quinta-feira, 27 de março de 2014

A mãe da semana

Se há tema que, por muito que seja discutido, parece que fica sempre algo por dizer, é o tema "Mães e donas de casa a tempo inteiro". Apercebo-me de um misto de sensações, quer seja pelos comentários aqui ou na página do facebook, quer pelos e-mail's que recebo ou presencialmente, cara a cara. Da injustiça que algumas destas mães sentem na pele. Da necessidade que, na sua maioria, têm de ter um tempo só para elas mesmas. Um reconhecimento pessoal pelas suas opções. Um reconhecimento pelos seus valores. Esforço e dedicação.
 
Sempre que escrevo sobre este assunto aqui no blog as leituras e visualizações ultrapassam, em grande escala, o número diário habitual. Já para não falar das pesquisas livres que são feitas em motores de busca sobre MATI'S, donas de casa, mães, filhos e outros termos equivalentes que vêm cá ter a este cantinho.
 
A minha análise pessoal sobre isto fez-me pensar que o Contos com amoras têm uma missão. Uma missão para com estas mulheres que tanto admiro, respeito e prezo. Por estas mulheres que me lêm e me inspiram nesta coisa que eu adoro fazer que é escrever.
 
Por isso, lanço aqui um desafio. Um desafio saudável. Um desafio que quer dar cara às mães e donas de casa a tempo inteiro. Às donas de casa. Às mães. Às mães e filhos. E em que consiste esse desafio? Criar uma rúbrica: A mãe da semana. Uma reportagem sobre uma mulher que, por qualquer motivo, tem a sua missão de vida assente na sua família. Na educação dos filhos, nos cuidados domésticos. Uma nobre missão nem sempre reconhecida pela sociedade em geral.
 
Uma sessão fotográfica com cada uma destas mulheres que aceitarem este desafio. Com ou sem filhos. Uma reportagem sobre percursos de vida. Sobre o dia a dia. Sobre sentimentos. Sobre opções. Sobre dicas. Sobre sorrisos. Sobre o amor. Sobre mulheres lindas. Sobre mulheres cheias de pinta.
 
Quem aceita o desafio?
Quem quer fazer parte deste projecto?
 
Basta enviar um e-mail: claudiajesusmarques@gmail.com com o vosso nome e a manifestarem a vossa vontade em participar. Eu sou do distrito de Lisboa, mas não se preocupem se estão longe. Hoje em dia tudo não há distância com as novas tecnologias. :)
 
Participem! Dêem voz às mães a tempo inteiro. Pois cada mãe tem um rosto. E este cantinho virtual está à vossa disposição. :)

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mães sem ordenado

Foi hoje publicado um estudo realizado no Reino Unido que concluiu que as mães e donas de casa a tempo inteiro trabalham cerca de 88 horas por semana. Basicamente o dobro do número de horas de expediente. O estudo revelou, também, que este trabalho a ser pago deveria corresponder a qualquer coisa como 50 000€ por ano. Qualquer coisa como 4 200€ por mês. Já imaginaram?
 
As mães que trabalham cumprem cerca de 40 horas semanais e outras 56 em trabalho doméstico. O que dá um total de 96 horas. E os seus ordenados são sempre inferiores aos dos seus maridos ou colegas homens.
 
No entanto, gostava muito de saber, em concreto, quem encomenda, quem faz, quem divulga estes estudos e com que objectivo. Para que as mães e donas de casa venham a ser ressarcidas por esse trabalho? E qual foi a base do cálculo que deu origem aos 50 000€? É que, para mim, há coisas que não se conseguem contabilizar.
 
Uma coisa é limpar a casa, cozinhar, passar a ferro, etc., etc. Outra coisa, é o amor com que uma mãe e dona de casa faz isso. A atenção. A dedicação. O investimento. A procura de resultados excelentes. A procura de um ambiente familiar de excelência. Os cuidados especiais na alimentação de acordo com cada membro da família. Os miminhos que se enviam numa lancheira para a escola. Os miminhos para o marido quando chega a casa.
 
E a falta de atenção para com estas mulheres? A falta de miminhos? Aquilo de que abdicaram em prol da família? Quanto custa isso?? O não ter tempo próprio. O não ter dinheiro próprio. O desrespeito pela sua disponibilidade. 24 horas por dia, 7 dias por semana. Quanto custa isso? Quanto? Saberá alguém fazer esse cálculo?
 
