terça-feira, 23 de setembro de 2014

Post para quem tem blogs

Quando escrevo não costumo pensar muito nas coisas. Preciso, apenas, de senti-las. Pois não aplico técnicas de escrita ou modelos de popularidade virtual para atingir algum objectivo. Se não sentir, não escrevo. Tão simples quanto isso. E é este o pensamento que me acompanha quando paro para pensar neste cantinho a que venho diariamente.
Depois, as dúvidas. E a quem é que interessa aquilo que eu sinto? E quem é que disse que eu consigo, através da minha escrita, transmitir aquilo que sinto? Qual será o perfil das pessoas que estão do outro lado? O que leva  a ter dias de 2000 leituras e outros de 250? Será que devo continuar? Será que estou no caminho certo para atingir o meu fim? E que fim é esse? Blá, blá, blá...
Vou passando por este e por aquele blog. Não estou "agarrada" a nenhum. Mas aqueles com que me identifico fazem com que, de vez em quando, volte lá. Também ando além-fronteiras. Gosto, MUITO, da aposta que os blogs estrangeiros de qualidade fazem na fotografia. Por cá, temos poucos mesmo bons nessa área. E vou deambulando por um e por outro inspirando-me a cada nova descoberta.
Inevitavelmente paro para pensar nas principais diferenças entre o meu e os que gosto e são bons lá fora.  E cá dentro, claro! E, inevitavelmente, acho sempre que são muito parecidos. À excepção da questão da fotografia e do layout (onde irei investir em breve). Mas o conteúdo não varia muito. O estilo e a forma são a assinatura pessoal de cada um. Os temas? Como disse, mais ou menos os mesmos.

É claro que estou a falar de blogs com que me identifico. Que falam do dia a dia. Do quotidiano. Do que vai dentro de nós. Daí identificar-me com eles. Porque também sou uma pessoa que vive o seu dia a dia. Que tem coisas dentro de si. Que tem uma família. Um emprego. Família e amigos. Colegas de trabalho. Vizinhos. Conhecidos. Projectos. Logo, não me faltam temas.

Mas... e o objectivo final deste Contos com amoras?

Há umas semanas fui entrevistada para um jornal a propósito do livro que vou lançar. A jornalista perguntou-me: A que se deve a popularidade do teu blog? e eu pensei What?!?
- Popularidade? - perguntei.
- Sim, o teu blog é conhecido. Eu vou lá todos os dias. Escreves muito bem.
- Pois, mas não o considero popular. Não o criei nem o alimento em função das estatísticas. Se fosse esse o meu objectivo estaria nesse caminho e em quase um ano de blog o patamar da sua "popularidade" seria outro. Conheço a fórmula do sucesso que tantos ambicionam. Mas, por agora, o meu blog é um pouco de mim que gosto de partilhar.
- E qual é o teu objectivo?

Sem saber, a jornalista tocou naquele ponto. Aquele que, de vez em quando, assalta-me o descanso sobre isto. Sobretudo naqueles dias em que as leituras são mínimas. Parece uma contradição, mas não é. Apenas questiono o porquê das variações, por vezes, tão bruscas. E respondi-lhe:

- Criar memória. Deixar o registo de uma memória futura. Pois é por isso que os bons blogs se distinguem dos maus blogs. Apenas os bons, os coerentes, fiéis e transparentes, conseguirão sobreviver. Porque apenas e só assim conseguirão gerar memória.

A jornalista não fez ideia de que com aquela pergunta obrigou-me a tornar explícito este sentimento tácito sobre o que me conduz até aqui. E, assim, arrumei esse assunto. O meu objectivo. O porquê dos Contos com amoras. Com uma certeza. Que é um blog cheio de mim. Dos vários "eus". Como aqueles que por aqui passam.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Conto com amor(as)

 

Digam o que disserem das pessoas, da maldade, da inveja, do egocentrismo, da hipocrisia, do cinismo e tudo mais de mau que se lembrarem, eu acredito sempre no mesmo princípio. O princípio de que tudo vale a pena. Desarmar alguém sisudo com um sorriso. Desarmar a má educação com uma frase simpática. Desarmar a falta de humildade com exemplos de conquista, honestidade e honradez. Desarmar e dar o exemplo de que vale muito mais a pena viver a vida de forma descontraída, encarando tudo o que nos acontece de forma positiva, aceitando e sorrindo, do que lutar contra moinhos de vento que padecem de forças paranormais que nós, simples seres humanos, não temos.
Boa noite a todos. Com amor(as).

