domingo, 31 de maio de 2015

15 anos depois...

É incrível como o tempo passa... Apercebi-me hoje que fiz a bênção das fitas há 15 anos atrás. Que aqueles anos dolorosos de estudo, esforço e dedicação ao conhecimento que pareciam não andar, já lá vão... Assim... Há 15 anos... E 15 anos depois faço as contas a mais dois cursos superiores.

Hoje relembrei esse dia feliz. Ao presenciar a bênção da minha querida prima. Só tenho pena de não ter sido como há 15 anos atrás. Com a presença daqueles que já partiram.
O resto... merda para o resto... que o que importa é o que vai dentro de cada um.

Para ti querida prima, F-R-A, F-R-E, F-R-I, F-R-O, F-R-U!!!!

Para ti não vai nada, nada, nada? TUDO!!!

E salta Mónica e salta Mónica! Olé, olé!
E salta Mónica e salta Mónica! Olé, olé!








sexta-feira, 29 de maio de 2015

Duarte e Isabel (blognovela)

A surpresa de ter sido mandada para dentro da piscina levou a que a Isabel ficasse, de facto, mais calma. Nem ela algum dia tinha previsto acabar assim e muito menos resultado de uma acção do manso namorado que controlava com um estalar de dedos.
 
Enquanto a via recuperar, o Duarte olhou em volta, agarrou uma toalha largada numa cadeira e pôs-se de cóqueras à beira da piscina à espera dela e para ajudá-la. Ainda sorriu, discretamente, pela atitude que teve, por ter tido um papel preponderante para que a discussão acabasse e por ver a Isabel numa situação de vulnerabilidade total.
 
Esticou-lhe a mão.
- Vá, agarra aí que eu ajudo-te...
- Achas bem o que me fizeste?
- Vá Isabel. Agarra aí.
 
E a Isabel agarrou-se à mão dele. Subiu e sentou-se na borda com os pés dentro de água. Estava fula. E quando ele lhe pôs a toalha pelas costas...
- Não quero isso!
- É melhor... olha que arrefeces... estás toda vestida...
- Pois estou! TODA VESTIDA!
- Wow... Não vais começar, pois não?
 
Pôs as pernas para cima. Levantou-se. E frente a frente com o Duarte alçou da mão e deu-lhe um estalo.
 
- ISABEL!! Tu passaste-te ou quê?
- Sim, passei-me! Passei-me quando me envolvi contigo! Foi um erro!
- Desculpa?!? Um erro?
- SIM!! UM ERRO! Mas desde quando é que tu me tratas assim? Em vez de me ajudares atiras-me para dentro de água? A estúpida da tua mulherzinha publica aquele texto e tu ainda a defendes?
- Eu não defendi ninguém, está bem? Eu apenas quis que te controlasses. Não achas que já bastava teres todas as atenções sobre ti, depois da notícia que saiu? Fazeres um escândalo daqueles, assim, à frente de todos, Isabel? Tu estava a gritar feita louca!
- E então decidiste espetar comigo dentro de água!!
- Olha, sim. Foi isso! Nem tens noção da tua figura. Foi o que me ocorreu...
- FOI O QUE TE OCORREU?!? E A OUTRA? Saiu daqui a rir, não achas? Só espero é que não se tenha lembrado de tirar fotografias...
- Tinha piada... - Pensou em voz alta.
- O QUÊ? TINHA PIADA?
- Não grites! Pára com isso!
- NÂO GRITES?!? Tu realmente... tão meiguinho, tão dependentezinho, tão fofinho... e agora olha... é o que se vê...
- Desculpa lá! Mas é essa a tua opinião sobre mim? Que sou dependente? De ti?
- Não de mim! De alguém! Precisas de ter sempre alguém contigo, Duarte! Não tomas decisões sozinho, precisas de quem te oriente. És um sentimentalista de primeira. Estás comigo cheio de remorsos por causa dela e agora que a viste ficaste assim...
 
O Duarte não estava a gostar da conversa.
 
- Vá Isabel! Deita cá para fora! Pelos vistos tinhas aí muita coisa para me dizer!
- Queres ver que quando viste a Madalena ficaste indiferente... eu bem vi como a levaste ao colo para o quarto, na noite em que ela caiu. Eu bem vi como olhaste para ela. E isso magoou-me, sabes?
- E porquê?
- Porquê?!? Porquê o quê?
- Porque é que te magoou a maneira como eu olhei para a Madalena naquela noite? Porque gostas de mim ou porque te sentiste desprezada? Porque sentiste que podias perder-me? Porque ficaste com ciúmes de eu ainda ter sentimentos por ela? Ou será que me sentiste a escapar-te? A escorrer por entre os dedos?
- Mas o que é que estás para aí a dizer?
- Responde, Isabel! Responde!! Tu pensas que eu não sinto as coisas? Tu nunca, mas nunca disseste que me amavas! Nunca! E depois do que eu vi até agora desde que cá estamos, fiquei tão, mas tão desiludido... Deste-me a conhecer uma mulher que eu não conhecia...
- E?
- E?!? E não gostei! E começo a pensar que a notícia que saiu na revista tem algum fundo de verdade! Que se foi a Madalena a publicá-la ela viu em 2 segundos aquilo que eu demorei um ano a ver!
- Mas estás a falar de quê?
- Disto! Espera que eu leio para te relembrares. - E pegou no telemóvel - A mesma fonte informou-nos que o último capricho da menina Galvão foi o de cobiçar um homem casado a troco do interesse financeiro que o mesmo lhe proporciona para os seus negócios... É disto que eu estou a falar! Diz lá... foi isto que viste em mim, não foi?
 
