segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lugares onde fomos felizes - Praia dos três irmãos

Fica em Alvor, no lado nascente. É uma praia muito bonita que esconde uma história de encantar. Reza a história que deve o seu nome aos três grandes rochedos que a carcatrizam e que ali se encontram, devido a uma noite de tempestade que vitimou três pescadores. E petrificou-os. Pois os familiares em terra não tinham cumprido as promessas feitas.
 
Mas histórias à parte, crenças e lendas que moldam as mentes, garanto-vos que vale a pena visitar. É uma praia caracterizada pelas belas falésias e pequenas grutas que forma. Em cada canto um bar muito agradável. É vigiada  e há muitos bolinhas!! A água é um pouco fria. Mal de que padeci por estar habituada ao meu outro Algarve. Mas aguenta-se bem.
 
Aqui, voltámos. No primeiro dia visitámos cada cantinho do areal. Descobrimos as tais grutas e pequenos segredos que os rochedos escondem. Vimos caraquejos, como diz o meu filho. Peixes e algas. Muitas algas!
 
Da segunda vez que lá fomos fizemos um sunset familiar. O meu filho fez amizade com um casal do Norte. Sem filhos. Que lhe acharam piada e andaram a jogar à bola com ele. E, no fim, apoderou-se das camas concessionadas.
 
Aquele sol de fim de dia é, de facto, um espanto. Permite-nos usufruir da praia como se ela existisse só para nós. Os miúdos esticam-se pelo areal, sem medos. E nós permitimos-lhes essa liberdade. E só quando o sol se enconde é que recolhemos.
 
Se nunca fizeram isso, experimentem. Peguem na máquina fotográfica e aproveitem aquela luz de final de dia. Ah, é verdade! Neste dia também encontrámos uns noivos e suas damas de honor a tirarem fotos. Parece que este ano, por aquelas bandas, houve muita gente a casar. :)
 

 






 
Mais um lugar onde fomos felizes.
Mais uma partilha com as pessoas de quem eu gosto. :)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Lugares onde fomos felizes - Beja + Serpa + Ferreira do Alentejo

Temos um grupo de amigos com quem, todos os anos, passamos um fim-de-semana familiar. E, todos os anos, o grupo aumenta. Entre casais e filhos andámos pelas 35 pessoas.
 
Com este encontro pretendemos várias coisas. Fomentar as relações de amizade entre todos e entre os nossos filhos que, durante o ano, não nos acompanham nos jantares e encontros de adultos. Cumprir, minimamente, um programa cultural para que nos sintamos mais ricos e mais conhecedores do nosso Portugal. O encontro acontece sempre num local diferente. No ano passado foi no Luso. Este ano fomos para o Alentejo.
 
Dou-vos nota de várias coisas. Primeiro, o Alentejo, para mim, será sempre a minha fonte. Os cheiros, as cores, os sabores e as gentes enchem-me a alma. Estou em casa. É como ir a casa. E, desta vez, não foi diferente. Assim que lá chegámos e saí do carro senti-me invadida por memórias de locais onde fui feliz. De tempos que me preencheram e onde construí maravilhosas recordações. Pisei o chão com vontade de beijá-lo. Não devemos deixar de voltar aos locais que vivem no nosso coração. Mesmo que não tenhamos as mesmas pessoas connosco. Nem a mesma idade. Nem a mesma forma de ver as coisas. O que somos é resultado do que vivemos...
 
Conseguimos um hotel disponível para albergar tanta gente. O hotel O gato, perto da barragem de Odivelas em Ferreira do Alentejo. Um negócio de família cujo nome é também de família. Começou com o bisavô do actual proprietário e era, inicialmente, uma mercearia. Cresceu e ganhou uma taberna. Depois, uma albergaria e, hoje, é um hotel. Acolhedor, familiar. No meio do nada. Mesmo para repouso absoluto. Com uma boa piscina e uma cozinha tradicionalmente alentejana que, apesar de ser muito boa, acabou por ser a parte má. Não deu para resistir... :)
 
E nos 3 dias que lá passámos tínhamos programado visitar o castelo de Serpa, onde também almoçámos. O castelo de Beja, onde também jantámos. E a barragem de Odivelas, onde eu e os meus não fomos. Pois estávamos de partida para o Algarve.
 
