quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sweet September

Eis que o mês de Setembro está aí. Como sempre, reservo o final de Agosto para me preparar para o novo ano. Desde sempre, mesmo! Quando estudava adorava esta altura do ano. O regresso às aulas. As compras dos materiais escolares e dos manuais. O cheiro a novo de cada caderno. As folhas operculadas que destacávamos dos blocos para encaixar nos dossiers. Os marcadores fluorescentes e uma reserva de bolinhas autocolantes para recuperar os furos que se rasgavam.
 
Em adulta continuei com esta sensação de início de ano no mês de Setembro. Era depois das férias que me organizava para o ano seguinte. E hoje, com filhos, continua a ser assim. Com a sorte de poder voltar às compras dos materiais escolares.
 
É uma altura em que volto a fazer listas. As dos livros que serão necessários para ela. A do material que será necessário para ele. As listas de roupa e calçado em falta, pois logo a seguir vem o Outono e o Inverno. E listei. Ténis, sapatos e botas. Gabardines e blusões. Calças e fatos de treino. Camisolas de algodão e sweat-shirt's. Roupa interior e pijamas. Tudo a dobrar! Já comprei algumas coisas. Estão calçados para o ano escolar. Faltam, apenas, as botas. Também já estão preparados para a chuva e para as aulas de educação física. Falta, ainda, uma  nova lancheira para ele. Mudou de escola e precisará de levar lanche. Coisa por que ansiava, pois adorava preparar o lanche da mana.
 
Os manuais escolares deixei-os encomendados. Falta ir buscá-los. Do manancial necessário só consegui arranjar um. Os outros serão novinhos em folha. Falta saber o que querem os professores. Faltam as turmas e os horários. E, assim, a este ritmo descompassado das escolas andamos nós, os pais, à espera e à espera de saber o que será da vida deles, os filhos, para nos organizarmos...
 
Gosto deste mês que aí vem.
Já na casa dos meus pais era um mês em que se "começava de novo". Faziam-se as limpezas grandes da casa. As pequenas recuperações que nos perseguiam durante todo o ano. As pinturas necessárias e tudo o mais que fosse necessário antes da família recomeçar a trabalhar e a estudar.
 
Por aqui foi igual.
Tínhamos pequenos projectos para pôr em prática e chegou a altura de fazê-lo. Mais uma ou duas listas de coisas que faziam falta. Um candeeiro aqui. Um novo apontamento decorativo ali. Pequenas mudanças para um regresso em grande, como li numa parede no IKEA. E é mesmo essa a sensação.
 
No entanto, este ano há uma pequena grande novidade que fará com que o ano comece com um novo ritmo. E que novidade é essa? Já agora, esperem por Setembro. Vão gostar de saber, garanto-vos. Ando a um ritmo de loucos e o ano ainda nem começou. Mas é por uma boa causa. Aquela que me faz sentir que faço alguma coisa de útil. Para além do esperado. ;)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Duas semanas depois

Depois de andarmos pelo Alentejo rumámos, directamente, para o Norte. Cerca de 5 horas de viagem para nos instalarmos numa aldeia perdida na Beira (tal e qual o Tony Carreira). Ainda tenho o sotaque francês impregnado nos ouvidos. E o cheiro a gado. Com que nos cruzávamos diariamente.
 
Esta estadia tão isolada teve coisas boas e, claro, coisas más. Coisas que andavam a par. O sossego. É bom, claro. Mas não estamos habituados a isso. Estranhamos sempre que por lá andamos. E, de vez em quando, precisámos de sair. De ir à cidade. Passeios pelos campos. Sempre a abanar os braços que as moscas neste tempo, também por causa das cabras, das vacas, dos borregos, das ovelhas e dos bodes, fazem questão de serem chatas, chatas, chatas. As pernas arranhadas das ervas. Os ténis cheios de pó e picos nas meias.
 
