terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Doação de cabelo

Fiquei impressionada. Pela positiva.
Não sabia que podemos doar cabelo ao IPO.
Não sabia que era assim, tão simples.
 
O IPO aceita doações de cabelo para utilizar em perucas destinadas a doentes que o perderam na sequência dos tratamentos. E é só seguir estes passos:
 
1.º o cabelo não deve estar pintado ou estragado
2.º deve ter um mínimo de 30 cm de comprimento
3.º deve ser cortado entrançado com um elástico em cada ponta ou em rabo de cavalo
4.º pode ser entregue no IPO às terças e quintas
5.º também pode ser enviado pelo correio
 
Só vos digo que não sabia que, em Portgal, também se fazia isso.
 
Se quiserem mais alguma informação, liguem para lá e confirmem o que vos disse. E esclareçam outro aspecto de que não me tenha lembrado (21 722 98 00).
 
É claro que isto suscitou o meu interesse. Comecei a pesquisar e encontrei outros dois casos muito interessantes neste domínio. Primeiro o Locks of Love nos Estados Unidos. Para crianças. É um bocadinho arrepiante. E comovente.
 
Depois, o Little Princesses, no Reino Unido, também para crianças e que mereceu este prémio.
 
 
Isto é assim qualquer coisa de espectacular. Nunca me tinha lembrado de tal coisa.
E não sei se um dia não irei precisar...

A garrafa, pelas mãos da MILK


MILK, um conceito que adoro!
Money, Id, Lipstick & Keys.
 
Um blog escrito pela Ana Burmester, uma mulher bem resolvida, com um homor fantástico, com uma escrita envolvente.
 
Deixo aqui o link para o seu post sobre o projecto "A garrafa".
Obrigado Ana. Por tudo.


MILK

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Com as pernocas ao léu!

Foi ontem, o dia de andar no metro sem calças.
Estranho? Não tinha ouvido falar? Já? Eu não! Mas a ideia é gira. Quer provocar sorrisos na cara das pessoas. Dos que estão vestidinhos, claro! Que o frio de Janeiro não é para menos. Vários estudos indicam que os Lisboetas estão cada vez menos sorridentes (porque será?) e, por isso, lá aderimos a esta ideia americana.

Trata-se de um movimento que teve início em Nova Iorque no ano de 2002 pela mão da ImprovEverywhere. Em Lisboa a iniciativa já vai na 5.ª edição e é organizada pela ImproveLisboa.

Só para se rirem um bocadinho e para ajudarem a contrariar as estatísticas.
As fotos são da Agência Reuters.(o que diria a minha querida avó se estivesse cá para ver isto...)



Feira Popular? O que é isso?

Fiquei sem palavras.
Não o demonstrei, mas fiquei sem palavras.

- Conheces a senhora horrorosa do labirinto do terror?
Fiquei a pensar por breves segundos...
- Conheço!
- E tens medo?
- Quando ía lá não passava sem entrar. Mas tinha sempre medo! - respondi, certa de que tinha encontrado uma parceira que, ao viver a sua infância, avivava-me memórias.
- O quê?!? Quando ias onde?!?
Oi? A cara da miúda fazia adivinhar que não estávamos a falar da mesma coisa.
- À Feira Popular! Quando ía sabia que ía ter medo, mas não deixava de entrar na casa do terror. - respondi.
- À Feira quê? O que é isso?
Uou! Então?!? O que é isso?!? A minha cabeça entrou num looping momentâneo. Rapidamente me dei conta... fecharam a feira e eu estava a falar com uma criança...
 
Foi no Domingo. Dia de ter as amigas da minha filha lá em casa. Um entusiasmo daqueles. Às tantas uma delas veio com esta conversa. Juro que pensei que ela estava a falar da casa do terror na Feira Popular. Juro que fiquei sem palavras, quando ela demonstrou não saber do que falava. Tentei perceber. Afinal, o tema era o filme "Exorcista". (muito à frente)
 
A senhora do labirinto do terror... não sei muito bem o que é... talvez uma personagem do filme. Confesso que nunca o vi do princípio ao fim. E do que vi não tenho memória. Não é o tipo de filme que me inspire.
 
Mas tenho memória da Feira Popular. Não desta, que abre de ano da ano. Mas daquela que existia quando era miúda. Da casa do terror. Tinha tanto medo e sempre tanta vontade de entrar. E a casa dos espelhos? Era ver-me como nunca. Elegante, gordíssima, desfigurada. Um fartote de rir. :)
 
A minha primeira vez foi lá. Calma!! A minha primeira vez na montanha russa. Mínima, é verdade! Mas à escala dos meus verdes anos, um monstro!! Antes de ter o looping. E repeti com o looping. Com o meu pai ao lado. De que nada me valeria se a coisa corresse mal.
 
A Feira Popular. Ai a Feira Popular!
O algodão doce. As pipocas. As maçãs caramelizadas. Os sacos de torrão. A excitação dos divertimentos.
 
A construção de memórias de um espaço e de um tempo que não volta atrás. De um espaço e de um tempo em que os meus olhos exacerbavam qualquer realidade. A de um espaço e de um tempo de pura diversão, com os nossos pais só para nós.
(a minha irmã também ía connosco, claro)
 
E hoje? Que criança dos tempos de hoje irá lembrar-se disso?

A garrafa, pela mão da Gaveta do Imaginário Desfiado



Sei que estou em falta.
Que ainda não desvendei a proposta da Garrafa. Que ainda não contei como correu no sábado. Mas já começam a registar-se ecos.
 
Hoje, o eco deste blog espectacular. Cuja autora, é um doce de pessoa.
Cliquem na imagem e fiquem a conhecer a opinião de quem esteve presente!


GAVETA DO IMAGINÁRIO DESFIADO
A imagem do blog