segunda-feira, 27 de abril de 2015

Na semana passada

Estive completamente embrenhada neste projecto. Deu-me um prazer imenso:

1.º Que alguém se tivesse lembrado de mim para escrever isto;

2.º Fazer o exercício de escrever para crianças sobre assuntos difíceis;

3.º O facto de não ter sido preciso mexer numa vírgula na fase de aprovação;

4..º Chegar à net, digitar o endereço e pimba! Lá estão os meus textos!!

Mas afinal estás a falar de quê? Pensam vocês. Estou a falar na nova plataforma que a Câmara Municipal de Cascais criou a pensar nas crianças. Uma plataforma que apresenta Cascais nas suas mais diversas áreas: geografia, organização administrativa, cultura, meio ambiente, cidadania e muitas outras. Também tem jogos interactivos e é uma excelente ferramenta para pais, professores e educadores de infância.

O designer da plataforma, David Pinto, criou 4 meninos: a Bia, o João, o Mateus e o Simão. 4 personagens de Cascais a quem se deu o nome de "Cascalitos". (Cascais dos pequenitos)

Só sei que em Cascais os Cascalitos vão começar a estar por todo o lado. E eu, tão feliz que estou, continuarei a escrever para esta plataforma.

Ora espreitem lá! Está o máximo, não está? :)


segunda-feira, 20 de abril de 2015

As crianças não sabiam brincar

Esta foi a frase que mais me marcou numa reportagem que passou na SIC sobre Marta Baeta, uma voluntária portuguesa no Quénia e fundadora do projecto From Kiberia With Love.

Kiberia é considerada a maior e mais perigosa favela do mundo. Mesmo consciente dos perigos a que estava sujeita, Marta não hesitou em voluntariar-se. Em levar o melhor de si. Independentemente do que isso fosse.

Certo é que no Quénia, na Kiberia, as crianças nem sequer sabiam brincar. 
Certo é que por querer dar o pouco de si que tinha para dar, foi ameaçada de morte, porque alguém entendeu que não se pode dar nada de graça. Alguém teria de ganhar com isso.

A corrupção no Quénia é isso. Cobrar até aquilo que cada um tem de melhor.

Esta participação da Marta Baeta no Tedex data de 2013. 
Espero que já tenha conseguido o seu objectivo: concluir a sua licenciatura.

Obrigado Marta. Obrigado pelo seu voluntariado. Obrigado por acreditar que o futuro do Quénia pode estar nas crianças desta favela. 


Vidas passadas. Ou futuras...

Não sei muito bem o que pensar sobre este assunto. Teremos tido uma outra vida no passado? Então isso significaria que o tempo que vivemos não estamos a vivê-lo pela primeira vez. Se tivemos uma vida no passado, o que é que vivemos, então? Como poderemos sabê-lo? E como poderá alguém dizer qualquer coisa como: noutra vida deves ter sido isto ou aquilo... E o "isto ou aquilo" está sempre relacionado com a personalidade de cada um. Mas porquê, sempre, no passado?

- noutra vida deves ter sido uma amazona
- noutra vida deves ter sido uma escritora famosa
- noutra vida deves ter sido professora
- noutra vida deves ter sido uma grande empreendedora, etc., etc.

Então mas... pergunto-me eu: não há novas vidas? Não há pessoas que nasçam sem nunca terem vivido uma vida passada? E porque motivo é que qualquer característica nossa diz respeito ao passado e não a uma vida futura? (admitindo que existe?)

Ou seja, eu escrevo. Hoje, aqui e agora. Porque é que noutra vida devo ter sido uma grande escritora e nesta uma escritora amadora? Porque motivo não poderá esta vida que estou a viver ser a "preparação" para uma vida futura de sucesso, de grande escritora?

Se renascemos, porque não o fazemos sempre num caminho crescente e não  num caminho decrescente? É que se assim for todas as pessoas que fizeram algo de grandioso no tempo em que viveram, na vida que viveram a seguir fizeram muito menos. Faço-me entender?

Não deverá ser essa experiência de vida que se vive a preparação para aquilo a que se chama "uma alma velha", ou seja, "vivida, sábia"?

Tenho uma amiga que é terapeuta de reiki. Quando nasceu o meu segundo filho disse-me: o menino é uma alma sábia. Deve ter sido alguém com muito valor, no passado. Deve ter sido um grande homem.