Também é bom ver o que da terra se tira. Os habitantes locais estão já a preparar o Inverno. Há quem se dedique ao negócio da lenha e, por isso, anda a cortá-la e a prepará-la para os clientes. Há quem se dedique ao negócio da castanha. E há, também, quem se dedique à agricultura de subsistência. Por duas vezes bateram-nos à porta. Era a vizinha com ovos das suas galinhas: São para os meninos!
 
Fruta! Imensa fruta! Amoras, abrunhos, pêras, rainhas Cláudia (tenho um fruto com o meu nome), pêssegos, maçãs. As uvas estão a amadurar para as vindimas que aí vêm. Mas as batatas, os tomates, o feijão verde, as courgetes e tudo mais que se lembrarem desta época é lindo de se ver a sair da terra.
 
Os miúdos adoram. Ele parecia o Tom Sawyer. Só faltava andar descalço pelas ruas. Todo arranhado, sempre com a vela acesa (coisa que eu detesto de ver nos miúdos), unhas pretas, cara esborratada e joelhos escuros. Tão escuros que no banho pareciam sempre iguais.
 
Ela, o de sempre. Calma. Lá brincou com uns miúdos da rua, mas pouco. Andou a ler, de volta do tablet e de conversa em conversa. Sai mesmo à mãezinha dela! :) Fala com a vizinhas. Com os tios mais velhos. Sabe quem é filho de quem e quem é casado com quem. Contou-me histórias. Imensas histórias. E compadeceu-se com cada idoso que viu curvado. E olhem que por ali são muitos! Que a aldeia é pouco jovem.
 
Medraram!
 
Eu quis escrever mais. Juro que quis. Mas a rede é coisa escassa. Falar ao telefone. Ui! Lá descobri um sítio onde conseguia. Mas internet!! Só no adro da igreja. O que me levou a fazer várias tentativas. Mas desisti. De dia, não conseguia ver o ecrã por causa da claridade. De noite, como não há luz no adro, não conseguia ver o teclado. Desisti!
 
Também é bom pesquisar um pouco sobre praias fluviais. Todos os anos há novos espaços recuperados que vale a pena visitar. Fomos à de Valhelhas e à de Vale das Éguas.  Apenas um conselho: se um dia pensarem em lá ir, não o façam no mês de Agosto... a invasão de gente é parecida à de uma dia de praia em Carcavelos.
 
O meu marido reencontrou dois amigos da sua adolescência que são irmãos entre si. Nem de propósito, pois há anos que não se viam e por aqueles dias tinha ele andado a contar-me das suas peripécias. Entre as quais a construção de uma cabana no meio do mato com o crânio de um porco por cima da porta. E, sem esperar, cruzámo-nos com eles. Que partiram há quase 20 anos para França. E que, de vez em quando, voltam a casa.
 
Foi uma diversão. Recordaram os melhores momentos que viveram. Falaram em português e em francês. Trouxeram as mulheres e os filhos. Elas, as francesas, Muriel e Evelyne, umas bem dispostas. Coisa rara naquela "espécie". Não falavam português, mas percebiam imensas coisas. Eu disse-lhes que falava un petit peu de francês. E desenferrujei a língua.
 
Fomos ao baile. Ouvimos os Tokadançar e assistimos a uma briga entre ciganos. Dançámos uma coreografia, pelos vistos universal, que aprendi com elas naquela noite. No entanto, toda a gente estava a dançar aquilo. Fizemos o comboio da praxe e ainda dei um pezinho de dança com o meu marido. Fomos ao baile da paróquia. E os meus dedos fervilhavam de vontade de escrever sobre tudo.
 
Sobre as aldeias perdidas na Beira, há coisas boas e coisas más. Mas as melhores são as que não se encontram em mais lado nenhum. E essas residem num reencontro inesperado. Numa conversa ao serão com os familiares da terra. Nos almoços e jantares em família. Daquela família da Beira que também partiu para França. E que regressa ano após ano. Para alimentar a alma.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma semana depois

É sempre assim.
Esperamos, ansiosamente, que cheguem as férias. Andamos um ano a trabalhar para isso. Depois, começamos a contagem decrescente. E, de repente, já passou uma semana.

