quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ai que o miúdo está a assustar-me!!

Quando está na hora de dormir, sobretudo a sesta, dá-lhe sempre para grande reflexões. Mesmo a ver se queima tempo e se eu acabo por ceder dizendo-lhe Levanta-te. No sábado estivemos sozinhos a tarde toda e ao tentar que adormecesse, começa ele:

- Ó mãe, uma pergunta. Finito é porque tem fim?
- Sim, é.
- Infinito, não tem fim!
- Exacto.
- Então... o espaço é infinito?
- Está certo!
- Não tem fim. Mas também não tem princípio, pois não mãe?
- Certíssimo.
- Os números também são infinitos... (a pensar em voz alta)
- Pois, tens razão.
- Então mãe... mas os números começam no zero!!

Bom. Aqui foi mais complicado. Explicar-lhe que existem números negativos... achei que não iria perceber. Ou eu não saberia como explicar. Então decidi aplicar a velha técnica do... Se não dormires logo não vamos ao parque!!

E a coisa ficou por ali.
Agora pergunto: é de esperar este tipo de raciocínios aos 5 anos de idade?
Ups.

Xiiiuuuuu....

Estou a trabalhar numa coisa TÃÃÃÕOOO gira!!!!
Está a ser um desafio muito engraçado!
Querem saber o que é?

Huuummmm.... ainda não posso dizer. 
Mas prometo que para a semana conto tudo. Tudo mesmo!!

Fica aqui uma pista. Xiiiuuu....



Bom dia. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Votar ou não votar? Eis a NÃO questão!

Em casa falamos de política à mesa. Na sala. No escritório. Por onde calha. Falamos de política como falamos das questões quotidianas familiares. Não nos importamos de explicar aos miúdos os assuntos do mundo dos adultos, sem qualquer tabu ou problemas de léxico. Tratamos as coisas pelos nomes e eles no seu limite possível de compreensão, tiram as suas ilacções sobre aquilo que ouvem.

É comum ver a mais velha interessada em ver o telejornal. E o mais novo, por arrasto, também. Fazendo perguntas à mana sobre quem é o bom e quem é o mau. Fazendo letras de músicas com os nomes que ouvem com frequência nos noticiários e, muito provavelmente, em resultado daquilo que nos ouvem conversar. E se, por um lado, acho que é cedo para eles dizerem o que acham que está bem e o que está mal, por outro fico feliz por se esforçarem por compreender o mundo que os rodeia e, assim, construírem as suas aprendizagens. À medida de cada um.

Lá em casa, não forçamos ninguém a nada. Não conduzimos opções, gostos ou opiniões. Um é do Sporting. Outro é do Benfica. Um adora laranjas. O outro detesta-as. E é mais ou menos isto que fazemos. Não se obriga ninguém a comer laranjas se a pessoa não gosta delas. Mas há uma coisa importante que não deixaremos que aconteça. Não deixaremos, jamais, que cresçam sem sentido de cidadania. Sem sentido de pátria, de direitos e de deveres. Jamais deixaremos que não intervenham nos seus futuros com as ferramentas que têm à sua disposição. Jamais deixaremos que deixem de ser cidadãos activos nas suas comunidades, com sentido de responsabilidade pelas suas acções, com sentido de respeito pelos outros e, sobretudo, por eles próprios. Agir, activamente, é mais que um direito. É um dever.

Votar é, sem dúvida, a via mais relevante e com mais efeitos directos sobre o futuro do país em que vivemos. Mas como para isso ainda é muito cedo, tentamos que comecem a trilhar esse caminho de cidadãos activos de outra forma. Ela, já participa em acções de voluntariado. Ele, acompanha no que pode. Sobretudo acompanha o pai que é presidente de um cube desportivo e envolve-se, naturalmente, nos assuntos que vê o pai resolver. Aplicando alguns dos palavrões técnicos de gestão que ouve nas reuniões a que assiste.

Votar ou não votar, não é uma questão para nós. 
Votar é um direito. Pelo qual lutámos, assim versa a história
Não votar, também é eleger. E é, sobretudo, negarmos um direito nosso de termos uma palavra na gestão do Estado. Essa grande entidade da qual somos nós, os cidadãos, os maiores accionistas. Enquanto isto não for entendido, será mais fácil gozar o dia na praia ou entrar em estágio às 9 da manhã por causa do jogo de futebol que irá acontecer à 9 da noite.

Nem queria acreditar...

Quando me cruzei na rua com uma estagiária que orientei aqui há uns anos. Chegou-me "às mãos" tão miudinha... oh meu Deus... E agora reencontrei-a. Grávida!! WTF?!? Mas ainda ontem era uma miúda!!!

Não consegui disfarçar o meu espanto. E, em conversa é que me dei conta. Foi minha estagiária há quase 10 anos! 10 anos??? O tempo não vale mesmo um caroço!! Ou isso... ou estou a ficar velha e não quero ver...

Carpooling, carsharing e carzinho(a)

São muitas as modalidades de partilha de carros que cada vez mais têm ganho espaço nos hábitos dos portugueses, a bem da sustentabilidade ambiental e da carteira de cada um de nós. Depois, ainda há a modalidade paizinho-e-mãezinha-motorista-disponível-para-ir-levar-e-ir-buscar-os-filhinhos-onde-querem-ou-precisam-de-ir. E que não sei bem onde se encaixa.

À medida que eles vão crescendo também as suas agendas começam a crescer. Muitos, muito eventos! Por isso pus um travão à coisa logo ao princípio (para não estranharem mais tarde). No entanto, eles são dois. E sempre que vão a algum lado, lá vou eu. Ou o pai. De chauffeur.

Ora bem, face ao exposto, criei a modalidade "Carzinho(a)" que é como quem diz: partilha do carro do paizinho ou da mãezinha dos amigos. E isto consiste no quê? Se os miúdos vão para a mesma escola, entram e saem à mesma hora, então bora lá ver qual o paizinho ou mãezinha que as leva e qual é que as trás. Se há aniversários de amigos em comum, igualmente. And so on.

Devo dizer que tem sido muito proveitoso. Poupa-nos umas viagens. Permite-nos uma alteração às rotinas, o que também é bom para a malta não se cansar. Evita a repetição desnecessária de percursos longos, como foi o caso do fim de semana passado, em que uma amiguinha que celebrou o seu aniversário perto do aeroporto e, ainda, contribui para a poupança do depósito de combustível.

Esta semana começou com mais um passageiro no meu carro. Eram três. Logo às 7.50 da manhã. Mas compensa. Mesmo! Os pais também aprendem a confiar nos outros pais. Desenvolvem relações interpessoais de ajuda e, em alguns caso, de amizade. Ao mesmo tempo que se vão mentalizando que os miúdos estão a crescer. E que há medida que crescem, começam a bater as asas do ninho. Para mal dos nossos pecados. E também falo por mim, obviamente... (snif...). mas como diria o meu marido: É da vida! É da vida...