Bom, primeiro que tudo: para mim há-de ser sempre um menino de grande valor. No que depender de mim será um grande homem. Mas se é como ela disse, porquê em relação ao passado e não em relação ao futuro?

Como é que se explica isto? Então as "almas" renascem e renascem e renascem e não há almas novas? Então e porque é que a vida que se vive é fruto do que se viveu noutra vida e não a preparação para uma vida futura? Então e não há um fim para esse renascimento? 

E quem me explica como é que isto acontece?

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Coisas que eu faço que fazem o meu marido revirar os olhos

Bom, não podia deixar de ser... Vamos lá ver se consigo listar.
Ele revira os olhos quando:

- Vou a conduzir e ele vai ao meu lado (revira ele e reviro eu. Por tê-lo ali.)
- Compro velas aromáticas (acha sempre que são demais)
- Faço peixe para o jantar (aqui até os miúdos reviram os olhos)
- Entra no carro e verifica que há muito, muito tempo que não o limpo (além de revirar os olhos reclama, reclama, reclama...)
- Faço ovos mexidos com água para o pequeno-almoço
- Ligo a liquidificadora às 7 da manhã para fazer um sumo natural ou um batido
- Peço para baixar o som da televisão (desconfio que ele não ouve bem...)
- Não deixo que ele ponha na mesa refrigerantes às refeições
- Estou ao telefone muito tempo (coisa rara, claro!)
- Dá conta que há um novo produto de maquilhagem lá em casa (mas depois gosta de ver o resultado)
- O obrigo a fazer exercício

E o revirar de olhos mais importante de todos:

- Quando estamos os dois. Sozinhos. (o resto vocês já sabem)

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Coisas que eu faço e que me fazem revirar os olhos

Certamente também acontece convosco cenas destas, mas para mim é algo que, além de me fazer revirar os olhos, pode chegar ao ponto de me irritar comigo mesma. Vamos a isto:

- Estacionar o carro e desandar. E voltar para trás. Porque não me lembro se o tranquei. Reviro sempre os olhos, porque está sempre trancado...

- Ir ao supermercado e só mesmo quando estou com um pé dentro do dito, é que me lembro que tenho sacos no carro. Ui! Fico mesmo irritada!  Lá volto eu ao estacionamento. O caminho todo para trás e, depois, o caminho todo para a frente... outra vez...

- Ainda no supermercado dirigir-me às prateleiras que, visualmente na minha cabeça, já orientei de acordo com o que registei mentalmente que está em falta. Depois... há sempre qualquer coisa que falha. E de que só me lembro quando já estou na outra ponta do supermercado. E tenho de voltar atrás! E se isso acontecer quando estou já na caixa, que também é frequente, lá estou eu a revirar os olhos!

- Sair de casa, descer o elevador (ou as escadas), entrar no carro e pensar "Será que tranquei a porta de casa?". Voltar a sair. Subir as escadas (ou no elevador) e chegar lá e verificar que tenho a porta trancada...

- Tirar o saco do lixo quando está cheio para fora do caixote e repetir 100 vezes para mim própria que quando sair é para levá-lo. E depois... depois saio porta fora e só me lembro quando já vou a caminho de qualquer lado...

- Passar o dia inteiro a pensar em alguém que faz anos e só no dia seguinte é que me lembro que não fiz o devido telefonema...

- Antecipar-me a qualquer coisa que sei que irá agradar a alguém  e depois perceber que essa pessoa não ligou nenhuma ao que fiz. Isto faz-me revirar os olhos, porque já devia saber que aquilo que é importante para mim, pode não ser importante para os outros...

- Deixar para depois algo que tenho para fazer em função de alguém que já me desiludiu. Mas tentar outra vez. E chegar à conclusão que mais valia ter ficado em casa. Reviro os olhos, porque já devia saber que iria ser assim...

- Deixar os estores do quarto com uma ou duas frechas para me aperceber de que já é dia. E acordar com essa claridade que eu sei que me incomoda. Acordo logo com os olhos revirados!

- Pôr o despertador a tocar mais cedo, porque ando a levantar-me mesmo à tangente. E o despertador tocar. E eu continuar a levantar-me à tangente...

- Sentar-me no sofá para ver um filme e saber que se me encosto vou adormecer. E, ainda assim, encostar-me... e adormecer... e acordar de olhos revirados... contrariada... em direcção à cama...

And so on... And so on...