terça-feira, 15 de setembro de 2015

Alguém tem?



Precisamos desesperadamente de uma grua. Todas as manhãs é um 31 para tirar o mais pequeno da cama. Nem com promessas de um dia cheio de coisas que ele gosta de fazer ou do melhor pequeno almoço de todos. Tento eu, tenta a mana e tenta o pai. Em vão.

Se tivéssemos uma grua, automatizada, programá-la-ia para a determinada hora iniciar a sua função de tirar da cama aquela coisa mais fofa (quando está a dormir) que pesa horrores quando não colabora.

Alguém tem uma ? Ou sabe onde posso adquirir?

Bom dia.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Postais de férias #4



Sequoia National Park. California.

Uma dádiva do nosso planeta. 
Um cantinho onde o homem e a natureza convivem de uma forma quase espiritual. 
Onde as árvores milenares nos pedem um abraço. 
Que para ser dado precisa de vinte pessoas.

Um cantinho de cores extraordinárias realçadas pela luz que dança entre troncos imponentes de vida. Um cantinho que nos demonstram o quão pequeninos somos.

Obrigado Filipa. Pelo contributo.

Postais de férias #3


Manta Rota. Verão de 2015.
Uma foto que nos transmite a serenidade que desejamos viver nas férias que passamos muito tempo a planear.
Uma foto rara. Com esta vista limpa de areal e de um pôr do sol lindo, 
numa das praias mais concorridas do país.

Basta dizer que não foi tirada em Agosto.

Uma foto da minha querida leitora Conceição.

Das coisas simples


Diz-se que as estações do ano não começam no calendário. E é verdade. 
Já a natureza se antecipou a essa agenda e mostra-nos que o Outono está aí. 
Com as árvores que se despem e nos montam um tapete bronzeado para passarmos. Glamorosos. 

Começamos estes dias com um misto de emoções entre o "Ai que o Verão já acabou" e o "Já está a chegar o Outuno. E os fins de tarde à lareira. 
E o cheiro das castanhas na mesa".

Já apetece um casaquinho. Uma manga comprida. Um sapato mais fechado. 
E um abracinho ainda mais apertado.

Bom dia. Boa semana.

sábado, 12 de setembro de 2015

Da angústia pelos que partem


 
Ou do misto de emoções que é assistirmos à partida de alguém que nos é próximo. Diz-nos uma vozinha no fundo do nosso coração Vai, vai à descoberta, à tua sorte e aventura. Vai enquanto és jovem e tens tempo de recuperar se correr mal. E também do fundo do coração outra voz que diz Não vás. Fica cá. Sabes que aqui estaremos para o que acontecer. E à distância? Como fazemos se precisares de nós? Aqui já sabes com o que contas... E, depois, numa fracção de segundo atrevemo-nos a pensar Quem me dera ter coragem para ir...
 
E assim nos sentimos, até ver o que vai acontecendo.
 
Partiu com 20 anos. Na semana passada. Com o sonho de ser feliz e encontrar um projecto profissional de acordo com a sua formação. Partiu com um plano, com uma perspectiva. Partiu angustiada e feliz. Partiu de coração partido e de coração cheio de sonhos. Partiu, com a certeza do amor que a sustenta por cá. E com a certeza do amor que a puxou para lá. Partiu... a minha menina. A minha menina mulher. A minha afilhada.
 
Partiu com pouco. Com o que uma viagem permite levar. Pois sabe que irá reaprender a viver. Quase do zero. O mais importante passou a supérfluo. E tenho a certeza que se pudesse, teria levado uma mala só de desejos que lhe entregámos, de conselhos que lhe demos, de emoções que lhe passámos. Uma mala cheia de amor para ir consumindo assim, aos bocadinhos. De forma controlada, para durar até à próxima vinda a Portugal. À sua terra. À sua mãe.
 
Como cresceu esta menina que vi nascer. Como de descontraída e distraída, passou a ter um foco tão bem definido. Como foi capaz de desafiar o destino e dar-se ao trabalho de não ficar acomodada nas mordomias que uma família garante a qualquer filho. Como me deixa orgulhosa pela força que demonstra ter. Garantindo a quem queira ver o bom trabalho que fez sua mãe.
 
Passei a ter uma menina mulher emigrante. Mais um motivo para esperar pelo mês de Agosto. O mês em que todos regressam a casa.
 
Para ti minha querida, um até já cheio de amor. E com a certeza de que irás crescer ainda mais. Tanto, mas tanto, que a tua vida só poderá correr bem.