sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Postais de férias #8


Cabanas de Tavira.
 
Um postal de verão tirado às 7.30 da manhã.
Na melhor hora do dia para se dar um mergulho sem ter de tirar medidas.
Na melhor hora do dia para, ao mergulhar, pôr as ideias em ordem.
Porque estar de férias também é isso.
Arrumar as ideias. Fazer balanços.
Projectar. Acreditar que o ano seguinte será melhor.
Nem que esse pensamento dure os segundos que duram um mergulho.
Onde ninguém nos ouve. Ninguém nos vê.
Onde recarrego baterias para os longos dias de Verão.
Em família. 

Eu sei que é este o panorama geral

Mas custa-me imenso acreditar nisto... :(

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Obrigado, Vanessa (ou.. já temos babybel lá em casa)

Tenho uma amiga de sorriso doce e meigo (e gira que se farta) que é nutricionista. E como respeito muito as folgas de cada um e o facto de que falar de trabalho nos momentos de descontracção pode ser muito aborrecido, tento não absorvê-la com o assunto nutrição.

Mas lá em casa temos de ter cuidados redobrados com a alimentação. Os miúdos nasceram assim a atirar para o gordinho (4.500kg) e continuaram nessa linha até começarem a pisar o risco da obesidade infantil. Logo, ter uma amiga nutricionista dá mesmo jeito!!

Mas nunca a chateei com nada. Não quero abusar, de todo, da sua paciência. A pediatra dos miúdos orientou-me bem e eu consegui que a situação deles fosse revertida. No entanto, TODOS OS DIAS há produtos alimentares novos cujas publicidades levam os miúdos a acreditarem que se trata do maior bem do mundo e que nós, os pais, devemos comprar para ter em casa. Chegam a repetir frases publicitárias, acreditam?!? E isso tem acontecido com o babybel.

Ora bem, no fim de semana, e já fora de horas, fui às compras do mês e lá tropecei no famoso queijo. Compras mãe? Podemos levar, mãe? Podemos, podemos?? Decidi entrar em acção e mandei uma mensagem à minha amiga Vanessa, a nutricionista. Querem saber a resposta? Qualquer coisa do género: Nas condições dos teus filhos podes comprar babybel sem ser light. Só podem comer, no máximo, um de manhã e outro à tarde!

Isto não tem valor. É mais ou menos como ter uma consulta por telefone. E, por isso, decidi falar dela aqui no blog. Porque merece. E porque espero, um dia, retribuir com qualquer coisa que ela precise.

Beijinho no <3 Vanessa
Obrigado.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ai que o miúdo está a assustar-me!!

Quando está na hora de dormir, sobretudo a sesta, dá-lhe sempre para grande reflexões. Mesmo a ver se queima tempo e se eu acabo por ceder dizendo-lhe Levanta-te. No sábado estivemos sozinhos a tarde toda e ao tentar que adormecesse, começa ele:

- Ó mãe, uma pergunta. Finito é porque tem fim?
- Sim, é.
- Infinito, não tem fim!
- Exacto.
- Então... o espaço é infinito?
- Está certo!
- Não tem fim. Mas também não tem princípio, pois não mãe?
- Certíssimo.
- Os números também são infinitos... (a pensar em voz alta)
- Pois, tens razão.
- Então mãe... mas os números começam no zero!!

Bom. Aqui foi mais complicado. Explicar-lhe que existem números negativos... achei que não iria perceber. Ou eu não saberia como explicar. Então decidi aplicar a velha técnica do... Se não dormires logo não vamos ao parque!!

E a coisa ficou por ali.
Agora pergunto: é de esperar este tipo de raciocínios aos 5 anos de idade?
Ups.