segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O melhor do meu dia


Hoje isto está difícil... 
Foi um dia cheio!

Primeiro, escrevi um texto sem pensar muito nisso. 
Como habitualmente, partilhei-o e, à escala das minhas visualizações diárias, tornou-se viral! 
Depois, os comentários. 
Todos positivos. Todos de incentivo a uma escrita nua de preconceitos. Cheia de sentimentos partilhados. Uma escrita de identificação.

Mais tarde, um e-mail. Um e-mail com um convite.
Um e-mail de uma repórter da SIC a convidar-me para participar no programa "Boa Tarde" da SIC, no dia 5 de Fevereiro (3.ª feira). Aceitei.

Agora, o sentido de responsabilidade enorme que herdei desta minha paixão em escrever aliada ao passo que dei com a exposição pública neste blog. O sentido de alcance, que desconhecia. O sentido e dever de agradecer a todos os que me acompanham, a todos os que me descobriram hoje. De agradecer os comentários publicados, os comentários entre colegas e amigos. De agradecer por estarem aí.

Um dia em cheio.
Cheio de coisas boas!

A ti, Dux...

Escrevo-te depois de muito pensar, ouvir e ler sobre o que te envolve.
Não te acuso. Nem te defendo.
Tenho, apenas, algumas pequenas grandes certezas.

As pedras que os teus "doutores" carregaram, herdaste-as para o resto da tua vida.
A experiência de vida que quiseste proporcionar-lhes, virou-se contra ti.
Com isto, não te tornaste um homem.
Um dia, quando estiveres no lugar dos pais dos que partiram, vais pensar duas vezes sobre as experiências de vida que queres que os teus filhos tenham.
Um dia, quando os teus filhos entrarem na faculdade, não reconhecerás a um miúdo de capa negra a condição de Dux, de líder, pois aí perceberás que não há Dux's nesta vida.
Não voltarás ao Meco de ânimo leve.
Irás viver de dedo apontado até ao último dia da tua vida.
Não conseguirás viver.
Recomeçar, continuar, serão palavras que terão dificuldade em entrar no teu dicionário.

E, Dux, foste apanhado numa rede sem fios. Acreditaste numa tradição que, nos dias de hoje, já não tem o mesmo encanto. A praxe, Dux, vivia da conquista que era entrar na faculdade no tempo em que isso era um verdadeiro feito. Um garante de futuro. Em que só os melhores conseguiam. Em que, apenas e só, o mérito contava.

Pertences a uma geração com uma grande necessidade de afirmação. Uma geração que não conhece o peso das palavras trabalho, esforço, excelência, recompensa. Pertences a uma geração que foi levada ao colo. Sem adversidades. Pertences à tua geração. Aquela que decidiste marcar com uma experiência de vida que te custará a vida toda.

A ti, Dux, que tantas cartas abertas já recebeste, esta constatação. Esta constatação de uma mãe que também foi praxada.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Sósias

François Brunelle, o nome do momento no mundo da fotografia.
Este trabalho dele é, simplesmente, espectacular.
Juntou pessoas que não se conhecem de parte alguma. Pessoas sem grau de parentesco algum. Mas olhar para uma e olhar para outra é quase um reflexo.
Ora vejam.
 
(No fim, a minha sósia...)














E agora... eu!! E a Anna Netrebko!!

 



 
Sim, eu sei! Tenho imeeeennnnsooo glamour!
Mas daí a ser parecida com a Anna Netrebko, conforme me disseram...
Digam de vossa justiça!! :)
 
E vocês? Têm algum sósia?

Os meus, os teus e os nossos

Um novo léxico resultante das dinâmicas familiares que se registaram, cada vez mais, nos últimos anos. Os meus filhos, os teus filhos e os nossos filhos. Quando é que isto acontece? Quando um casal com filhos se separa. Quando um casal com filhos separadado refaz as suas vidas como novos parceiros, também eles com filhos. Quando dessa união nascem mais filhos.
 
O meu querido avô Francisco tinha 12 irmãos. Mas não eram todos filhos dos mesmos pais. Os meus bisavós ficaram, ambos, viúvos. Já não sei se foi a mãe ou o pai do meu avô que perdeu o/a companheiro/a, mas imaginemos que foi a mãe a ficar viúva. Viúva e com 5 filhos nos braços. Refez a sua vida com um viúvo que trazia 6 apêndices. Da união, nasceram mais duas crianças. Dois homens. Esses sim, irmãos de todos. Mas para o meu avô eram todos irmãos. Foi assim que foi criado. Foi assim que viveu com eles. Foi assim que chorou a partida dos que se lhe adiantaram.
 
Histórias destas não eram muito frequentes no tempo do meu avô. Quem enviuvava assim ficava até que a Sr.ª D. morte chegasse. Mas fico feliz por saber que, neste caso, não foi assim. O meu avô era do Alentejo. Do baixo. E, como bem sabemos, num meio rural ainda era menos comum. Uma história de amor. Feliz.
 
Actualmente poucos de nós conhecemos alguém que tivesse enviuvado ou divorciado com a ideia de viver sozinho para sempre. Eu não conheço. Conheço, isso sim, mães solteiras. Casais com crianças. Uns dele e outros dela.
 
Isto de amar os filhos dos outros tem que se lhe diga. Amar um filho que não é nosso... É preciso um coração do tamanho do mundo. Porque gerar um filho é gerar amor. Costumo dizer que só acreditei no amor à primeira vista quando vi um filho meu pela primeira vez. E ter um filho, gerar um filho, é gerar um compromisso. Sem contratos, papéis assinados. Com esse nascimento nasce tudo o resto. A paciência, a maternidade/paternidade, a alegria, a aprendizagem constante. Nunca estamos cansados, nada fica para depois.
 
Com os filhos dos outros, não sei como é. Mas aceitar uma situação dessas é louvável. Sair de uma relação com filhos para iniciar outra relação com os filhos dos outros, é louvável. Não é para todos. Mas é algo que acontece cada vez mais. Todos ficam a ganhar. Mais gente para amar.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

DIY #7

Há ideias tão simples, mas tão simples, que até chateia quando ficamos a conhecê-las e perguntamo-nos como é que não pensámos nelas antes. Este é um desses casos.
 
Grinaldas coloridas a partir de formas de papel. Eu facilmente fico apaixonadas pelas formas, ou melhor, pelos seus motivos coloridos. Tenho imenso cuidado ao escolhê-las . E uma grande dificuldade, confesso. Perco-me perante a oferta. A sua variedade.
 
Quando tropecei neste DIY encontrei a solução que procurava para dar outro uso às formas. Um bocadinho com cheiro a santos populares, é certo, mas uma solução prática, barata e funcional para decorarmos a nossa casa em dias de festa.
 
Ora vejam!

 
Então? Não tinha razão?
É mesmo giro. Em breve, vou experimentar. Lá para Março. Depois conto tudo.
Ah, não se esqueçam! Em tudo o que fizerem usem aquele ingrediente secreto de que já vos falei. Funciona sempre...
 
Do it yourself.
Atrevam-se!