Há coisas que não têm preço.
Concordo com um valor mensal para estas mulheres. Concordo com a ajuda do estado nesta matéria. Mas nenhum! Nenhum dinheiro do mundo conseguirá pagar as emoções.

terça-feira, 25 de março de 2014

Criei um MONSTRO e não sabia! - Parte II

Pois... lembram-se deste post sobre o monstro da matemática? Aquele monstro que vive lá em casa, que não se dá por ele e que, de mansinho, revela-se quando menos esperamos?
Continua a brincadeira! Ah, pois é! Mas desta vez não fiquei assim tãããão surreendida, verdade seja dita!
 
Ora bem, aqui há uns dois meses atrás a professora da minha filha decidiu criar um jornal de parede na escola. Curiosidades, iniciativas culturais, fotografia, notícias e poemas, foi a recolha que pediu aos miúdos. Em casa lá andámos a pesquisar coisas sobre a freguesia e sobre o concelho. E ela, o monstro sobre o qual versa este texto, escreveu um poema.
 
Tudo bem, nada de mais. Coisa que faz com frequência e gosto. Levou-o para a escola. A professora pediu-lhe que o ilustrasse e quando fui à reunião de pais lá estava o dito todo engalanado exposto no jornal de parede. (Lindo de morrer, diga-se de passagem...)
 
O assunto morreu ali. Ou assim pensei.
 
Na 6.ª feira, a conversa habitual dentro do carro:
Eu: Correu tudo bem, hoje?
Ela: Sim...
Eu: Tens trabalhos de casa?
Ela: Claro!! (que chata que eu estava a ser)
Eu: E não tens mais nada para me dizer? (depois de perceber o seu ar de enfado)
Ela: Nada de especial. Ganhei um concurso de poesia...
Eu: O quê? Mas tu estavas num concurso de poesia? (mas isto agora é moda?? A miúda mete-se nas coisas e não diz nada??)
Ela: Não! Lembras-te do poema do jornal de parede? A professora mandou os poemas da turma para o concurso de poesia do agrupamento e eu ganhei.
Eu: Explica lá isso melhor... Do agrupamento ou da escola?
Ela: Do agrupamento!! (que chata, mãe!!, deve ter pensado)
Eu: E o que é que ganhaste?
Ela: Distinção! E vou receber um diploma.
 
Tudo dito, portanto. A professora envia os poemas dos alunos dela, são 5 escolas e a minha filha ganha. Mas onde é que isto vais parar?? :)

O poema? Não sei de cor. Mas começa assim:

Dias de chuva
 
Da janela do meu quarto
Vejo a chuva a cair
E dedico-me a escrever
Tudo o que estou a sentir
........ 
 
Acho que o júri se compadeceu com a falta de sol de eque padecíamos na altura.
Parabéns, amor
És o orgulho da mãe! Mas isso, eu já te disse...

segunda-feira, 24 de março de 2014

Sobre rodas

Andamos numa nova demanda.
 
A diferença de idades entre as crianças lá de casa faz com que andemos a repetir algumas coisas que fazem parte desta tarefa de sermos pais. Pois bem, desta vez o que é? Bicicleta!!
 
O mais pequeno já deixou o triciclo e agora anda de bicicleta. É vê-lo a acelerar e a aventurar-se. Agora sem mãos! Nãããõ!! Que ainda partes os dentes!! E estes são os diálogos possíveis perante tanta bravura. Ainda anda com as duas rodinhas de apoio, mas para ele esta conquista foi qualquer coisa de espectacular!
 
A irmã já teve direito a uma nova bicicleta. Adpatada ao seu tamanho. E, verdade seja dita, se hoje anda lindamente, sem rodas, deve-se à sua insistência. Queria porque queria largar as rodinhas. E até consegui-lo, não descansou! O mesmo se passou com a espargata. Andou, andou e desandou em treinos diários lá em casa. E, no dia em que conseguiu, foi uma festa!
 
