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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O rescaldo

Do fim de semana. (Pensavam que era das eleições, certo??)
Foi um ar que se lhe deu. Na 6.ª feira à noite, um brinde com amigos no telhado do hotel Éden em Lisboa. Extraordinário! Um novo ângulo da Av.ª da Liberdade, a calçada portuguesa vista de cima, o castelo de São Jorge, toda uma arquitectura emblemática da cidade. Depois, a boa companhia, a boa conversa, a música e a sorte que tivemos com a noite espectacular que estava. Aos mais friorentos, não se apoquentem. Há mantinhas polares para quem quiser. Terminámos a noite no Galeto. Para comer qualquer coisa e porque poucos sítios estão abertos até às 3.00.
No sábado, as compras do costume. O mercado, onde fomos comprar flores, a feira de artesanato de Oeiras e um jeito, sempre necessário, à casa. Depois de almoço rumámos à margem Sul. E de lá só viemos à noitinha. 
Domingo, a chuva. Que chata! Quase que nos tirou a vontade de fazer coisas... mas não podíamos! Há duas semanas que andava a organizar um babyshower para uma amiga (vou fazer um post sobre isso) e ontem foi o dia. Votar e andar para o local combinado onde a decoração, a montagem de tudo e o comer iam dar umas 2h00 de trabalho. Ainda apanhámos um susto valente com a grávida que de manhã  teve de ir ao hospital. Mas regressou. E emocionou-se com o que viu. Quando chegou. :)
À noite, um jantar em casa de uns amigos. Objectivo: acompanhar os resultados eleitorais em conjunto. E em directo! Analisarmos, ouvirmos os discursos, tecermos considerações dignas de comentadores políticos. :) E comermos, brincarmos e partilharmos momentos.
Hoje, 7.00 da manhã! 

What?? Mas ainda agora era 6.ª feira!!!

segunda-feira, 9 de março de 2015

Um ano depois

Falei-vos aqui da dupla maravilha que são a minha amiga Zélia e a sua cunhada Telma no que toca a organizar festas de aniversário. Este ano, e um ano depois do tema Lego, repetiram o brilharete. Thomas e os seus amigos deram o mote para uma viagem que começou com um convite inspirado num bilhete de comboio e com paragem em todas as estações e apeadeiros.
 
Os detalhes, claro, fizeram a diferença. E a boa disposição de todos os convivas, a decoração do spot e a graça do aniversariante, fieram o resto.
 
Obrigado pelo convite.
Para o ano há mais!
 
A começar pela colorida baixela já dá para ver como estava tudo lindo!

  
Pormenores da decoração nas paredes 

Para este efeito basta imprimir as imagens e colar nuns palitos!

Vista "de cima"! :)

As flores do IKEA deram um ar primaveril à mesa!

Reparem que a parede de fundo é um espelho. Aumentou o espaço e fez um efeito muito giro com tanta cor!

Aqui outro pormenor: os troncos a fazerem altura!

Se virem com atenção o bolo é, apenas e só, um manto de pasta de açúcar verde. A decoração foi toda feita por elas.
E sem gastar rios de dinheiro! ;)

Os balões dos Santos Populares ficam sempre bem!

Os cones das pipocas foram um sucesso.
 Agora é aproveitar as dicas. Sobretudo se os vossos filhos gostam do Thomas! ;)

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sobre a verdade - à volta da mesa

Num destes dias tive um jantar de amigos. Daqueles em que a conversa nunca mais acaba. Daqueles em que a conversa extravasa a ordem das coisas quando em cima da mesa se põem questões sobre as quais não há respostas certas. Assim foi. Desta vez sobre a verdade. Sobre: o que é a verdade?

Cada um tem a sua resposta. Cada um tem a sua definição. Mas no dicionário consta que é uma "conformidade ou adequação entre o pensamento e a realidade"... Dá que pensar...

Um dos meus amigos falou das verdades construídas. Da sociedade em que vivemos. Da Era da informação em que vivemos, que nos consome com verdades contruídas. Desconstruindo as aprendizagens, os valores, as referências e moldando as dúvidas individuais. Falou da forma disforme como a verdade é apresentada. Falou sobre a verdade. Citou pensadores e fez-se valer desta teoria. Mas, na verdade, não conseguiu defini-la.

O que é, afinal, a verdade? Será algo que pode aplicar-se genericamente a todos os contextos? Será algo que vale por si só, quando assistimos às dissimulações e distorções nos teatros dos tribunais? Será ela uma verdade em si que prevalece em virtude da mentira? Será uma arma para praticar a justiça? Será uma arma?

Quando ouvimos alguém dizer-nos Eu amo-te. Como sabemos que é verdade? Poderá ser essa declaração parte de uma construção de atitudes, um meio para atingir determinado fim. Igualmente quando alguém nos diz Não te amo. Como sabemos nós onde está a verdade disto?

Será verdade que a verdade, por vezes, dói? E dói porquê? Porque se mentiu, primeiro. Porque irá magoar-nos. Porque irá desconstruir a outra verdade que construímos. Ou, pura e simplesmente, porque preferimos viver seguros nas mentiras que nos protegem daquilo que sabemos, mas não queremos admitir.

Essa conformidade entre o pensamento e a realidade de que fala o dicionário deverá aplicar-se, apenas e só, ao que é factual? Ao que os nossos olhos vêm? À chuva que cai? Ao sol que brilha? À lua que pisámos? Será que a pisámos? Será a verdade, apenas e só, aquilo que acontece diante de nós? Aquilo que testemunhamos? Preto no branco?

Também não consigo defini-la. Consigo, apenas, senti-la. Ao perdoar o colo que me rejeitou, aprendi a viver em verdade. Ao assumir os meus limites, ao dar voz aos meus sentimentos, consigo viver em verdade. E o valor que a verdade ganhou em mim posso descrevê-lo como a conformidade entre aquilo que sinto e aquilo que sou. E o equilíbrio que isso me trás.