A Isabel começou a sentir o cerco a apertar. Mas a raiva apoderou-se dela de novo. E a verdade também.
 
- FOI! FOI ISSO QUE VI EM TI! Dinheiro! O dinheiro que precisava para investir nos vinhos. TU foste o veículo perfeito para o empréstimo a juros mínimos. TU foste a melhor forma de negociar, de alcançar os meus objectivos. É VERDADE, DUARTE! Foi por isso que eu me meti contigo. Porque precisava de dinheiro e tu, tapadinho de todo, facilitaste-me a vida! Pronto, é isto!
 
Baixou a cabeça, o Duarte. Como é que não tinha percebido aquilo mais cedo. Como é que se tinha deixado enrolar daquela maneira. Teve vontade de apertar-lhe o pescoço. Teve vontade de pontapeá-la para dentro da piscina. Teve asno por ela. Teve nojo. E encarando-a disse-lhe:
 
- Vais-te embora daqui agora. Tens meia hora para fazer a mala. Põe-te a andar. Nunca mais falas comigo. Se me vires na rua muda de passeio. Fica longe de mim, da Madalena e da Matilde. E desejo que o teu negócio vá à falência. Aliás, no que depender de mim, irá. Acredita!
- Ó meu menino... mas quem é que tu pensas que és para me ameaçares desta maneira?Tu, um bebé grande que ainda anda de fraldas. Que precisa de uma mãezinha para tudo. A ameaçar-me?!? Tens noção do que estás a fazer? Tens noção daquilo que eu sou capaz?
 
- Estou cheio de medo... Tens meia hora... - E virou-lhe as costas.
 
A Isabel ficou ainda ficou mais raivosa e furibunda. Subiu ao quarto para ir buscar as suas coisas. Mas não se foi embora...
 

(Leia aqui todos os capítulos)


terça-feira, 26 de maio de 2015

O primeiro escândalo (blognovela)

Já no ginásio, e enquanto estava na passadeira, a Isabel recebeu um sms de uma amiga que dizia o seguinte:

Abre o link e lê. Não vais gostar... bjos

Abrandou o ritmo e premiu em cima do link. Ao ler o conteúdo começou a ficar verde, azul, doida de raiva. Não podia acreditar numa coisa daquelas. Só podia ser obra da Madalena! Pensou ela. E de imediato saltou da passadeira para ir ao seu encontro.

Não precisou de andar muito. Pois também a Madalena tinha planeado ir para o ginásio e acabara de chegar.

- PODES EXPLICAR-ME ISTO?!? - Gritou a Isabel na sua direcção enquanto lhe apontava o telemóvel para a cara.
- Ei! Estás a gritar para quê? Eu não sou surda!
- NÃO ÉS SURDA? 
- Não! Não sou surda. E agora tira-me o telemóvel da cara e sai-me da frente que eu não tenho nada para falar contigo!
- DESCULPA! Não tens nada para falar comigo? Então queres dizer que não tens nada a ver com ISTO, queres ver? - E apontou para o écran.

Uma autêntica peixeirada, era o que se estava a passar ali. Todos os clientes do hotel que estavam no ginásio ouviam os gritos e uma funcionária tentou intervir pedindo que ambas saíssem senão teria de chamar a segurança.

Saíram.

- Olha Isabel, eu só saí por respeito às outras pessoas. Agora vê lá se te acalmas que eu quero ir à minha vida.
- ISSO É QUE ERA BOM!! Ires à tua vida? Mas tu pensas que eu sou o quê? E tu pensas que és alguma sumidade? És uma cobarde! UMA COBARDE! Como não conseguiste o Duarte de volta resolveste atacar-me desta maneira!
- Não sei do que é que estás a falar...

Os gritos continuavam e como a entrada do ginásio era perto da piscina o Duarte não deixou de ouvi-los e reconhecer as vozes. Levantou-se e foi à procura da Isabel quando deu por ela em cima da Madalena aos berros e injúrias.

