quinta-feira, 24 de julho de 2014

Uma boa desculpa - parte II

Isto de andar a pesquisar casas de banho em busca de inspiração, é uma tarefa que nunca mais acaba. Nesta auto-estrada que é o mundo virtual, são muitos os mundos com que nos deparamos. Mundos de encantar. E o mundo da decoração é, sem dúvida, um deles. Hoje, mais umas fotos sobre este tema. De que vos falei aqui.
 









Inspiração para todos os gostos.
Concordam?
 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

No parque de campismo ouvimos a banda Pack7

Das minhas memórias de infância fazem parte os belos verões de campismo. A minha tia Vicência foi sempre uma apaixonada pela vida ao ar livre e sempre que podia lá estava ela de tenda montada. E nós, estávamos quase sempre onde ela estava. Durante muito anos fez campismo no CCCA, ou seja, no Parque de Campismo da Costa da Caparica. E durante muitos anos também eu fui para lá. Com ela, com o meu tio e as minhas primas. Com o meu pai. Com o resto da família.

Não sei bem porquê houve um interregno nesta estadia. E aí foi o meu pai que pegou na tenda, nos tachos, no saco cama e afins e levou-nos por esse Portugal fora. E a nós também. :) Houve um Verão que abancámos nas margens do Guadiana, em Mourão, antes da barragem do Alqueva. Aquilo é que foi! Das 7 da manhã às 9 da noite, tudo dentro de água!! E assim andámos por todo o lado.

Mais tarde a melhor notícia para mim (e para os adultos) foi saber que a minha tia tinha adquirido um novo espaço com roulote e avançado no tal CCCA. Significava que estávamos de volta ao parque e à praia da saúde e às comezainas ao ar livre e aos duches de água fria e ao lavar da loiça nos espaços comuns (enquanto também se lavam os pés) e ao cafézinho que durava pela noite dentro e aos jogos de cartas e aos bailaricos e às cantigas alentejanas ao luar e à partilha entre vizinhos e ao adeus que eu já venho que é como quem diz passar o dia a correr e a jogar às escondidas e a jogar à bola ou a mergulhar sem parar. E o retorno aos braços da minha tia. A minha querida tia...

Falei-vos dela aqui. Sabem que partiu. Há 4 anos. E há 4 anos que eu não ía ao parque de campismo. Lembro-me da última vez que lá estive com ela. Lembro-me que ainda não tinha o meu filho mais novo. E lembro-me de pensar que dificilmente lá voltaria. Mas voltei! Na passada 6.ª feira.

A minha prima que teve o bebé há pouco tempo, esta, adquiriu no final do ano passado um alvéolo com caravana, tenda e avançado perto da tenda da minha tia. Renovou o espaço e só estava à espera que o menino crescesse mais um bocadinho para começar a usufruir de tudo aquilo. E foi assim que, sem grandes combinações, saí do trabalho, fui buscar os miúdos e fomos lá jantar.

Surpresa! Aliás, várias surpresas!
O parque está todo arranjado. Da última vez o chão ainda era todo em terra batida. Agora não. Há chão decente para circularmos. O parque infantil também está como novo. O meu tio (marido da minha tia que partiu) estava na sua tenda. E foi muito bom revê-lo. A minha prima S. e uma amiga de todos nós a P. (de quem vos falei aqui) estavam por lá. Mais os seus respectivos e mais os seus filhos. Levei a minha irmã e o meu sobrinho. Estão a imaginar o maranhal de gente, certo? Os abraços e os beijinhos. O reviver recordações. O matar de saudades. Os meus filhos? Quase que nem os vi! Ora foram para o parque, ora foram jogar à bola. Ora foram à casa de banho. Sim, que o nosso menino achou imensa piada à casa de banho. Sobretudo porque tinha de sair da tenda. E, isso, era uma grande desculpa para andar no lareu.
Jantámos todos juntos. Pusemos a conversa em dia e as gargalhadas. O bebé da minha prima portou-se lindamente. Nem demos por ele. Se bem que foi o centro das atenções, claro! Mas não se ouviu. Fomos todos tomar um café na esplanada e continuar as conversas sobre tudo e sobre nada.
A noite estava quente. Muito agradável. E a festa estava quase a começar.
No parque do CCCA é costume haver concertos e bailaricos. Os utentes até organizam marchas populares. Finais de anos e festas disto e daquilo. As pessoas vivem aquele tempo sem preocupações. Essas ficam à porta do parque. E eu senti isso na pele.
A música começou. Era a banda Pack7. Uma agradável surpresa. Espreitem aqui. Música portuguesa. Nada de música pimba. Uma excelente selecção que levantou a todos o pé do chão. Um vocalista e uma vocalista. E eu contei-os. São 7. São um pack de 7! :)
Os miúdos estavam loucos. Não havia sono para ninguém. Comeram pipocas, algodão doce e churros com chocolate. Entre todos, claro, que eram meia dúzia deles. :) E ao observar-lhes os olhos lembrei-me de mim com aquela idade. Também os meus brilhavam e vivia feliz com um saco de pipocas nas mãos. E os meus pais e os meus tios estavam no lugar que ocupo agora. Um lugar em que tudo e nada importa para fazer as crianças felizes. Em que tudo e nada tem valor nesta coisa que são as emoções que nos consomem. Em que sentimos a presença dos que já partiram, mas que continuam vivos no nosso coração. Pois foi isso que nos ensinaram.
Descanse em paz, querida tia. Estamos a portar-nos bem. E continuamos a praticar o legado que nos deixou. Um legado de amor e respeito mútuo. Um legado imenso que quero, também, deixar aos meus filhos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