Não gosto de sair ao Domingo

Nunca gostei de ter dias marcados para nada. Como se fosse obrigada a fazer qualquer coisa sem vontade. Fazia a minha vida do dia a dia, fora as obrigações de estudar e trabalhar, ao sabor do meu querer e que prazer isso era!! Quando já adulta, claro.

Nunca gostei de ter de comer a horas certas. Porque deveria eu de comer a determinada hora se não tinha fome? Porque deveria eu de levantar-me a determinada hora se não tinha uma obrigação? Porque deveria eu de deitar-me a determinada hora se não tinha sono? Porque deveria eu ter de acompanhar os meus pais nos passeios de Domingo à tarde se não tinha vontade?

Quando estamos em casa dos pais, é assim, andamos ao sabor da sua vontade. Às vezes, contrariados. Com aquela rotina. Das horas marcadas. Dos sítios onde íamos. Do almoço de Domingo. Dos serões com os amigos deles. Dos passeios e fins-de-semana com os amigos deles e respectivos filhos.
 
Nunca gostei, apesar de ser muito organizada e metódica.
 
Mas a coisa vira quando temos filhos. Os dias e as horas passam a ser registados como algo fundamental. É preciso organizar tudo em função do relógio. A hora a que comem, a hora a que dormem, a hora a que tomam banho, a hora a que entram na escola, a hora a que saem da escola, a hora em que brincam, a hora da natação, etc., etc, etc.
 
Esta "prisão" de ter dia e hora marcados para o que quer que seja, tem coisas boas e coisas más. Permite-nos criar uma rotina na vida deles que lhes dá segurança. Mas também tem o dom de amarrar-nos a uma agenda que nos conduz a fazer coisas sem vontade ou a ter vontade de fazer coisas que não podemos fazer naquela hora. Por qualquer coisa em função deles.
 
No entanto, há um dia da semana que consegui reservar como o dia da mãe lá em casa. E esse dia é o Domingo. O dia em que se faz apenas e só o que a mãe quer. Porque não gosto de sair de casa ao Domingo. Não gosto de encarar o trânsito dos domingueiros nem de ir a sítios cheios de pais e filhos e avós e tios. Não gosto da ideia de vestir o melhor fato para o desfile familiar. Nem de almoços marcados ou festas de aniversário.
 
Gosto de ter o Domingo para nós. Para a família. Ao sabor do que nos aprouver. Sem hora para acordar ou para comer. Sem hora para dormir ou para brincar. Sem obrigações. Gosto de ter tempo. E o Domingo é um excelente dia para isso.
 
Gosto da minha lareira a funcionar e do quentinho que o nosso ninho ganha. Gosto dos dias de verão de janelas abertas com um entra e sai das varandas e um esparramar de corpos no relvado do prédio. De jogos debaixo das árvores e da aprendizagem deles de volta das bicicletas.
 
E não trocaria esse dia da semana por nada deste mundo. Porque passar tempo com a família é um bem muito precioso. E se acrescentarmos a esse tempo "qualidade" tenho a certeza que os nossos filhos serão muito, mas muito mais felizes.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Estrangeirismos infantis

Estão a ver o refrão da música da Miley Cyrus, o Wrecking Ball?
Vou tentar reproduzir como ele, o mais novo, a canta:

- Amarácueeeeenquebóóóóóóóóllllll

E são dias inteiros a ouvir isto. (e desafinado à brava)

Casas onde seria feliz #3

Seria feliz, sempre, ao pé do mar.
Juntar a minha casa a esta vista espectacular é um sonho que, um dia, irei realizar.
(não dizem que se pensarmos nas coisas com muita força elas acontecem?)