- O que é que se passa aqui? Que gritaria é esta Isabel?
- Foi a tua mulherzinha! Olha, olha bem para aqui! LÊ!

O Duarte pegou no telemóvel e viu que estava aberta uma notícia online de uma revista considerada cor de rosa sobre a Isabel que dizia o seguinte:

Isabel Galvão, de menina rica a destruidora de lares
A dona do império de vinhos Sobreiro & Galvão, cujo título conquistou com a morte trágica dos pais num acidente de viação, é também conhecida por ser muito mimada e habituada a ter tudo o que quer. Quem a conhece atura-lhe os caprichos apenas pelo poder que tem, mas fonte segura disse esta manhã à nossa revista que ninguém gosta dela, sobretudo pela falta de escrúpulos com que lida com os negócios, 
visando, apenas, alcançar o lucro sem olhar a meios.
A mesma fonte informou-nos que o último capricho da menina Galvão foi o de cobiçar um homem casado a troco do interesse financeiro que o mesmo lhe proporciona para os seus negócios destruindo, assim, uma família e o casamento de um jovem casal.
É-lhe apontada, também, a falta de conhecimentos sobre enologia e que o sucesso da marca construída e deixada pelos pais não tardará muitos anos a desmoronar-se.

- Já leste?!? Diz-me lá: quem é que pode ter escrito uma coisa dessas?
- Mas a Madalena não trabalha nesta revista, Isabel!
- TU, TU... És mesmo um ingénuo... não vês que a revista é do mesmo grupo?!? SERÁ QUE NÃO VÊS, DUARTE?
- Bom... com licença que eu tenho mais que fazer... - Disse a Madalena virando costas. Nisto uma mão forte agarrou-lhe um braço travando-lhe a marcha:
- ONDE É QUE TU PENSAS QUE VAIS?
- Larga-me... - Respondeu baixinho sem olhar, sequer, para a Isabel.
- Não te largo. Tu tens de pagá-las! - Sussurrou a outra.

E com muita calma e de voz baixa a Madalena levantou os olhos e encarou-a dizendo-lhe:
- Não Isabel... Tu é que vais pagá-las... e tããão caro...

Perante aquela cena o Duarte agarrou a Isabel e arrastou-a para fora dali.
- Vamos embora. Tens que te acalmar! Vamos daqui!
- LOUCA, TU ÉS UMA LOUCA! FRUSTRADA! PENSAS QUE VAIS CONSEGUIR ALGUMA COISA COM ISTO?!? ESTÁS MUITO ENGANADA! EU VOU DAR CABO DA TUA VIDA, MADALENA! JURO-TE!! CABO DA TUA VIDA!!

O Duarte viu-se aflito para conseguir acalmá-la e tirá-la daquele cenário. Pediu à Madalena que seguisse caminho e disse-lhe que depois falaria com ela. Continuou num grande esforço para que a Isabel se calasse com a gritaria, mas em vão. Até que lhe ocorreu uma medida simples e eficaz. Atirou-a para dentro da piscina.



(Leia aqui todos os capítulos)

Tiras-me uma fotografia?


E o resultado foi este.
Bom dia. :)



segunda-feira, 25 de maio de 2015

À beira da piscina (blognovela)