O essencial é invisível aos olhos

De vez em quando gosto de reler livros que me marcaram. Tenho a ideia de que os interpretamos de forma diferente de acordo com a idade com que os lemos e, consequentemente, a experíência de vida que acumulamos. Lembro-me sempre do Sidarta, de Hermann Hesse (por acaso já não o leio há algum tempo), do Admirável mundo novo, de Aldous Huxley e até d'Uma família inglesa, de Júlio Dinis. Não há relação entre eles, apenas são livros que me marcaram. E sempre que os releio dou-lhes um novo sentido. Ou eles a mim.
 
O Principezinho, de Saint-Exupéry, também é um clássico. Gosto de relê-lo. E a sua tão poderosa mensagem, incrivelmente, afecta-me sempre da mesma forma. O essencial é invisível aos olhos. Quem não concorda com este menino que vive de forma simples e descomplicada no planeta B qualquer coisa?

 
Decidi comprar um novo e oferecê-lo à minha filha. Começou a lê-lo ontem. E mal posso esperar para saber o que vai dizer, depois de acabar de lê-lo. Pois também ela está na idade de querer voar, ultrapassar os seus limites e descobrir algo único em cada pessoa com quem se cruza. Como o pequeno príncipe que tinha como missão tratar de uma flor com três picos e varrer os vulcões inactivos e, por isso, era e continua a ser... único!
 
Para quem nunca leu, deixo-vos a dedicatória do autor ao seu melhor amigo.
 
Os meninos que me perdoem por dedicar este livro a uma pessoa grande.
Mas tenho uma desculpa de peso: essa pessoa grande é o melhor
amigo que eu tenho no mundo inteiro. E tenho outra desculpa:
essa pessoa grande é capaz de perceber tudo, mesmo os livros para crianças.
E tenho outra desculpa, a terceira:
essa pessoa grande mora em França e em França passa fome e passa frio.
Bem precisa de ser consolada.
Mas se todas estas desculpas não chegarem, então,
gostava de dedicar este livro à criança que essa pessoa grande já foi.
Porque todas as pessoas grandes já foram crianças.
(Há é poucas que se lembram disso)
Por isso a minha dedicatório vai ser assim:
 
Para Léon Werth quando ele era pequeno
 
Digam lá que não aguça a curiosidade?
Recomendo. Vivamente. Que o leiam com os vossos filhos.
 
E já agora, dedico este post a uma amiga apaixonada por este personagem da literatura. Uma boa amiga. Portanto, uma princesinha! :) (ela não vai gostar nada disto)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Uma boa desculpa

Comprámos a nossa casa, a segunda, há 7 anos e no dia em que nos decidimos por ela decidimos, também, que iríamos remodelar a casa de banho. Pois, passaram-se 7 anos e nada. Há sempre qualquer coisa. Na verdade já demos cara nova à cozinha. Era mais urgente por causa do fogão, que não era incorporado, por causa do esquentador, velhinho, velhinho e por causa da bancada de mármore, que era branca e estava rachada.
 
A casa não era nova e, quanto a nós, teríamos de dar ali uns retoques. Mas a casa de banho foi ficando... foi ficando... até que... Se partiu o bidé! (yes)
 
Só é pena o meu marido ter-se magoado com este acidente. Mas agora temos uma boa desculpa para não adiar muito mais este makeover. Já estão mesmo a ver a cena, certo? Pensar no que fazer, já que se vai mexer. Tentar não fugir muito de um orçamento ajustado à nossa medida e torná-la o mais funcional possível. Entusiasma qualquer um!!
 
Tenho andado a pesquisar. Há ideias para todo o gosto e pormenores que nos encantam. Partilho convosco algumas ideias giras.
 

















 


 
Dá vontade de ter uma daquelas mansões de multimilionário para ter uma casa de banho de cada estilo. Mas pronto, lá terei de me contentar com a minha...
 
Não são giras? E os pormenores? Acho que vou ter muito com que me entreter... :)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Lugares onde fomos felizes - Porto Covo

Este registo serve, apenas, para não me esquecer de lá voltar. Parámos para esticar as pernas, no périplo que fizemos do Algarve a Lisboa pela Costa Vicentina. E está lindo, Porto Covo.
 
Já lá tinha estado em miúda. Mas se, desta vez, não deu para muito, ficou a promessa de voltarmos. E mergulharmos. E passearmos. E criarmos memórias de mais um lugar paradisíaco do nosso país.
 
Para companhar as imagens, Rui Veloso, claro está!
 
Acharam piada à porta e quiseram ser fotografados aqui! :)

A minha princesa está uma mulherzinha.

A cada esquina... um carrinho. E ele entra em todos...

 
Roendo uma laranja na falésia
Olhando um mundo azul à minha frente
Ouvindo um rouxinol nas redondezas
No calmo improviso do poente...