sexta-feira, 6 de março de 2015

Doce tentação... de amoras

 

Amoras. E mousse. Só pode ser bom.. :)
 
O que é preciso?
300g de amoras congeladas ou frescas
1 chávena de açúcar
1 chávena de água
1 caixa de gelatina em pó sabor amora ou uva
1 lata de leite condensado
1 embalagem de natas
4 claras
Como é que se faz?
Num tacho colocar as amoras, o açúcar, a água e levar ao fogão em lume médio por 10 minutos. Ir mexendo sempre. Depois de retirar do lume acrescentar a gelatina em pó e misturar bem até dissolver por completo. Retirar do fogão, acrescentar a gelatina em pó e misturar bem até dissolver. Juntar o leite condensado e as natas e bater tudo.
 
Finalmente, juntar as claras em castelo aos poucos envolvendo delicadamente. E já está!
 
Levar ao congelador no mínimo 4 horas antes de servir e, depois, manter no frigorífico. Decorar a gosto e servir.
 
Bom proveito. :)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Daisy - o melhor do Pingo Doce

Com os meus 19/20 anos trabalhei no Pingo Doce. Estava no 2.º ano da faculdade e trabalhava. No que aparecia. Em part-time. No tempo em que havia part-times ao virar da esquina. Tinha aulas à tarde e, por isso, entrava no PD às 7 da manhã e saía ao meio-dia. Folgava à 4.ª feira e ganhava, se não me engano, 44 contos (qualquer coisa como 220€).
 
Quando fiz a minha candidatura disse que preferia trabalhar na caixa. Mas não havia vagas e, por isso, durante 6 meses trabalhei na reposição de produtos não perecíveis. Aprendi imenso. Na altura não dei valor a essa aprendizagem. Mas ainda hoje quando faço compras dou por mim a tirar das prateleiras os produtos que estão atrás. Dos frios, os produtos que estão em baixo. E quando tenho dúvidas nos preços confiro os códigos de barras. Ou melhor, as suas terminações.
 
Aprendi sobre fornecedores. Conheci melhor esse mercado. Aprendi sobre a mecânica das promoções. O que são os "topos", como se fazem e porque se fazem. Aprendi que os produtos mais baratos estão SEMPRE na última prateleira (de baixo) e os mais caros à altura da nossa vista. E das nossas mãos.
 
Aprendi que há produtos de consumo cujas embalagens foram pensadas de acordo com o tacto. E a sua ergonomia. E que, por norma, estão relacionados com vícios. Ou pequenos prazeres. E são os mais caros.
 
Naquela altura queria ganhar algum dinheiro. Tão pouco que era e para tanto que dava. Tinha carro, um Fiat Uno de 1989. Juntava para as propinas, para as imensas fotocópias e livros e ainda sobrava para outras coisas próprias da idade. E das mulheres.
 
Outras foram as aprendizagens, sem dúvida. Todas as experiências que tive no mundo do trabalho deram-me imensas, mas imensas coisas boas. No entanto, do Pingo Doce, ficou-me algo ainda mais importante. O mais importante de tudo daqueles 6 meses. A minha amiga Daisy.
 
Também ela trabalhadora-estudante. Também ela uma funcionária dedicada, responsável, que juntava os 44 contos para as propinas. Todas as manhãs passava na padaria para dois dedos de conversa. Todas as manhãs a Daisy embalava o pão, arrumava a montra dos bolos, atendia clientes. E dessas manhãs a uma conversa fora dali foi um pulinho.
 
Penso muito na minha amiga Daisy. Lembro-me muitas vezes dela. Por vezes quando lamento a falta de tempo para estarmos juntas mais vezes. Mas sou feliz quando me lembro do nosso percurso. Tão parecido. Acabámos os nossos cursos. Ambas temos emprego. Casámos. As duas com dois filhos cada. E quando ouço a palavra dócil, é dela que me lembro. Quando ouço a palavra meiga, é dela que me lembro.
 
