terça-feira, 3 de junho de 2014

A mãe da semana #8

Tem sotaque brasileiro, a reportagem desta semana. Mas a protagonista trocou o Brasil por Portugal. E, apesar de ter voltado à sua terra natal por amor, regressou. E vingou.
Fabiana Lima, uma linda e jovem mãe de 38 anos de idade, mãe de Noah com 16 meses e com dupla nacionalidade, que reparte a sua história de vida pelos dois lados do oceano Atlântico, é a mãe desta semana. Uma mulher que viveu cerca de 20 anos em Portugal, mas que por amor decidiu tentar a sua sorte no Brasil. Em São Paulo. E de lá trouxe o melhor da vida: um filho que, como podem ver nas fotografias, é um amor.
2014 ditou o seu regresso. Sem marido. Com um herdeiro, um tesouro e muita garra de vencer. Onde tinha sido feliz. Mas tem família em Portugal. Conta, sobretudo, com a ajuda da irmã mais nova. Porém, estar num país que não é o seu, não é fácil... Para ninguém. Quando partiu, partiu sozinha. E quando voltou, trouxe consigo um filho. Era preciso readaptar-se. E a Fabiana, por causa disso, optou por inscrever o Noah numa creche. Depois de considerar, por um lado, a grande vontade de estar com ele a todas as horas do dia, por outro, e por estar tão só, a necessidade de criar laços e relações com outras crianças. E considerou que esta era uma boa opção. O que, passados alguns meses, confirmou-se ser a melhor.

A gestão orçamental que a Fabiana faz vai desde a poupança na água do banho aos produtos de higiéne utilizados. Acredita que tomar banho juntos rentabiliza a água, o tempo e, ainda por cima, é divertido. Só usa marcas brancas no que toca a fraldas e toalhitas por confiar que se não fossem produtos de qualidade não poderiam ser vendidos. Há pouco tempo começou a usar maquilhagem e a suas marcas de eleição são a MAC e a Kiko. E não abdica dos cuidados diários do rosto que faz com os produtos Caudalie.

Gere a sua agenda com o filho através da oferta divulgada pela página da Pumpkin, onde encontra inúmeras actividades dirigidas às crianças e sem custos. Também costuma fazer aulas experimentais em diferentes áreas como as que fez recentemente. Uma aula de música e outra Play&Learn (que trabalha a psicomotrocidade), através da Gymboree. Adoraram! Os dois. E em breve o Noah irá frequentá-las.

A Fabiana adora ler. Neste momento tem em mãos A maternidade e o encontro com a própria sombra, de Laura Gutman e em fila de espera o Bésame mucho, de Carlos Gonzáles. Vai pouco ao cinema, mas fez questão de ver o filme Noé, pois foi esse personagem bíblico que a inspirou para dar o nome ao filho. Também costuma passear pelo paredão onde faz uma paragem obrigatória na areia para brincar com o Noah.

Criou um negócio online. Resultante da necessidade de encontrar roupa, calçado e acessórios diferentes para si e para o menino. Espreitem a Fababy Shop e surpreendam-se! E se quiserem supreender alguém com uma serenata, não deixe de consultar a Serenarte. Um serviço criado pela nossa mãe.

Como é assessora de imprensa e produtora de TV, sempre que pode dá uma perninha nesta área. Como será de 06 a 08 de Junho no Ink Vibrations que terá lugar no MEO Arena. Uma iniciativa programada, também, a pensar nas crianças. É moderadora de dois grupos no facebook. O For Mom's sem frescura e o For Mom's tugas & zucas.

Pedi-lhe que completasse a frase:
Ser Mati é...
Ao que me respondeu:
... escolher, exclusivamente, como projecto de vida a maternidade na sua plenitude.

Não lhe ouvi a voz. Mas imagino-a, só pelo texto que me enviou e entusiasmo na resposta aos e-mail's. O sorriso, que está nas fotos, transmite-me energia positiva e garra e vontade de vencer. Acredito que tenha momentos mais tensos. A monoparentalidade é uma missão muito grande. E muito pesada. Mas também acredito que conseguirá atingir o seu objectivo. E que, um dia, o Noah terá muito orgulho na sua mãe.