Mas cada vez mais me convenço que as diferenças de comportamento entre rapazes e raparigas é algo... genético... A genica dele comparada com a inércia dela... ui, ui!! Consegue pôr toda a gente em sentido. E cheira-me que, se ela insistiu em aprender a equilibrar-se e chegou a esse nível aos 6 anos de idade, com ele será diferente... a ver vamos. Depois conto!
 

sexta-feira, 21 de março de 2014

Faroeste: inspiração para festa de aniversário

Depois da azáfama da minha amiga Z., de que vos falei aqui, na preparação da festa de aniversário do seu filho, foi a minha vez. Nada muito elaborado, mas tudo feito com muito amor e alguns pózinhos de perlimpimpim. E o tema da festa, qual foi? Faroeste!!

Não bastava ter um cowboy lá em casa, que às vezes se transforma num autêntico índio, ainda tive a "coragem" de convidar mais pequenos cowboys para uma tarde de brincadeira. Sim, porque o convite implicava trazer um acessório alusivo ao tema.

E porque correu bem, porque foi uma alegria ver o meu filho com os seus amigos a correrem, a interpretarem os seus papéis de bons e de vilões, porque vi nas suas caras que é possível cultivar a felicidade e a amizade com tão pouco, apenas com boa vontade, partilho convosco algumas fotografias para que possam inspirar-se.

O convite. Deixo-vos o modelo. Na parte branca escrevi o texto a meu bel prazer. :)



A mesa.
 
Reparem nas bandeirinhas que deram um toque especial à decoração.
À vista, os folhados de salsicha, o paté de atum, o queijo com doce de frutos silvestres,
o prato de queijos, chouriço e azeitonas e os sumos naturais.

Aqui, a minha especialidade! Cupcakes!
O amarelo é apenas corante alimentar. A cobertura é buttercream. Como é que se faz?
1 embalagem de manteiga sem sal à temperatura ambiente e açúcar em pó.
Bater com a batedeira. Ponho o açúcar e vou provando até estar no ponto! :)
 
Repararam nos cactos? Pormenor alusivo ao faroeste!
As amoras, claro, tinham de estar na mesa.
Para quem já me perguntou: iogurte natural (açucarado ou não), doce de framboesas e mirtillos
(uso o do IKEA que é di-vi-nal), morangos, amoras e groselhas por cima. Um must da cozinha!
 
O pormenor dos guardanapos.
Atrás, o prato das sandes e, ao fundo, quiche de frango.
 
Aspecto geral da mesa.
Na parede as bandeiras com o nome.
  
Aqui, doce de natas com bolacha maria e cobertura de cacau em pó e mousse de chocolate.

As flutes para o brinde, com groselhas.
E, ao lado, os copos e os guardanapos de reserva.

Uma prisão, claro!
E um cartaz que dava uma recompensa a quem encontrasse aquele cowboy.
O que uma caixa de cartão pode fazer pelas crianças... é demais!
Foi, sem dúvida, uma das atracções da festa!

O meu marido. O cowboy mor! :)
Com estas 5 canas, construímos uma tenda de índio.
Outra atracção da festa!
  
A minha querida e linda cowgirl a pôr o pano da tenda de índio!
 
Todos quiseram ajudar.
E a tenda ficou assim. 5 canas e um pano! Sucesso garantido! :)
 
Pois... alguém tinha de dar início à festa! :)
O pai também alinhou na brincadeira! :)
O chefe grande barriga! :)
  
O avô (o meu pai), encarnou a personagem! :)
O chefe grande nariz!! :)

  
A fotógrafa de serviço, a minha irmã!
Foi preciso arrancar-lhe a máquina da mão!

O bolo e o fogo de artifício, semelhante ao que sentimos no estômago durante o dia!
Foi uma tarde bem passada!
Tenho a impressão que o rapaz irá lembrar-se deste aniversário durante muitos e bons anos.
 
Aproveito para agradecer aos pais dos seus amiguinhos da escola que lhe proporcionarm uma tarde de brincadeiras fora do ambiente escolar e alinharam no tema. Aos pais do Caco, que estão à espera de mais um menino, aos pais dos dois M's. Agradeço à minha irmã que foi incansável. Tanto no dia anterior, na cozinha, como no próprio dia, na decoração do espaço e nas fotos. À tia Joana, que foi ao IKEA de propósito, comprar cactos e o doce de que vos falei. Ao avô Zé, que andou a apanhar canas para a tenda. A todos os amigos e familiares. Aos meus filhos, que são a minha alegria. E ao meu marido, um companheirão daqueles.
 
E como diria o meu filho (e especialmente para vós que me lêem):
Vai acima, vai abaixo e p'ró estôgamo! :)
 
Tchim-tchim!