quarta-feira, 4 de março de 2015

Sobre a verdade - à volta da mesa

Num destes dias tive um jantar de amigos. Daqueles em que a conversa nunca mais acaba. Daqueles em que a conversa extravasa a ordem das coisas quando em cima da mesa se põem questões sobre as quais não há respostas certas. Assim foi. Desta vez sobre a verdade. Sobre: o que é a verdade?

Cada um tem a sua resposta. Cada um tem a sua definição. Mas no dicionário consta que é uma "conformidade ou adequação entre o pensamento e a realidade"... Dá que pensar...

Um dos meus amigos falou das verdades construídas. Da sociedade em que vivemos. Da Era da informação em que vivemos, que nos consome com verdades contruídas. Desconstruindo as aprendizagens, os valores, as referências e moldando as dúvidas individuais. Falou da forma disforme como a verdade é apresentada. Falou sobre a verdade. Citou pensadores e fez-se valer desta teoria. Mas, na verdade, não conseguiu defini-la.

O que é, afinal, a verdade? Será algo que pode aplicar-se genericamente a todos os contextos? Será algo que vale por si só, quando assistimos às dissimulações e distorções nos teatros dos tribunais? Será ela uma verdade em si que prevalece em virtude da mentira? Será uma arma para praticar a justiça? Será uma arma?

Quando ouvimos alguém dizer-nos Eu amo-te. Como sabemos que é verdade? Poderá ser essa declaração parte de uma construção de atitudes, um meio para atingir determinado fim. Igualmente quando alguém nos diz Não te amo. Como sabemos nós onde está a verdade disto?

Será verdade que a verdade, por vezes, dói? E dói porquê? Porque se mentiu, primeiro. Porque irá magoar-nos. Porque irá desconstruir a outra verdade que construímos. Ou, pura e simplesmente, porque preferimos viver seguros nas mentiras que nos protegem daquilo que sabemos, mas não queremos admitir.

Essa conformidade entre o pensamento e a realidade de que fala o dicionário deverá aplicar-se, apenas e só, ao que é factual? Ao que os nossos olhos vêm? À chuva que cai? Ao sol que brilha? À lua que pisámos? Será que a pisámos? Será a verdade, apenas e só, aquilo que acontece diante de nós? Aquilo que testemunhamos? Preto no branco?

Também não consigo defini-la. Consigo, apenas, senti-la. Ao perdoar o colo que me rejeitou, aprendi a viver em verdade. Ao assumir os meus limites, ao dar voz aos meus sentimentos, consigo viver em verdade. E o valor que a verdade ganhou em mim posso descrevê-lo como a conformidade entre aquilo que sinto e aquilo que sou. E o equilíbrio que isso me trás.

terça-feira, 3 de março de 2015

Ao meu marido

Uma singela homenagem. Pelo seu gosto por rock and roll. Por saber as músicas todas das décadas de 60 e 70 de cor e salteado. Por ter encarnado o espírito do Elvis e, à conta disso, ter-me feito serenatas. Por ter usado patilhas (isto na altura em que o conheci). E uma poupa que nem precisava de gel. Apenas de umas horas de pente e espelho. Por colocar a voz quando, num karaoke, há um Marie is the name ou You ain't nothing but a hound dog. Por ser fiel aos seus gostos musicais. Por passá-los aos nossos filhos.
 
 

segunda-feira, 2 de março de 2015

Estou feliz

É o que posso dizer. Soube hoje que tive 18 valores no trabalho final do curso que estive a tirar. E mais! Foi a melhor nota!
 
Foi cansativo (não sei quantas vezes já o disse). Mas agora estou feliz.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Contagem decrescente...

Começava hoje, a contagem decrescente, para o dia do meu aniversário. No passado. Quando era miúda. Daqui até ao dia faltam quatro meses e dois dias. E até me passar essa panca, própria da idade, entrava em paranóia. A contar os dias.
 
Sempre gostei de fazer anos. Ainda hoje gosto. E nesta coisa dos aniversários organizo-me a cada início de mês. Janeiro! Quem faz anos este mês? Fevereiro! E por aí fora. Mas o dia 27 de Fevereiro marca o dia de aniversário da minha querida prima, amiga e comadre Mónica. A mãe dos meus afilhados. A minha primeira melhor amiga. A minha melhor amiga até hoje. Portanto, mais velha que eu 4 meses e 2 dias. :)
 
Hoje já não conto os dias até fazer anos. Mas também não lamento fazê-los. Não lamento o passar do tempo. Gosto de contar as horas e os dias para os encontros com quem gosto. Por isso, estou em contagem decrescente para hoje. Dia em que vou estar com ela. E com as minhas outras primas. E com os meus afilhados. E com os meus filhos. E com o meu marido.
 
Dizem que os primeiros amigos que temos são os nossos primos. É verdade. As minhas primas. As primeiras amigas. Até hoje.
 
Parabéns minha querida.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Não se assustem!!!

O blog anda em trabalhos de "manutenção".

Em breve, novidades. :) Não deixem de passar por aqui. ;)