Todos os anos a mesma agitação. Crianças para um lado, adultos atrás delas. Programa delineado e alterações de última hora. E, este ano, o meu aniversário. No dia 29 de Junho. Com direito a bolo (surpresa organizada pelo marido) e todos combinados para me cantarem os parabéns. Obrigado.
 
A reter: vale a pena visitar o castelo de Serpa. E a vila. E almoçar por lá. Estava tudo combinado para irmos ao restaurante Molha o bico, mas estava fechado. Acabámos no Pedra de Sal. Um must. A decoração, a comida e a recepção. Em Beja, para quem não conhece, visitem o centro histórico e o castelo. Para mim, já não era novidade. Mas em grupo é sempre mais divertido.
 
Aos amigos que se juntaram ao grupo recentemente, um grande abraço. Daqueles quentinhos. Que permaneçam connosco o mais possível. Sempre com boa-disposição. Acrescentando o que de melhor têm para dar a este grupo que é a prova de que não há impossíveis. E aos que ficaram sem tradução ao que ouviram, aqui vai o que me lembro:
 
- alcagoitas: amendoins
- estramelo: whisky
- charingo: fartura
- chocolatêra: cafeteira
- talego: saco de pano
 
Isto em resultado das conversas que tivemos ao serão. :)
Agora, um breve registo fotográfico.
 







 
Se vos aguçou o apetite, já sabem. Passando por aquelas bandas não deixem de parar!
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pérola de fim de dia

Passei por ele na sala.

- Mãe, onde vais?
- Passar a sopa.
- A ferro?

Pois...

Lugares onde fomos felizes - Praia da marinha

Fica na Caramujeira, no concelho de Lagoa e é considerada, pelo Guia Michelin, uma das 100 praias mais belas do mundo e, ainda, uma das 10 mais belas da Europa. E eu confirmo!
 
Ainda não tinha pisado esta areia. Houve um ano em que apanhámos mau tempo no Algarve e andámos a visitar praias. Esta só conseguimos espreitá-la. Mas não vimos nada. Para isso tinhamos de descer escadas e descer e descer e descer... E a chover... Não dava muita vontade... Mas registámos. E voltámos!
 
Sabia que tem um itinerário marinho deslumbrante que a limpidez das águas permite vislumbrar. Por isso tentámos fazer snorkeling. Tentámos, bem dito. Mas a temperatura da água, a mim, não me permitiu ir mais longe. Quanto mais me afastava da costa, pior! Gelei, completamente! Depois de mais de meia hora para conseguir entrar! E desisti. Não conseguia controlar a respiração.
 
No entanto a praia é belissíma, sem dúvida!
 
No dia em que lá estivemos ainda choveu de manhã. Mas o tempo abriu e valeu a pena termos resistido às partidas do São Pedro. A envolvente é paradisíaca. Daí tantas marcas a procurarem para anúncios publicitários. E as escadas, apesar de serem imensas, descem-se e sobem-se bem. Muito arranjadas e muito espaçadas.
 
Ainda assistimos a uma sessão fotográfica de uns noivos. Ela com um vestido de princesa. E as fotos devem ter ficado espectaculares!
 
A praia é vigiada e tem um café e esplanada muito aprazíveis. Também há estacionamento, mas em Agosto penso que será pequeno. O areal não é muito extenso, mas quem quiser aventurar-se pode passar por baixo das rochas e descobrir uma outra praia, mais pequena e mais isolada. Ou passam por dentro de água ou passam com a barriga na areia. :)
 
Também aqui fomos visitados por imensos barcos em circuito turístico com a diferença de que alguns deixavam que os passageiros dessem um mergulho. E um, em particular, fez as delícias do meu filho (o da foto). Olha mãe! Um barco de piratas!
 
 
 
 





 



 
São maravilhosas as imagens, não são? Convidativas. A natureza em estado puro, sem dúvida. Reparem nas diferentes tonalidades da água. Por causa do fundo. Se passarem por estas bandas não deixem de visitar. É mesmo um luxo ao alcance de todos. :)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Locais onde fomos felizes - Praia do Carvalho

Estivemos fora uma semana. Para descansar. Para celebrar. A vida.
Fomos para o Algarve. Mas não para o "nosso" Algarve. Desta vez virámos à direita quando acabou a auto-estrada e fomos parar ao Alvor. Uma novidade para nós.
 