Muito obrigado Fabiana. Muito boa sorte! :)










Crédito das fotos | Ponto de luz
Se quiser participar nesta rúbica, A mãe da semana, envie um e-mail para
O resto... depois falamos! :)

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mercado da Ribeira

Fomos visitá-lo na sexta-feira.
E... bem... o que dizer... acho que não é para mim. Enquanto for novidade, não é para mim...
Primeiro impacto: parecia que estava num aeroporto em estado de sítio. Tudo a comer no chão, malas e casacos espalhados. Sem conseguirmos passar.
Segundo impacto: gente e gente e gente. Para comer. Filas para todas as tasquinhas. Filas para nos sentarmos. Daí a malta estar toda no chão.
Ora eu que não tenho paciência para esperar, eu que dou uma volta maior para fugir ao trânsito, que sou a primeira a chegar ao supermercado para evitar carrinhos e carrinhos e filas para pagar. Eu que mudo de restaurante se estiver muita gente.... aquilo não é para mim.
 
Mas vínhamos da feira do livro de Lisboa. E a miúda estava a adorar o passeio. E tinha fome. E escolhemos o quiosque que tinha menos fila. Sim, quiosque. Não há restaurantes. Há quiosques com uma esplanada partilhada. E depois... depois foi uma hora às voltas à procura de lugar. Nós e a Sôdôna Teresa Guilherme. Que também estava a desesperar. E, desesperadas, dissemos ao meu marido, que ainda estava na fila para pedir o jantar, que íamos comer no chão... Não havia outro remédio.
 
E eis senão quando sinto nas costas uma mão a tocar-me e uma voz a dizer:
- Venha sentar-se ali. Eu, a minha mulher e a minha filha vamos sair.
 
O simpático casal topou-nos e deu-nos o lugar. A única cadeira que repartiam pelos três. Mas soube muito bem. Não estar no chão. E a nossa filha sentou-se à mesa. Obrigado ao simpático casal. E, graças a Deus, o vento estava de feição. Ao lado da nossa cadeira um grupo de amigas a jantar. E uma das que já tinha comido, cedeu-nos a sua cadeira. Obrigado a estas queridas.
 
Mais tarde o meu marido juntou-se a nós. Duas cadeiras para três. Menos mal. Mas tão depressa não nos apanham lá.
 
Tudo muito giro, muito arranjadinho, muito acondicionadinho. Mas eu alimentava a esperança de ver a parte do mercado própriamente dita.  Por enquanto é só um negócio de marcas. Pensei, mesmo, que iria ser bom para os vendedores da feira. A minha ideia de renovação destes espaços, passa por manter a tradição. A tradição de ir à praça, ao mercado e encontrar produtos frescos. Não passa, só, pela reabilitação do espaço transformando-o noutra coisa qualquer. Não sei... como funciona de dia... à hora em que eles lá estão... os vendedores...
 
Procurei uma imagem com pouca gente para terem uma ideia do espaço
 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

40 anos! Os novos 30?

Faço anos para o mês que vem. Ainda estou nos trintas, mas cada vez mais perto dos quarentas... :(  Lembro-me de, em miúda, achar que os adultos com 30 anos eram uns velhos. Que andavam muitas vezes cansados. Que não tinham muita paciência para brincarem com as crianças. Que se reusavam a correr ou a fazer a roda comigo. Que quando se sentavam no chão (coisa rara e pouco vista) tinham alguma dificuldade em levantar-se.
 
No meu local de trabalho sou a mais nova. Somos onze. Nove mulheres! E todas me dizem que sou muito nova. Quem lhes dera estar na casa dos trinta! E saberem o que sabem hoje! Depois, ouvem-se estudos e teorias sobre os 40. Que são os novos 30. Que as quarentonas é que estão preparadas para a vida e cada vez mais bem conservadas. Jovens, bonitas e seguras. O que me alegra bastante. Mas... depois... em dias como o de hoje, penso que isso é tudo uma grande treta...
 
O que posso dizer sobre isto de estar nos trinta...
 
