segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Das coisas simples


Diz-se que as estações do ano não começam no calendário. E é verdade. 
Já a natureza se antecipou a essa agenda e mostra-nos que o Outono está aí. 
Com as árvores que se despem e nos montam um tapete bronzeado para passarmos. Glamorosos. 

Começamos estes dias com um misto de emoções entre o "Ai que o Verão já acabou" e o "Já está a chegar o Outuno. E os fins de tarde à lareira. 
E o cheiro das castanhas na mesa".

Já apetece um casaquinho. Uma manga comprida. Um sapato mais fechado. 
E um abracinho ainda mais apertado.

Bom dia. Boa semana.

sábado, 12 de setembro de 2015

Da angústia pelos que partem


 
Ou do misto de emoções que é assistirmos à partida de alguém que nos é próximo. Diz-nos uma vozinha no fundo do nosso coração Vai, vai à descoberta, à tua sorte e aventura. Vai enquanto és jovem e tens tempo de recuperar se correr mal. E também do fundo do coração outra voz que diz Não vás. Fica cá. Sabes que aqui estaremos para o que acontecer. E à distância? Como fazemos se precisares de nós? Aqui já sabes com o que contas... E, depois, numa fracção de segundo atrevemo-nos a pensar Quem me dera ter coragem para ir...
 
E assim nos sentimos, até ver o que vai acontecendo.
 
Partiu com 20 anos. Na semana passada. Com o sonho de ser feliz e encontrar um projecto profissional de acordo com a sua formação. Partiu com um plano, com uma perspectiva. Partiu angustiada e feliz. Partiu de coração partido e de coração cheio de sonhos. Partiu, com a certeza do amor que a sustenta por cá. E com a certeza do amor que a puxou para lá. Partiu... a minha menina. A minha menina mulher. A minha afilhada.
 
Partiu com pouco. Com o que uma viagem permite levar. Pois sabe que irá reaprender a viver. Quase do zero. O mais importante passou a supérfluo. E tenho a certeza que se pudesse, teria levado uma mala só de desejos que lhe entregámos, de conselhos que lhe demos, de emoções que lhe passámos. Uma mala cheia de amor para ir consumindo assim, aos bocadinhos. De forma controlada, para durar até à próxima vinda a Portugal. À sua terra. À sua mãe.
 
Como cresceu esta menina que vi nascer. Como de descontraída e distraída, passou a ter um foco tão bem definido. Como foi capaz de desafiar o destino e dar-se ao trabalho de não ficar acomodada nas mordomias que uma família garante a qualquer filho. Como me deixa orgulhosa pela força que demonstra ter. Garantindo a quem queira ver o bom trabalho que fez sua mãe.
 
Passei a ter uma menina mulher emigrante. Mais um motivo para esperar pelo mês de Agosto. O mês em que todos regressam a casa.
 
Para ti minha querida, um até já cheio de amor. E com a certeza de que irás crescer ainda mais. Tanto, mas tanto, que a tua vida só poderá correr bem.
 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Da falsidade


Ainda consigo ficar surpreendida com as peles de cordeiro que alguns lobos vestem. Por mais que me desiluda, por mais que esta vida nos ensine que nada é o que parece, tenho sempre esperança que esses ensinamentos sirvam a todos. E que o saber de experiência feito, dos tombos, das alegrias, dos esforços, das derrotas, das conquistas, sirva a todos, não só a mim, para que as posturas se vão limando. Tornando as arestas menos perceptíveis aos olhos.

Ainda consigo ficar surpreendida. 
Mas passa-me depressa. Sobretudo quando esses actos, de falsidade, continuam a florescer, assim de mansinho, vindos sempre das mesmas pessoas.

Postais de férias #2


Costa Azul.
Praia da Galé.

Um paraíso perdido que nos permite estar na praia em sossego em pleno mês de Agosto.
Um paraíso acessível após 140 degraus escarpados.
Um paraíso que nos permite um banho de mar. Daqueles com ondas enormes que nos empurram para a berma. Mas que não nos assustam.
Um paraíso daqueles que nos brinda com cardumes de peixes e 
barbatanas de golfinhos ao longe. Os do Sado.

Um postal de férias da minha amiga Z.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Postais de férias #1


Entre as 1001 fotografias que eles nos pedem para lhes tirarmos, 
de vez em quando lá sai uma totalmente inesperada, gira e fora do baralho, 
que nos dá vontade de imprimir e emoldurar para todo o sempre.

Aconteceu-nos com esta.

Jamais conseguiria programar a silhueta deles, assim, com esta luz de fundo. 
Muito menos o sol a espreitar debaixo do braço dela e o take na hora certa, no momento certo do pulo que deu, conferindo movimento à foto, sobretudo pela posição da trança que  me deixou fazer-lhe, muito contrariada.