Primeiro, rumámos a Sul. Fomos a casa. À minha. Onde o sotaque alentejano me aquece o coração. Os cheiros. As cores. Os gritos e sorrisos dos mais novos. Que se encontram com os outros das suas idades. Que um dia irão recordar as tardes e as noites que passaram na terra dos pais.

As minhas primas. Foram elas uma presença constante nesses dias. E os seus maridos. E os seus filhos. Já vos tinha dito que somos uma família de mulheres. Mas já não é bem assim. Se, quando pequenas, partilhámos as bonecas sob o olhar atento dos nossos pais, agora somos nós os pais que de olhar atento tentamos gerir, da melhor forma, a troca de bolas de futebol, gormitis, carros e aviões entre os moços nossos filhos. Apercebemo-nos que, nesta leva da família, só há quatro meninas. Uma já com 17 anos. Uma mulher. Outra, com 19. Outra mulher. Outras duas de 9 e 10 anos. E, depois, é só rapazes entre os 5 anos e os 2 meses.

Gritam. Imenso! Jogam à bola. Andam ao pontapé e aos abraços. Bendito UNO que, depois dos almoços, os sossegava um bocado. E os almoços à beira da piscina. Tal e qual nós que nunca queríamos almoçar o que os nossos pais nos traziam. Mas sim na toalha vizinha, com outra prima qualquer, a comer tudo menos o que nos estava destinado. Descobri que o meu filho adora grão. De tal maneira que as suas predilectas salsichas ficaram para segundo plano. A minha fruta nunca era a melhor. E o chourição da prima C. foi um sucesso.

Fomos à praia fluvial da Mina de São Domingos. Uma preciosidade em pleno árido Alentejo. Em pleno Parque Natural do Guadiana. Andámos de barco e ninguém saiu da água durante todo o dia. Tal e qual eu. Quando era criança. Registem na vossa agenda. Pesquisem e vejam que maravilha de dia se passa por lá. Um verdadeiro oásis.

As noites. De Verão. Como ainda não se viu por Lisboa. Ruas fechadas que nos permitiam afrouxar a rédea com os miúdos. Em cada esquina uma banda a tocar. Em cada rua, colunas com música tradicional portuguesa. E os sorrisos trocados de forma espontânea. E os rostos que se reconhecem. E a paragem obrigatória para dois dedos de conversa.

Tudo de saúde? Tuuudo!! Ora bem. Isso é que importa!
 
E a procissão da terra. Um mar de gente em peregrinação. Promessas pagas. Promessas feitas. Os andores. O padre. Os da terra e os de fora. Que se distinguem à légua. Passo compassado. Acompanhado pela banda da Sociedade. E as crianças que, na minha altura, sempre apareciam vestidas de anjos já não se vêem. Mas ainda assim, como quem não quer a coisa, vesti a minha menina de branco. Há coisas que nos ficam para sempre. Como que pirogravadas.
 
Gosto de ir a casa.

domingo, 10 de agosto de 2014

Um brinde aos amigos

Sabemos que casamentos e baptizados são eventos que nos levam a rever familiares e amigos. E, por vezes, a fazer novos amigos. Regra geral, são dias divertidos. De descontracção. De brincadeiras resultantes de algum álcool à mistura ou de memórias partilhadas de tempos idos. Por vezes, canta-se. Na minha família é certo que se acaba a cantar. Às vezes basta um encontro entre todos. Dança-se. E, assim, construímos mais memórias.
 
Há dois anos, no casamento de um casal amigo, fizemos novos amigos. Divertidos. De sotaque algarvio. Foi a nossa mesa a mais divertida. E se não tínhamos memórias para partilhar, hoje temos. Sem dúvida. No casamento pusemos o noivo a beber de penalti um copo de qualquer coisa sempre que vinha à nossa mesa. Ao ponto do mesmo chegar ao ponto de se  recusar a chegar a nós. :) E acabando nós de nos conhecermos, sem querer, descobrimos uma grande empatia. E repetimos o encontro. No Verão seguinte.
 
