sangria de espumante com frutos vermelhos. Ontem conseguimos, os quatro, ir ao lançamento da Agenda 2015 da Fundação "O Século" e tomar um café com um grupo de amigos. Nós ainda não tínhamos almoçado, os adultos. Mas de tão cansada que estava nem me apetecia ler a ementa. Pedi que alguém a lesse por mim. :)
 
Por isso, a cada minuto livre elevo o seu valor ao triplo. Pois é como se estivesse submersa no oceano e viesse raramente ao de cima respirar. Só espero recuperar rapidamente desta tosse cavernosa, dos tremores e arrepios e do nariz entupido. É a única coisa que me deita mais abaixo. E, depois, tenho alguns convites para apresentar o livro. E isso, sim, é o meu grande projecto do momento. Na verdade, não sei viver de outra forma a não ser rodeada de coisas para fazer e das pessoas de quem gosto. Tenho a casa no limite daquilo que é considerado um ambiente saudável, mas tudo se resolve. Com tranquilidade, tudo se resolve.