quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A educação é cara? Experimentem a ignorância.

Ainda não me tinha pronunciado sobre o estado de sítio em que se encontra o início deste ano lectivo. Apenas e só porque tenho o hábito de ser muito prudente ao comentar coisas sobre as quais não sei grande coisa. O que é o caso.
 
O que é que eu sei?
Sei que há concursos para colocação de professores. Sei que os professores devem apresentar as suas candidaturas segundo determinados critérios. Sei que há uma espécie de "hierarquia" na colocação dos mesmos que assenta na antiguidade, formação, créditos... Sei que os professores têm um determinado período de tempo para aceitarem a colocação que lhes foi atribuída. Sei que há uma bolsa de contratação. Sei que há casos de processos desaparecidos. E pouco mais. (perdoem-me os professores se estou a dizer alguma coisa mal e, por favor, esclareçam-me)
 
Como cidadã tenho cuidado para não emprenhar pelo ouvido. Não me deixo levar pela desinformação que a comunicação social pratica. Não me deixo levar pelos dramas de colocações a 400km de casa. Não me deixo enganar pelas péssimas condições de trabalho apregoadas aos sete ventos. E não! Os meus filhos não estudam no privado!
 
Tal como aconteceu comigo frequentam o ensino oficial. Pois eu não acredito num ensino diferenciado quando os professores saíram praticamente das mesmas escolas. Não acredito que um mau professor, sem perfil, sem vocação, consiga vir a ser um bom professor se leccionar numa escola privada. Também não acredito nas notas espectaculares que essa via de ensino apresenta. Pois quando uma empresa pode escolher o seu cliente o padrão que se cria vicia os resultados.
 
Acredito, isso sim, que a profissão de professor é muito mal tratada em Portugal. Que esses profissionais da instrução académica (pois a educação deve vir de casa) estão feridos de morte com a forma como, consecutivamente, são tratados. Ou melhor, destratados. Como o desrespeito pela figura do professor ganhou lugar à figura de referência do nosso desenvolvimento enquanto cidadãos. Como a falta de educação de uma geração veio a reflectir-se de forma tão negativa.
 
As aulas já começaram há cerca de um mês. A minha filha já começou a fazer os primeiros testes de avaliação, mas ainda lhe falta um professor. O de Educação Musical. E como mãe que sou, e apenas nesse papel, custa-me a compreender isto quando tenho uma grande amiga, professora de Educação Musical, desempregada. Sem colocação. Ah! E com muitos anos de carreira!
 
Oiço coisas sobre este assunto que me ferem os ouvidos. Oiço muitos treinadores de bancada, mestres na arte da elaboração de fórmulas mágicas e doutorados em resolver os problemas da nação à mesa de uma esplanada. E isso incomoda-me. Porque temos de saber do que falamos, de preferência, com conhecimento de causa. Como mãe, vejo o cenário que descrevi acima, mas como cidadã tenho a obrigação de tentar perceber como funciona o sistema. E colaborar para o seu funcionamento. Tenho de praticar o direito à democracia. Tenho de votar. E não posso reclamar quando fui a primeira a contribuir para a situação, através da abstenção.
 
Como cidadã tenho de perceber que sou eu a maior accionista do Estado. A maior interessada na sua boa gestão. A pessoa que deve pedir respostas, mas apenas e só com a consciência de ter feito alguma coisa por ele. Tenho de, antes de mais, perceber o seu valor. Não posso passar a vida a reclamar o tudo, já e agora, porque vivo insatisfeita. Não posso fazer-me valer dos meus direitos quando também tenho deveres.
 
Fico muito triste com o estado da educação. Porque valorizo-a. Porque é minha. Porque não consigo compreender como é que uma questão basilar das sociedades é tratada de forma tão despudorada. Porque também estudei. Porque o Estado investiu em mim e está a investir nos meus filhos. Fico triste porque não somos exímios em bons resultados, mas somo exímios em reclamar e exigir. Adoramos dizer que somos bons, mas não queremos ter trabalho. Porque tudo dá muito trabalho. Não temos números espactaculares de aproveitamento escolar, mas temos números espectaculares nas candidaturas a reality show's. Não temos dinheiro para pagar as propinas e os livros escolares são muito caros e o material pedido é exagerado e tudo, tudo, menos os concertos de música, os telemóveis e as roupas de marca, são um exagero de custos.