Sabem como é, certamente, estar com pessoas de quem gostamos e, depois de muito tempo sem as vermos, retomar a conversa no ponto em que ficou. Foi o que aconteceu hoje. No baptizado em que nos encontrámos. E as conversas continuaram. No ponto em que as deixámos na ilha de Faro. As brincadeiras. As piadas. As histórias de vida e episódios das nossas vidas que gostamos de recordar e partilhar. E a sangria que era tão boa. E o passeio que demos pelo local onde estávamos. E as fotografias que tirámos.
 
A hora da despedida é sempre uma interrogação. Mas hoje não! Ficou a promessa de um reencontro em Outubro. E só os amigos que sentem no coração a emoção da partilha deixam as suas vidas para trás, neste caso no Algarve, para virem a Lisboa participar num evento na vida de alguém que conheceram num casamento.
 
Há coisas que valem mesmo a pena. Brindemos aos amigos! :)

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

63%?!? Não me espanta!

Saíram ontem os resultados dos exames dos professores. Dos tão contestados exames de avaliação. E os resultados foram, simplesmente, desastrosos. Por um lado, eu já os esperava. Por outro, entristece-me ver assim plasmado num gráfico a miséria de ensino a que estiveram sujeitos os professores e a miséria de ensino a que estão sujeitos os nossos filhos.
 
Há uns anos atrás dei aulas na Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras. Dei aulas a alunos licenciados num curso de pós-graduação. Era muito nova e, por isso mesmo, mais nova que todos os meus alunos. Tinha uma turma de 20 alunos em horário pós-laboral. E uma vez tratar-se de uma especialização tinha alguns alunos que já trabalhavam na área em questão, mas que tinham decidido regressar à faculdade para aperfeiçoarem conhecimentos ou, pura e simplesmente, para obterem mais um canudo que lhes permitisse uma progressão profissional. Depois, tinha um grande conjunto de alunos que andavam nisto (isto de estudar, de coleccionar cursos) por falta de emprego. Por falta, também, de objectivos específicos. Por não se identificarem com nada. Tinham mais que uma licenciatura. Mais que uma especialização. E disparavam em todas as direcções para tentarem a sua sorte. Não lhes tirei o mérito, isso não! Mas não também não lhes tirei o chapéu.
 
Na vida é difícil acertarmos à primeira nesta coisa que é virmos a ser futuros cidadãos que trabalham. Pedem-nos com 15 anos de idade que escolhamos uma área de estudo em função do que queremos ser no futuro. Depois, aos 18, a escolha do curso superior que vai garantir-nos o futuro brilhante que os nossos pais sonharam para nós e que está ali, algures no destino, à nossa espera. E quando termina o tão ansiado percurso da licenciatura esperamos que o emprego nos venha buscar à porta da faculdade. É que é mesmo esta a história que nos vendem.
 
Pois, mas essa história já é velha. Já foi chão que deu uvas. Agora não é assim. E há uns anos atrás também já não era assim. Mas uma coisa já era como é hoje: a falta de preparação com que os alunos iam para a faculdade. A falta de estrutura. Os erros ortográficos. A má interpretação. A dificuldade em escrever. A impertinência de quem dourava a pílula do seu currículo académico e, depois, percebia-se num estalar de dedos que era muita parra e pouca uva. A desconfiança por uma professora tão jovem quanto eu era.
 
Os erros ortográficos deixavam-me louca. A pontuação. A má interpretação. Não fosse eu uma pessoa de letras. Não tivesse tido eu uma professora primária daquelas que nos marcam para a vida. Tanto pelas reguadas como pelos abraços que me deu. Com uma prótese no braço direito que a impedia de escrever e de bater. Mas o braço esquerdo chegava-lhe para tudo. A minha professora Maria de Jesus. A quem devo as minhas bases. E os erros ortográficos para ela eram, também, algo que a deixava irada.
 
Estes resultados não me espantam. A democratização do acesso ao ensino nas últimas décadas levou a isto mesmo. Entre outras coisas. À descida do nível de exigência. À descida das médias para a entrada na faculdade. Ao aumento das estatísticas apelativas e atractivas que um país da União Europeia que se preze deve apresentar.
 
