quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Carta de uma mãe trabalhadora a uma MATI e vice-versa

Partilho uma carta aberta de uma mãe trabalhadora a uma MATI.
E a resposta da MATI à mãe trabalhadora.
Aqui.

Out of order

Estou um bocadinho out of order no que diz respeito a este cantinho.
Tenho dois deadline's para cumprir e começo a hiperventilar. :)
Passei só para dizer olá! Estou viva! Mas cheeeiiia de trabalho.
E prioridades, não se discutem.
Beijinhos e boa semana! :)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Avózinha

Ontem não consegui passar por aqui.
Mas passei o dia todo a pensar na necessidade que tinha de escrever sobre o dia 07 de Fevereiro.

Até há 8 anos atrás era dia de festa. A festa da minha avó. Paterna.
Só conheci uma avó. Mas, garanto-vos, valeu pela que não conheci. Essa, não me quis conhecer.

A minha avó chamava-se Maria José. Era a avó Maria José. A mãe Maria José. A tia. A vizinha. A amiga. A alentejana da rua dela. Vivia em Lisboa há muitos anos. Mas o seu sotaque alentejano acompanhou-a até ao fim. Pois foi, também, no fim, que regressou à sua terra natal. E é lá que está. Conforme era seu desejo.

Foi a primeira a partir. O meu avô partiu no ano seguinte. O fatídico ano de 2007...

Falar da minha avó é algo que faço sempre com um sorriso nos lábios. Tenho associada a ela várias imagens de marca. A lata de laca, na entrada de sua casa. A lata das bolachas, que só ela sabia onde estava guardada. A caixa do açúcar amarelo, onde só chegavam as formigas. Bolas de berlim de sumol de laranja. Era o que mais gostava de lanchar. Uns brincos de ouro, antiquíssimos, lindos de morrer, que lhe adornavam as orelhas. Coelho frito. Natal. Excursões. Coloches (não sei se é assim que se escreve). E ralhetes.

Era uma mulher de voz poderosa. Não cantava. Isso estava destinado ao meu avô. Mas encantava com a sua forma de ser. Trabalhou de sol a sol. E o que gostava de trabalhar, também gostava de divertir-se. Não dispensava um bailarico. Uma festa de aniversário. Uma saída com a família.

À sexta-feira quando chegava do trabalho, dedicava-se a limpar a casa. Pela noite dentro. Sim, porque ao fim-de-semana era para passear. Ao sábado, começava o dia na praça. E se, quando era miúda achava graça, mais tarde era uma chatice acompanhá-la. Primeiro que fizesse as compras parava 300 vezes para falar com esta e com aquela. E toda a gente a conhecia.

Adorava laranjas. Herdei-lhe o gosto. Era vaidosa. Também lhe herdei o jeito. E punha a família em sentido. Não há dúvidas que sou neta dela! :)

Em casa, tudo no sítio certo. E tomar conta das netas era uma festa. Que nem sempre acabava bem. As guerras de almofadas às vezes tinham mau resultado. E ela fazia questão de dizer aos filhos que da próxima vez não ficava a tomar conta de ninguém. Mas durava pouco, esse estado de alma.

Uma mulher inteligente, é assim que a defino. Dona de uma sabedoria popular imensa. Dona de uma sabedoria que só as mulheres têm. Dona do seu nariz. E da carteira. Era o meu avô que usava as calças. Mas a última palavra era a sua.

Fazia anos a 07 de Fevereiro. E ai de quem se esquecesse da data. Ai de quem não aparecesse la em casa para lhe cantar os parabéns. E se levássemos um amigo, sentar-se-ía connosco à mesa também. Recebia toda a gente que viesse por bem. E, também aqui, lhe herdei o jeito.

Partiu 15 dias antes da minha irmã casar. Pregou-nos uma partida. Não estava doente. Apenas deixou de viver. Sem esperarmos.

Foi à frente dos que mais amamos. Do meu avô. Da minha querida tia Vicência. Como em tudo na vida, gostava de ser a primeira. E até nisto conseguiu o seu objectivo.

Gosto de pensar que o seu espírito protector assim o quis. Foi primeiro, para ver como era. Para preparar a chegada dos outros. Para ajudá-los na transicção. Para que pudessem partir com a certeza de que, ao lá chegarem, não estariam sozinhos.




sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Dicas com amoras #6/52

O Dicas não deixa de dar um ar de sua graça apenas porque está a chover.
Isso é que não! Chove, mas a vida continua. :)
Por isso, aqui ficam algumas sugestões "dentro de portas"!

O chocolate em Lisboa. Claro que tinha de falar nisto!
Vai ser na arena do Campo Pequeno. Um verdadeira tentação que irá pôr à prova as dietas mais resistentes. Quem não gosta?
Entre as 10.30 e as 21.30, até Domingo. O bilhete custa 3€, a partir dos 12 anos. Dos 6 aos 11, o bilhete custa 1€. Façam contas à família!

Da causa à cabeça, é o nome da exposição de Carla Filipe que está no Museu Berardo, no Centro Cultural de Belém. Como ponto de partida, os caminhos de ferro portugueses. Como a própria autora defende, trata-se de um equilíbrio entre a arte e o arquivo no mesmo espaço museológico. Vale a pena visitar! E é gratuito. Entre Terças e Domingo, das 10.00 às 19.00.

O Teatro Maria Matos está a promover, em parceria com a Associação para a Promoção Cultural da Criança, um Ciclo de Leituras. Este fim de semana será dedicado a Álvaro Magalhães e à sua obra Contos do lápis verde. Para a encenação da leitura, estará presente o actor Luís Godinho que contará com a ajuda de Bernardo Carvalho, o ilustrador da obra. A entrada custa 2€ e destina-se a crianças entre os 10 e os 13 anos. Sábado, às 16.00. Domingo, às 11.00.

Lego: o filme. Para os amantes de lego (em casa tenho dois), a primeira longa metragem da Warner Bros. Já li a sinopse. E, apesar de não ser a minha praia (nem o lego nem o cinema), acredito que seja tentador para quem gosta. 
Num cinema perto de si...

Também podem passar o fim de semana no conforto do vosso lar a reler os posts deste blog. Era giro, não era? Nããããã.... Saiam, divirtam-se. Façam qualquer coisa. Mas façam destes, os melhores dias da vossa semana.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O que o Jorge Jesus disse sobre o meu blog

Isto agora é sempre a abrir.
Vejam lá que até o Jorge Jesus tem uma opinião sobre o meu blog.
Esta:



Mal ele sabe que quando era treinador do Amora era lá, na Amora, que eu vivia.
E lembro-me dele desde esse tempo.

Acho que por causa do penteado...

Há coisas que nunca mudam. E o penteado do JJ é uma delas! :)