Nestas coisas da Geografia costumo confiar no meu marido e, francamente, não me preocupo com nada. Mas, desta vez, fiz questão de olhar para o mapa e tentar perceber onde estava... mais concretamente. E feliz fiquei quando percebi que estava perto de algumas das prais mais bonitas e paradisíacas do nosso país e que já tinha tido oportunidade de visitar. Em tempos idos. Pois este, não é o "nosso" Algarve.
 
E porque gosto de partilhar o que me faz feliz e os sítios onde fui feliz, trago-vos algumas imagens da Praia do Carvalho. Um verdadeiro tesouro da natureza. Um verdadeiro desafio à nossa natureza. Uma pequeno paraíso na terra. Fica na freguesia da Praia do Carvoeiro, no concelho de Lagoa. E forma uma baía rodeada por uma formação geológica tão interessante que para lhe pormos os pés em cima precisamos de atravessar um pequeno corredor ou como o meu filho lhe chamou "uma gruta". É esta a única passagem.
 
Ficámos na praia do Carvalho até o sol de pôr. Como em tempo idos, quando não tínhamos filhos. E é destes momentos que mais gosto no Algarve. Os fins de dia nas praias quentes. O abraço que o sol nos dá antes de se deitar. Um abraço quente que envolve os nossos corpos desnudos e abertos a recebê-lo. Que ilumina o nosso sorriso e acentua a felicidade estampada no nosso rosto. E os olhos. Os nossos olhos ganham uma luz tenacidade com a alegria. E vivemos em família momentos únicos. Irrepetíveis. Que um dia irão acabar. Quando eles crescerem e não quiserem ir connosco.
 
Vivo estes momentos a pensar nisso. E, assim, tenho a certeza que aproveito esta espécie de sunset familiar da melhor maneira.
 
Quem diz que há uma praia linda lá em baixo?
Cá de cima não se consegue ver nada!
 
A família em repouso.
Sim, temos de descer mais de 100 degraus. E subi-los, na volta... Mas, garanto-vos, vale a pena o esforço.
 
 
É este o tal corredor esculpido nas rochas. É por aqui que entramos e saímos.
Os degraus são irregulares e, em algumas partes, muito íngremes. Com crianças dá muito mais trabalho.
 
A porta do Alibábá. É assim que penso nesta entrada.

As águas são frias, mas de uma riqueza extraordinária.
Vale a pena levar óculos e mergulhar para ver o que escondem.

Este balcão é uma espécie de bar. Lembra-me a cidade de Bedrock. E eu sinto-me a Wilma.

Reparem na falésia. Tem esculpidos degraus.
Atinge uma altura de 6 metros e os mais aventureiros mergulham lá de cima.
Ir para esta praia tem vantagens e desvantagens, claro. Poucas pessoas. Logo, lugar para estacionar! Tranquilidade e espaço para pôr as toalhas e as crianças darem asas à imaginação sob a nossa supervisão. Como é delimitada pela falésia em forma de meia lua, não há perigo de ninguém se perder. Somos visitados, constantemente, por barcos que fazem o circuito das grutas. E por outros, maiores, que só costumamos vê-los aqui. E o senhor da bolinha vem de manhã e à tarde.
 
Desvantagens. Não tem vigilância nem posto de primeiros socorros. Não tem nenhum bar, nem nenhuma casa de banho. Rezo sempre para que não surjam cocós de urgência ou alforrecas que ataquem a minha menina, como aconteceu na Praia Verde, há dois anos, e onde foi prontamente assistida. E, depois, claro que é a brincar o que vou dizer, mas não é a brincar que penso nisso: se algum dia cair uma pedra que nos tape a passagem, lá teremos de esperar que nos venham buscar de barco... Ah, a rede de telemóvel também é fraquinha, fraquinha. Mas está melhor! Há uns anos atrás não se conseguia falar com ninguém.
 
Confesso que falar desta praia, assim, no blog, é um grande passo para mim. Durante muito tempo não falei dela a ninguém. Queria preservá-la o mais possível. Guardá-la o mais possível só para nós que a conhecemos desde o tempo em que éramos só dois. Mas isso não faz sentido. Se a conheço é porque a minha querida amiga Carla, de Santarém, me falou dela. E os amigos são assim. Gostam de partilhar o que os fazem felizes!