Quando ouço estas queixas, dá-me vontade de responder com todas as forças. Mas não o faço. Porque o tempo em que acreditava que iria mudar o mundo já lá vai. Deixo apenas um recado:

Acham que a educação é cara? Então experimentem a ignorância.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

1 ano de vida

Se olharem para o lado direito do blog, mais propriamente para o arquivo, dar-se-ão conta de que este ganhou vida em Abril de 2013. No entanto, devido a várias circunstâncias, o mesmo ficou adormecido até dia 14 de Outubro, data em que renasceu e que eu considero a data "oficial" da sua existência. Pois também se deu o caso de começar como "Contos da Cláudia" e, depois, ser rebaptizado. Por isso, os "Contos com Amoras" fazem hoje 1 ano. Celebram hoje o seu primeiro ano de vida. Cheio de vontade de partilhar histórias, tal como a minha querida tia de quem falei aqui e que, se fosse viva, hoje também faria anos.
 
Como alguém disse um dia: Não há coincidências...
 
Foi um ano muito positivo. O ano zero deste mundo virtual. Já conheço os veteranos. Já lhes mostrei que sou uma boa aluna e que irei ter bom aproveitamento. Pois nem eu estou habituada a outra coisa! :) Já dei provas de bom comportamento. Já tenho quem me leia todos os dias e, imagine-se, uma leitora que me persegue. Logo, este blog já é gente!!
 
Quando olho para o que partilhei aqui convosco, dou-me conta de que me acompanharam no último ano da minha vida. Que me viram crescer nesta aventura com os meus caracteres. Que me acompanharam nas minhas tristezas e alegrias. Que celebraram comigo as pequenas conquistas. Que me acompanharam nos pequenos projectos que fiz. E isso é algo que me deixa muito feliz. Porque muitos de vós deram-me um feedback positivo sobre a grande identificação que sentiram com um outro texto. Em alguns casos, com vários. Continuam a queixar-se que comentar dá muito trabalho, que é mais fácil comentarem no facebook ou mandarem-me e-mail's. Há ainda quem prefira dizer-me as coisas a viva voz. Mas tudo bem. Não deixem é de dizer o que aí vai.

Este mês de Outubro é especial para mim. Faz 19 anos que conheci o meu marido. 10 anos que fui mãe pela primeira vez. A minha tia faria anos hoje. O meu blog também nasceu no dia de hoje. E o meu livro também foi lançado neste mês, há uma semana e meia atrás.

Fico feliz por ter conseguido alimentar esta espécie de diário. Por não me ter faltado a inspiração. E por ter conseguido manter cada coisa no seu lugar. Sem filtros. Sem misturas. Sem fórmulas mágicas.

Não haverá bolo. Que esse estava reservado para uma pessoa especial. Mas haverá um jantar de primas-irmãs que cresceram à imagem do que a minha querida tia deixou. À imagem da sua herança fundamental. Assente em pilares basilares como a família, o respeito, a honestidade, a verdade. E será com verdade que logo irei abraçá-las. Pois são elas as minhas primeiras leitoras. Foram elas as minhas primeiras amigas. E sei que serão elas as minhas minhas âncoras quando me falhar a capacidade para aqui vir.

À minha querida tia, hoje, dir-lhe-ia, apenas, OBRIGADO.
A vocês também. Porque são as boas pessoas que me fazem feliz.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Directamente do Porto

Recebi o seu livro hoje e já o li. Fiquei com as lágrimas nos olhos. Tal como diz na contracapa é uma bela e doce obra, de uma sensibilidade extrema. Gostava de conhecê-la, pois deve ser muito boa pessoa. Vou mostrar à minha família e aos meus amigos e quero comprar mais para oferecer no Natal. Não pare de escrever. A Cláudia tem um dom.
 