Esteve presente do dia do lançamento do meu livro. Foi tão bom. Ouvir a sua voz quente, envolvente, pausada. Sentir o seu abraço. O mesmo abraço. E como sei que vem aqui todos os dias, decidi dedicar-lhe este texto. O melhor do Pingo Doce, a minha amiga Daisy. A melhor herança desses 6 meses em que saía de casa às 6 da manhã e entrava às 8 da noite. Tal e qual como ela. Uma das noivas mais bonitas que já vi. Uma das noivas mais felizes que vi no dia do seu casamento.
 
Para ti Daisy, que gostas de me ler, um beijinho no teu coração. Porque tenho saudades tuas.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Sobre a verdade - à volta da mesa

Num destes dias tive um jantar de amigos. Daqueles em que a conversa nunca mais acaba. Daqueles em que a conversa extravasa a ordem das coisas quando em cima da mesa se põem questões sobre as quais não há respostas certas. Assim foi. Desta vez sobre a verdade. Sobre: o que é a verdade?

Cada um tem a sua resposta. Cada um tem a sua definição. Mas no dicionário consta que é uma "conformidade ou adequação entre o pensamento e a realidade"... Dá que pensar...

Um dos meus amigos falou das verdades construídas. Da sociedade em que vivemos. Da Era da informação em que vivemos, que nos consome com verdades contruídas. Desconstruindo as aprendizagens, os valores, as referências e moldando as dúvidas individuais. Falou da forma disforme como a verdade é apresentada. Falou sobre a verdade. Citou pensadores e fez-se valer desta teoria. Mas, na verdade, não conseguiu defini-la.

O que é, afinal, a verdade? Será algo que pode aplicar-se genericamente a todos os contextos? Será algo que vale por si só, quando assistimos às dissimulações e distorções nos teatros dos tribunais? Será ela uma verdade em si que prevalece em virtude da mentira? Será uma arma para praticar a justiça? Será uma arma?

Quando ouvimos alguém dizer-nos Eu amo-te. Como sabemos que é verdade? Poderá ser essa declaração parte de uma construção de atitudes, um meio para atingir determinado fim. Igualmente quando alguém nos diz Não te amo. Como sabemos nós onde está a verdade disto?

Será verdade que a verdade, por vezes, dói? E dói porquê? Porque se mentiu, primeiro. Porque irá magoar-nos. Porque irá desconstruir a outra verdade que construímos. Ou, pura e simplesmente, porque preferimos viver seguros nas mentiras que nos protegem daquilo que sabemos, mas não queremos admitir.

Essa conformidade entre o pensamento e a realidade de que fala o dicionário deverá aplicar-se, apenas e só, ao que é factual? Ao que os nossos olhos vêm? À chuva que cai? Ao sol que brilha? À lua que pisámos? Será que a pisámos? Será a verdade, apenas e só, aquilo que acontece diante de nós? Aquilo que testemunhamos? Preto no branco?

Também não consigo defini-la. Consigo, apenas, senti-la. Ao perdoar o colo que me rejeitou, aprendi a viver em verdade. Ao assumir os meus limites, ao dar voz aos meus sentimentos, consigo viver em verdade. E o valor que a verdade ganhou em mim posso descrevê-lo como a conformidade entre aquilo que sinto e aquilo que sou. E o equilíbrio que isso me trás.

terça-feira, 3 de março de 2015

Ao meu marido

Uma singela homenagem. Pelo seu gosto por rock and roll. Por saber as músicas todas das décadas de 60 e 70 de cor e salteado. Por ter encarnado o espírito do Elvis e, à conta disso, ter-me feito serenatas. Por ter usado patilhas (isto na altura em que o conheci). E uma poupa que nem precisava de gel. Apenas de umas horas de pente e espelho. Por colocar a voz quando, num karaoke, há um Marie is the name ou You ain't nothing but a hound dog. Por ser fiel aos seus gostos musicais. Por passá-los aos nossos filhos.
 
 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Estou feliz

É o que posso dizer. Soube hoje que tive 18 valores no trabalho final do curso que estive a tirar. E mais! Foi a melhor nota!
 
Foi cansativo (não sei quantas vezes já o disse). Mas agora estou feliz.