quarta-feira, 18 de março de 2015

Uma agradável surpresa!

Sabem quando somos surpreendidos por alguém sobre quem não uma grande empatia e, de repente, temos uma agradável surpresa? Sobretudo quando apenas conhecemos essa pessoa da televisão. Uma figura pública, portanto.
 
A imagem que nos passam os media destas figuras públicas nem sempre é a melhor. Por vezes, a própria barreira que é o écran entre quem está do lado de lá e quem está do lado de cá, é o suficiente para que a empatia não aconteça. Lembro-me de ter este sentimento com o Professor José Hermano Saraiva. Depois, ao vivo, fiquei rendida aos seus "encantos"!
 
Ontem aconteceu-me o mesmo com Monsenhor Vítor Feytor Pinto. Um comunicador nato. Uma voz quente e envolvente com muitas técnicas para chegar ao público. Muitas cadências de voz, de acordo com o que queria transmitir. E de acordo com o que o público queria ouvir. Mas na mouche. Gostei mesmo muito. Do seu humor. Sobretudo do seu humor. Das histórias que nos contou sobre o Papa Francisco. Dando-lhe uma dimensão humana muito maior do que aquela que já conhecemos. E vi naqueles olhos um livro aberto. De histórias de vida. De um homem. Que sente o que diz. Que diz o que sente. Um homem com uma espiritualidade enorme. Com uma sensibilidade ética que ultrapassa aquilo que um padre, por melhor que seja, consegue transmitir.
 
 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Bom dia

Já vos disse que gostava de ter tempo para tomar pequenos-almoços longos e saudáveis todas as manhãs. Gostava de ter tempo para isso. Para um início de dia primaveril, convidativo, mesmo que os dias fossem de chuva e frio... 
Enquanto não realizo esse desejo, vou sonhando com estas imagens.
 
Boa segunda-feria. Bom início de semana.
 
 

quinta-feira, 12 de março de 2015

5 anos de ti

 
Aqui estamos nós. Num daqueles momentos em que me pediste que te tirasse uma fotografia com o meu telemóvel. Mas desta vez troquei-te as voltas. E puxei-te para mim. Para que tirasses uma fotografia comigo. Não pudeste deixar de fazer traquinices. Tu. Tal como tu e só tu és. Tal como tu e só tu sabes fazer.
 
Passaste um ano INTEIRO a falar deste dia. Desde a festa de anos do ano passado. Passaste um ano a desejar fazer anos de novo. E eu a desejar que o tempo parasse. Não sabes como ele foge. E como com ele... foges-me tu. Não sabes o que é isso. Apenas que terás um bolo, velas para soprar, família e amigos, presentes e festa. Porque é isso e só isso que importa. Quando se tem 5 anos.
 
Chegou o dia. É hoje o dia. Das lembranças do teu nascimento. Das lembranças da descoberta do estado de esperanças. Da mana pequenina, com a tua idade. Do pai com um nervoso miudinho. De mim. Que só me ria. Chegou o dia. Do teu aniversário.
 
Desconfio que dormiste com um olho aberto e outro fechado. Com uma perna já fora da cama para que não perdesses tempo a levantar-te e, também, para que fosses o primeiro. Desconfio que andaste nervoso nestes últimos dias por causa disso. A contar as noites que faltavam dormir para o dia de hoje. Desconfio que, por isso, ganhaste consciência do tempo. E desconfio, também, que estás a crescer de mansinho. Sem me dizeres nada.
 
Já não tenho bebés. Daqueles pequeninos cujos pés mordiscamos sem parar. Daqueles enrugados que sossegam no meu regaço e com a minha voz. Daqueles bebés que precisam de mim para tudo. Já não os tenho.
 
Tenho-te bebé e à mana, no meu coração. Desconfio que será assim para sempre. Mas a cada dia somado às nossas vidas, é menos um dia da vossa vida na minha. Dependente da minha. E isso assusta-me. Porque anda ontem estava eu assim. Com 5 anos. Com os teus avós. E hoje passo dias sem vê-los.
 
Pari-te numa 6ª feira. Às 18h14 minutos. Há cinco anos atrás. E parece que foi ontem.

quarta-feira, 11 de março de 2015

WOW!!

Ir na rua e ouvir:
 
Tanta carne boa e eu eu jejum
 
É um misto de Oi, é para mim? com Estúpido, atrevido! Depois, e sempre sem parar, aperceber-me que houve alguém que me fez um elogio. E, ao mesmo tempo, Nem sequer vi se o tipo era jeitoso. Se calhar era um desdentado com um palito no canto da boca. E, assim, convencer-me que não valia nada.
 
Mas, espera aí! Um piropo?!? Já não ouvia nenhum há muito tempo!! Ah pois... hoje estava de vestido. Pronto, está explicado! Um homem não pode ver uma mulher de saia.
 
Calma marido!! Que a tua santa mulher ficou tão atrapalhada que nem levantou os olhos do chão! (mas esboçou um leve sorriso. Depois de certificar-se que ninguém estava a ver)

terça-feira, 10 de março de 2015

E quando eles perguntam...

... O que é o jantar?

Fico louca!! Mas é que sinto uns calooores!! Detesto esta intromissão na minha cozinha. Na minha decisão. Na minha solitária, diária e árdua tarefa que depois é desdenhada por quem não faz a mínima ideia do que custa ter de pensar em jantares, no que é que um gosta e o outro desgosta, se dá para o almoço do dia seguinte, se temos em casa tudo o que precisamos e se engorda!! Fico possessa quando fazem uma cara feia depois de me apanharem distraída e espreitarem o que está nos tachos. Louca!!
 
Aprendi com a minha avó a responder:
- Garofos! O jantar são garofos!!
 
E hoje já nem me ligam quando ouvem isto.
 
Um destes dias o pai entrou em casa e ela:
- Pai, o que são gafonhos? (nem conseguiu fixar)
- O quê?!?
- Gafonhos!! A mãe diz que o jantar são gafonhos!!
- Então, são restos de ontem!
- Nãããoo!! Isso é redom!
- Então não sei!!
 
E eu deixei-os sem resposta.
 
A minha avó também devia detestar esta pergunta. Dava-me sempre a mesma resposta. E num belo dia em que tentei armar-me em esperta decidi esperar para ver o que era o jantar e fixar que "garofos" era o que estava no prato.
 
Vieram ervilhas com ovos escalfados e durante muito tempo acreditei que isso é que eram os famosos "garofos". Termo que nunca ouvi a mais ninguém.
 
Decidi pesquisar sobre o assunto e perceber se existe a palavra. E não é que existe mesmo?!? Garofos é "comida imaginária". Imaginem. Acho que a minha avó respondia sem saber o que é que estava a dizer. Ou talvez não. Que os mais antigos acertavam em muita coisa.
 
Quando me perguntam o que é o jantar, fico louca!! Mas lembro-me sempre da minha avó. E espero um dia vir a responder o mesmo aos meus netos. Mas mais tolerante às invasões à minha cozinha. Que as avós são as pessoas mais tolerantes do mundo! E as mais sábias, também! ;)