O Duarte estava tão distraído com a leitura que não deu pela Matilde chegar.
- Posso?
- Como? Ah, Matilde! Desculpa... não te vi...
- Posso sentar-me aqui ao pé de ti?
- Claro! - E levantou-se para puxar uma cadeira. - Já estiveste com a Madalena? - Perguntou.
- Já.
- E como é que ela está? Melhor?
- Sim... dói-lhe a cabeça, mas nada de mais... O pior é o resto...
Silêncio.
- Como é que isto aconteceu? - Disparou a Matilde.
- Nem sei bem... quando dei por mim estava envolvido com a Isabel... aconteceu tudo muito depressa e a Madalena... sabes como é... nunca está presente...
- E achas que foi melhor assim? Envolveres-te com uma mulher e saíres de casa? Ainda por cima não foi com uma mulher qualquer!! Não!! Tinha de ser com uma amiga minha!!
- Amiga tua? Achas mesmo que a Isabel é tua amiga?
- E tu? Achas mesmo que a Isabel está apaixonada por ti?
O Duarte olhou-a de lado.
- Pensas que eu não sei o que vale a Isabel? Sei muito bem. De certeza que ela teve qualquer interesse em ti para te ter piscado olho. E tu foste logo! Com o rabinho a dar a dar!
- Menos, Matilde. Muito menos.
- Muito menos?!? Isso digo-te eu!! Achavas que isto não se vinha a saber? Tu sabes o que a Madalena sofreu e ainda está a sofrer com esta cena toda? Chorou baba e ranho durante duas semanas, ouviste?? Nem sequer foi trabalhar! Não saía de casa! Culpou-se, porque sabia bem que sempre pôs o trabalho à frente de tudo. Mas tu sabias como eram as coisas ainda antes de casar com ela, certo?
- SABIA, MADALENA! SABIA! Mas acreditei que seria diferente depois de casarmos. Acreditei que ela passasse a dar prioridade à nossa relação. Ao nosso casamento! Não penses que eu não a amo! Eu amo-a, Matilde! Continuo a admirá-la como sempre admirei! Continuo a ter orgulho no seu trabalho, na sua obstinação pela perfeição. Mas descobri-me, percebes? Descobri que não conseguia viver assim. Sem ela... A porta estava aberta... foi a Isabel que entrou como podia ter sido outra qualquer...
- Outra qualquer?!?
- Não me julgues... Não julgues ninguém, Matilde. Não sabes como são as coisas. Pensas que sabes. Mas não sabes nada.
Silêncio.
- Ela disse-me que te pediu para voltares para casa...
- Sim, pediu.
- Então se a amas... porque é que não voltaste?
- Queres mesmo saber? Acho que a atenção da Isabel estava a fazer-me bem. E eu sabia que a Madalena, se eu voltasse, não teria tempo para mim.
- Estava a fazer-te bem? Então? Já não está?
- Está... sim, claro... sei lá...
- Sabes lá? Arruma lá essa cabeça! O que é que se passa?
- Ontem não gostei nada de ver a Madalena naquele estado. Não gostei nada de ver como a Isabel reagiu convosco. Não me senti nada bem com esta situação.
- E?
- E? E o quê?
- E o que é que estás a pensar fazer em relação a isso? Vais continuar assim... dividido entre o "ai, esta faz-me tão bem ao ego, mas é da outra que eu gosto"?
- Tu és tramada...
- Não Duarte! Eu sou aquela pessoa que está a tentar que vejas as coisas. Que está a tentar ajudar-te a arrumar essa cabeça, esse coração. O que é que vale mais no meio disto tudo? É isto? Fins-de-semana fora, jantares românticos e viagens ou é saberes que apesar de tudo terás sempre, mas sempre alguém com quem contar? Sabes que à primeira a Isabel põe-se a andar! Ou melhor, põe-te a andar!!
O Duarte sentia-se um alvo. Com tanta pergunta e tantas certezas. Sentia-se, também, dividido. Não conseguia pesar o que era, de facto, mais importante para si. Ao rever a Madalena estremeceu por todo o lado. Mas à distância não queria a vida que tinha com ela. Queria mais. Mais calor, mais amor. Mais Madalena.

- Liga-lhe...
- Hã?
- Liga-lhe, Duarte. Ela merece, ao menos, que dês a cara! Nunca o fizeste! Deixa-a fazer todas as perguntas, deixa-a dizer-te tudo o que sente. E tu faz o mesmo. Não falar é o pior que podes fazer. Já viste como ela se rebaixou? Pediu-te para voltares!!
- Achas mesmo que isso vai resolver alguma coisa?
- Acho! Francamente, acho! Ou tens mesmo a certeza de que queres o divórcio?

O Duarte não respondeu. E de tão embrenhados que estavam na conversa não se aperceberam de que a Isabel estava a chegar:

- Olha, olha! A Matildezinha! Então o que é que estás aqui a fazer?
- Bom Duarte, depois falamos. - A Matilde ignorou-a.
- Ei! Mas o que é isto? Fiz-te uma pergunta e tu viras-me as costas?
- A ti não tenho mais nada a dizer. Aliás, tu foste bem clara na última conversa que tivemos. Por isso Isabel, esquece que eu existo!
- Esquecer que tu existes? Depois do que me disseste? Depois de me teres chamado cabra? Impossível!
- Tu não vales mesmo nada... Acho que o melhor para todos é vocês fazerem as malas e porem-se a andar daqui.
- Ahahahahahah!! Eu? Pôr-me a andar daqui? Agora que o circo começou? Nem pensar!
- Meninas, vamos lá a parar! - Tentou intervir Duarte.
- Até logo. - Disse a Matilde e foi-se embora.

- O que é que ela te queria?
- Nada.
- Nada o quê? Mas pensas que eu não conheço a Matilde? Sempre armada em boa samaritana? Até adivinho: veio falar mal de mim e defender a amiguinha!
- Isabel! Tem paciência, Isabel! Não somos miúdos de 15 anos.
- Ai eu não sou, de certezinha absoluta! Agora tu... às vezes parece que ainda andas de fraldas...
- Desculpa?!?
- Sim, Duarte! Às vezes sinto-me a tua mãezinha. Olha, eu vou mas é para o ginásio antes que a conversa azede.
- Vai, vai. Vai e pensa bem no que acabaste de dizer!
- Estou cheia de medo... ui... - E virou costas a rir-se. Feita cabra.



(Leia aqui todos os capítulos)