Um dom? Não diria tanto. Mas este foi o melhor do meu dia. Que me chegou agora do Porto. Pelo teclado da Maria João.
 
Muito obrigado.
Agora fui eu que fiquei de lágrimas nos olhos.

Uma surpresa

Foi do que a família lá de casa fez parte ontem à noite. Andámos durante algum tempo a guardar segredo. E com as alterações de última hora e muito boa vontade, lá conseguimos que o visado não soubesse de nada e fosse, realmente, surpreendido. Eramos cerca de 70 pessoas. Uma sorte termos conseguido fazer deste o maior segredo dos últimos tempos.
 
A nossa amiga, namorada do aniversariante, é que foi a grande culpada deste encontro. Quis surpreender o namorido que faz anos hoje, mas por diversos motivos tinha de ser ontem. Com a promessa de cantarmos os parabéns depois da meia noite. Conseguimos estar todos a horas. E fazer silêncio para que ele não desconfiasse. Também não reconheceu os nossos carros. E estava a milhas de imaginar o que o esperava.
 
Ele chegou vendado. Ela anunciou em alta voz que aquele era o seu presente de aniversário. E quando retirou a venda, acto notoório de alguma ansiedade, gritámos SURPRESA. E julgo ter visto uns olhos marejados. Ao de leve, claro.
 
É bom fazer parte de um grupo de pessoas que partilham várias coisas. A amizade pela pessoa que fazia anos, o intuito de querer fazer parte de uma noite memorável na vida desse amigo em comum, a sensibilidade de definir o que é realmente importante sem pensar na vida de cada um e nas alterações que isso poderia implicar a um Domingo à noite. Sobretudo para quem tem crianças pequenas.
 
Nós preparámo-nos. Deitámos o mais novo à tarde que dormiu cerca de duas horas e meia. Eu também descansei e o pai também. Só ela é que passou a tarde de volta do CD da Violeta que a sua amiga lhe ofereceu. Mas todos de sobreaviso que a noite iria ser longa e se quisessem aguentar a diversão era preciso descansar.
 
A noite foi, de facto, longa para eles. Mas não queriam arredar pé. Dançaram, cantaram, comeram, jogaram, divertiram-se imenso. Tivemos direito a animador com vários adereços para os convivas. Karaoke. Coreografias. Ainda dei um pé de dança com o meu marido. E diverti-me com todos. Tirámos fotografias, rimos e brindámos.
 
O nosso querido R. ficou feliz. E nós estivemos feliz por ele e com ele. Foi o quanto bastou.
 

Querem ganhar um livro?

A Up to Lisbon Kids desafiou-me a lançar um passatempo com o meu livro. Criámos, então, uma parceria com o principal intuito de dar a conhecer o trabalho que ambos desenvolvemos. Se querem habilitar-se a receber um "Onde está a avó?" em casa, sigam as instruções.
 
A Up To Lisbon Kids em parceria com a autora Cláudia Marques, vai oferecer um (1) exemplar do Livro "Onde está a Avó", com Ilustrações de Rita Correia Ilustradora

COMO PARTICIPAR | REGRAS
1. Fazer like na página
Contos com amoras s e na página Up to Lisbon Kids ;
2. Partilhar esta publicação (ao público).
3. Escrever um comentário nesta publicação, que inclua o tag para o nome de 3 amigos.
Agora é só esperar. Já está Habilitado!

● O passatempo é válido de dia 10 Out’14 até dia 19 Out ’14, e o sorteio será realizado através do programa Random.org. ● O vencedor será revelado até dia 24 Out’14 ● Apenas estarão habilitadas ao sorteio páginas pessoais e que cumpram as 3 regras de participação. ● A partilha tem de ser pública para a podermos seguir ● O mesmo utilizador pode concorrer mais que uma vez, desde que em cada participação coloque o nome de três pessoas diferentes das anteriores. Ficará habilitado o nº de vezes que concorrer ● O prémio será enviado por correio após a reclamação do mesmo.●
 
 
Boa sorte!