Não se exige. Facilita-se.
 
Vi os exames que os professores fizeram. Qualquer professor devia fazê-lo com uma perna às costas. Não se esqueçam que também eu dei aulas. E sei a responsabilidade que um professor tem. O peso com que se exerce a profissão de estarmos a formar ou a instruir num determinado sentido que deve ser o mais abrangente e útil e exigente possível para que os resultados atinjam determinada fasquia. É das profissões mais exigentes e das mais nobres também.
 
Quem não tem memórias de um professor? Quem não se lembra da sua professora ou professor da primária? Quem não gostou de andar na escola?
 
Hoje somos adultos. Criamos os nossos filhos com base na aprendizagem adquirida ao longo dos anos. Ao longo do que acumulámos como saber de experiência feito. Já fomos alunos. Alguns de nós professores. Outros, outra coisa qualquer. Com a certeza de que todos somos importantes para a nossa sociedade. Com a certeza de que queremos dar a liberdade necessária aos nossos filhos para escolherem o que quiserem ser. Com uma condição: serem os melhores no que vierem a fazer. E, por isso, todos os exemplos servem. Não podemos ter professores que não sabem até onde estão preparados para darem aulas. Que, muito provavelmente, estão a dar aulas porque não tiveram outra alternativa. Muito provavelmente para alguns deles estes resultados foram uma revelação. Que os levou a uma resolução: eu não sirvo para isto!
 
Ao longo dos últimos anos, em Portugal, um professor passou de uma espécie de autoridade para uma espécie de serviçal. Se a família respeitava a palavra do professor, começou a sobrevaloriza-la. E quis que este passasse a educar os seus filhos. Quis que se responsabilizassem pelos erros dos seus filhos. O estatuto do aluno e outros demais diplomas vieram retirar-lhes autoridade. Importância na sociedade.
 
Os professores passaram a ser avaliados em função dos resultados dos alunos. Qual é o professor que quer dizer ao mundo que os seus alunos, que até ali foram levados ao colo, com ele não têm aproveitamento? E, assim, penalizar-se profissionalmente?
 
A verdade é que a nossa sociedade, a sociedade portuguesa, também não é pródiga em valorização pessoal e profissional. Ser mãe é sinónimo de incapacidades várias. Ser mulher, em alguns casos, também. Mas ser mãe e ser mulher não basta para abdicar de uma carreira em prol da família. As contas ficam por pagar. E a realização pessoal também.
 
Não me espantam estes resultados. Entristecem-me.
E também me entristece saber que há uma séria hipótese dos meus filhos apanharem essa leva de facilitismo. E os verdadeiros resultados estarem camuflados. Em virtude dos resultados que o sistema exige. Preocupa-me pensar no conceito bom professor ou mau professor. Não deveriam haver, apenas, professores? Eu não posso ser uma má profissional, certo? Não será o ensino um assunto demasiado sério para que os seus principais intervenientes se incluam numa escala de zero a dez no que toca à sua eficiência? Não estará este país podre de valores quando a educação deve passar por uma triagem destas? Não deveria essa triagem ser feita dentro de portas? Nas faculdades que os formam?
 
Não me  chocaram os exames. Apenas a necessidade de se fazerem. Como se só agora se começassem a ver os resultados das inúmeras más políticas e reformas e profundas alterações que este ministério sofreu. Ou como se fosse necessário encontrar alguém a quem imputar o ónus dessas decisões danosas.
 
E agora? Despedem-se os professores? Não se contratam professores que deram erros ortográficos? Não se contratam professores com um aproveitamento na linha de água dos 50%? Mas foi só isso que lhes exigiram! Para entrar na faculdade e para sair da faculdade!! Porque é que agora não servem? Não será este um GRANDE problema de raíz? E outra pergunta: quem é que corrigiu os exames? Foram professores da velha guarda? Os que estão nos quadros há anos e anos e anos sem renovarem e adequarem os seus métodos de ensino? E outra pergunta: porque é que os professores triados foram apenas os contratados? E outra pergunta: porque é que este país não consegue ser JUSTO com ninguém??