sexta-feira, 2 de outubro de 2015
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Obrigado, Vanessa (ou.. já temos babybel lá em casa)
Tenho uma amiga de sorriso doce e meigo (e gira que se farta) que é nutricionista. E como respeito muito as folgas de cada um e o facto de que falar de trabalho nos momentos de descontracção pode ser muito aborrecido, tento não absorvê-la com o assunto nutrição.
Mas lá em casa temos de ter cuidados redobrados com a alimentação. Os miúdos nasceram assim a atirar para o gordinho (4.500kg) e continuaram nessa linha até começarem a pisar o risco da obesidade infantil. Logo, ter uma amiga nutricionista dá mesmo jeito!!
Mas nunca a chateei com nada. Não quero abusar, de todo, da sua paciência. A pediatra dos miúdos orientou-me bem e eu consegui que a situação deles fosse revertida. No entanto, TODOS OS DIAS há produtos alimentares novos cujas publicidades levam os miúdos a acreditarem que se trata do maior bem do mundo e que nós, os pais, devemos comprar para ter em casa. Chegam a repetir frases publicitárias, acreditam?!? E isso tem acontecido com o babybel.
Ora bem, no fim de semana, e já fora de horas, fui às compras do mês e lá tropecei no famoso queijo. Compras mãe? Podemos levar, mãe? Podemos, podemos?? Decidi entrar em acção e mandei uma mensagem à minha amiga Vanessa, a nutricionista. Querem saber a resposta? Qualquer coisa do género: Nas condições dos teus filhos podes comprar babybel sem ser light. Só podem comer, no máximo, um de manhã e outro à tarde!
Isto não tem valor. É mais ou menos como ter uma consulta por telefone. E, por isso, decidi falar dela aqui no blog. Porque merece. E porque espero, um dia, retribuir com qualquer coisa que ela precise.
Beijinho no <3 Vanessa
Obrigado.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Ai que o miúdo está a assustar-me!!
Quando está na hora de dormir, sobretudo a sesta, dá-lhe sempre para grande reflexões. Mesmo a ver se queima tempo e se eu acabo por ceder dizendo-lhe Levanta-te. No sábado estivemos sozinhos a tarde toda e ao tentar que adormecesse, começa ele:
- Ó mãe, uma pergunta. Finito é porque tem fim?
- Sim, é.
- Infinito, não tem fim!
- Exacto.
- Então... o espaço é infinito?
- Está certo!
- Não tem fim. Mas também não tem princípio, pois não mãe?
- Certíssimo.
- Os números também são infinitos... (a pensar em voz alta)
- Pois, tens razão.
- Então mãe... mas os números começam no zero!!
Bom. Aqui foi mais complicado. Explicar-lhe que existem números negativos... achei que não iria perceber. Ou eu não saberia como explicar. Então decidi aplicar a velha técnica do... Se não dormires logo não vamos ao parque!!
E a coisa ficou por ali.
Agora pergunto: é de esperar este tipo de raciocínios aos 5 anos de idade?
Agora pergunto: é de esperar este tipo de raciocínios aos 5 anos de idade?
Ups.
Xiiiuuuuu....
Estou a trabalhar numa coisa TÃÃÃÕOOO gira!!!!
Está a ser um desafio muito engraçado!
Querem saber o que é?
Huuummmm.... ainda não posso dizer.
Mas prometo que para a semana conto tudo. Tudo mesmo!!
Fica aqui uma pista. Xiiiuuu....
Bom dia.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Votar ou não votar? Eis a NÃO questão!
Em casa falamos de política à mesa. Na sala. No escritório. Por onde calha. Falamos de política como falamos das questões quotidianas familiares. Não nos importamos de explicar aos miúdos os assuntos do mundo dos adultos, sem qualquer tabu ou problemas de léxico. Tratamos as coisas pelos nomes e eles no seu limite possível de compreensão, tiram as suas ilacções sobre aquilo que ouvem.
É comum ver a mais velha interessada em ver o telejornal. E o mais novo, por arrasto, também. Fazendo perguntas à mana sobre quem é o bom e quem é o mau. Fazendo letras de músicas com os nomes que ouvem com frequência nos noticiários e, muito provavelmente, em resultado daquilo que nos ouvem conversar. E se, por um lado, acho que é cedo para eles dizerem o que acham que está bem e o que está mal, por outro fico feliz por se esforçarem por compreender o mundo que os rodeia e, assim, construírem as suas aprendizagens. À medida de cada um.
Lá em casa, não forçamos ninguém a nada. Não conduzimos opções, gostos ou opiniões. Um é do Sporting. Outro é do Benfica. Um adora laranjas. O outro detesta-as. E é mais ou menos isto que fazemos. Não se obriga ninguém a comer laranjas se a pessoa não gosta delas. Mas há uma coisa importante que não deixaremos que aconteça. Não deixaremos, jamais, que cresçam sem sentido de cidadania. Sem sentido de pátria, de direitos e de deveres. Jamais deixaremos que não intervenham nos seus futuros com as ferramentas que têm à sua disposição. Jamais deixaremos que deixem de ser cidadãos activos nas suas comunidades, com sentido de responsabilidade pelas suas acções, com sentido de respeito pelos outros e, sobretudo, por eles próprios. Agir, activamente, é mais que um direito. É um dever.
Votar é, sem dúvida, a via mais relevante e com mais efeitos directos sobre o futuro do país em que vivemos. Mas como para isso ainda é muito cedo, tentamos que comecem a trilhar esse caminho de cidadãos activos de outra forma. Ela, já participa em acções de voluntariado. Ele, acompanha no que pode. Sobretudo acompanha o pai que é presidente de um cube desportivo e envolve-se, naturalmente, nos assuntos que vê o pai resolver. Aplicando alguns dos palavrões técnicos de gestão que ouve nas reuniões a que assiste.
Votar ou não votar, não é uma questão para nós.
Votar é um direito. Pelo qual lutámos, assim versa a história
Não votar, também é eleger. E é, sobretudo, negarmos um direito nosso de termos uma palavra na gestão do Estado. Essa grande entidade da qual somos nós, os cidadãos, os maiores accionistas. Enquanto isto não for entendido, será mais fácil gozar o dia na praia ou entrar em estágio às 9 da manhã por causa do jogo de futebol que irá acontecer à 9 da noite.
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