- que nunca pensei vir a recusar-me de fazer a roda com os meus filhos;
- que quando tenho de me sentar no chão com eles, penso sempre na figura que farei quando tiver de me levantar;
- que digo exactamente as mesmas frases e faço exactamente as mesmas exigências que os meus pais me fizeram (e que me deixavam irritada);
- que muitas vezes prefiro ficar em casa, à noite, a sair para bares e discotecas;
- que me custa recuperar de uma noitada;
- que há dias bons. Mas outros há que nem sei o que vos diga;
- que valorizamos muito, mas muito mais a família e os amigos de longa data;
- que ter amigos de longa data é uma sorte;
- que não estamos satisfeitos com nada;
- que nada nos chega;
- que, por vezes, não sabemos bem para onde nos virarmos;
- que nos questionamos sobre se ainda teremos outro filho ou não (mas esta passa-nos depressa);
- que paramos para pensar como seria a nossa vida se tivessemos seguido outro caminho;
- que pensamos em mudar de casa;
- que pensamos em mudar de emprego;
- que pensamos em mudar qualquer coisa;
- que estamos a meio caminho da segurança que precisamos para dizer não sem remorsos;
- que estamos a meio caminho de qualquer coisa;
- que os cabelos brancos nos incomodam;
- que os primeiros sinais de rugas também;
- que isto e que aquilo e tudo o mais que cada um quiser acrescentar.
 
Serão os quarenta anos os novos 30? Então terei de aprender algumas coisas, ainda. Para que no dia 29 de Junho de 2017 não se abata sobre mim uma profunda depressão... :)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Às vezes vejo-me grega!

De todas as valências atribuídas a uma mãe, cozinheira, médica, psicóloga, educadora, cabeleireira, etc., há uma que é muitas vezes esquecida: a de tradutora. Uma mãe é uma tradutora. De um dialecto não registado e que só ela compreende. De um dialecto muito próprio de cada um dos seus filhos quando começam a dar os primeiros passos na comunicação com os seus pares. É verdade que há palavras que são comuns entre as crianças, como (mãe) ou ába (água), mas há outras que ninguém, mas ninguém compreende. A não ser as mães.
 
Os meus filhos já estão crescidos... ou melhor, ela já fala correctamente. Ele, com quatro anos, é muito despachado na fala, mas por vezes ainda me surpreende. Como ontem.
 
Estive na escola dele e encontrei a professora de inglês. Falámos um pouco sobre o seu desenvolvimento, comportamento e outras coisas triviais. No carro perguntei-lhe:
- Então como é que se chama a tua professora de inglês?
- Aimisenanda!
- O quê?!?
- Aimisenanda!
- Não percebi...
- AIMESANANDA! - gritou.
 
Bom, a coisa não estava fácil. Por breves segundos pensei no assunto e... fez-se luz! Voltei ao ataque:
- Então quando a professora entra na sala o que é que ela vos diz?
- Hi, class!
- E o que é que vocês respondem?
- Aimisenanda! (Tradução: Hi, miss Nanda!)
 
Está bem que neste caso estamos a falar de uma criança de 4 anos a tentar falar inglês, mas a capacidade de compreensão dos adultos e de explicação dela é a mesma...
 
Um destes dias de manhã ao entrarmos no estacionamento da escola viu um amigo que estava com os pais já fora do carro. E se não fosse esse o seu melhor amigo acredito que a excitação não tivesse sido tão grande. Assim que o viu começou:
- Estona aqui, mãe! Estona aqui! (Tradução: estaciona aqui!)
 
Isto faz-me lembrar outra gira que acontecia até há bem pouco tempo. À saída de casa dizia-lhe:
- Vai chamar o elevador!
E ele punha-se à porta do mesmo a olhar para cima e a gritar:
- Badôôôi! Badôôôi!
O que fazia acordar os vizinhos do prédio da frente!
 
Se começo a pensar no assunto não saio daqui... Um dia destes ainda escrevo um glossário.

E com os vossos filhos? Como é? :)

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Matis Festival #3

É já no Domingo. O Matis Festival - Your Market Show. Um envento que surgiu da necessidade de dar espaço às mães a tempo inteiro que têm pequenos negócios em casa. Um evento com espaço para todos. A pensar em todos e, em especial, nas crianças. Pois não foi por acaso que foi pensado para o Dia Mundial da Criança.
 
Será no Palácio Anjos, em Algés. Um local lindíssimo, de fácil acesso, com transportes públicos e estacionamento. Também neste espaço poderão visitar o Centro de Arte Manuel de Brito (CAMB) e apreciar a arquitectura do palácio.
 
Se tiverem oportunidade não deixem de dar uma palavra à Raquel Pina, a mentora deste evento que nasceu num grupo de entreajuda entre mães a tempo inteiro que a mesma fundou no facebook.
 
E para que possam organizar a vossa agenda, deixo-vos toda a informação de que precisam. A entrada é gratuita!
 
Divirtam-se!