segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Com as pernocas ao léu!

Foi ontem, o dia de andar no metro sem calças.
Estranho? Não tinha ouvido falar? Já? Eu não! Mas a ideia é gira. Quer provocar sorrisos na cara das pessoas. Dos que estão vestidinhos, claro! Que o frio de Janeiro não é para menos. Vários estudos indicam que os Lisboetas estão cada vez menos sorridentes (porque será?) e, por isso, lá aderimos a esta ideia americana.

Trata-se de um movimento que teve início em Nova Iorque no ano de 2002 pela mão da ImprovEverywhere. Em Lisboa a iniciativa já vai na 5.ª edição e é organizada pela ImproveLisboa.

Só para se rirem um bocadinho e para ajudarem a contrariar as estatísticas.
As fotos são da Agência Reuters.(o que diria a minha querida avó se estivesse cá para ver isto...)



Feira Popular? O que é isso?

Fiquei sem palavras.
Não o demonstrei, mas fiquei sem palavras.

- Conheces a senhora horrorosa do labirinto do terror?
Fiquei a pensar por breves segundos...
- Conheço!
- E tens medo?
- Quando ía lá não passava sem entrar. Mas tinha sempre medo! - respondi, certa de que tinha encontrado uma parceira que, ao viver a sua infância, avivava-me memórias.
- O quê?!? Quando ias onde?!?
Oi? A cara da miúda fazia adivinhar que não estávamos a falar da mesma coisa.
- À Feira Popular! Quando ía sabia que ía ter medo, mas não deixava de entrar na casa do terror. - respondi.
- À Feira quê? O que é isso?
Uou! Então?!? O que é isso?!? A minha cabeça entrou num looping momentâneo. Rapidamente me dei conta... fecharam a feira e eu estava a falar com uma criança...
 
Foi no Domingo. Dia de ter as amigas da minha filha lá em casa. Um entusiasmo daqueles. Às tantas uma delas veio com esta conversa. Juro que pensei que ela estava a falar da casa do terror na Feira Popular. Juro que fiquei sem palavras, quando ela demonstrou não saber do que falava. Tentei perceber. Afinal, o tema era o filme "Exorcista". (muito à frente)
 
A senhora do labirinto do terror... não sei muito bem o que é... talvez uma personagem do filme. Confesso que nunca o vi do princípio ao fim. E do que vi não tenho memória. Não é o tipo de filme que me inspire.
 
Mas tenho memória da Feira Popular. Não desta, que abre de ano da ano. Mas daquela que existia quando era miúda. Da casa do terror. Tinha tanto medo e sempre tanta vontade de entrar. E a casa dos espelhos? Era ver-me como nunca. Elegante, gordíssima, desfigurada. Um fartote de rir. :)
 
A minha primeira vez foi lá. Calma!! A minha primeira vez na montanha russa. Mínima, é verdade! Mas à escala dos meus verdes anos, um monstro!! Antes de ter o looping. E repeti com o looping. Com o meu pai ao lado. De que nada me valeria se a coisa corresse mal.
 
A Feira Popular. Ai a Feira Popular!
O algodão doce. As pipocas. As maçãs caramelizadas. Os sacos de torrão. A excitação dos divertimentos.
 
A construção de memórias de um espaço e de um tempo que não volta atrás. De um espaço e de um tempo em que os meus olhos exacerbavam qualquer realidade. A de um espaço e de um tempo de pura diversão, com os nossos pais só para nós.
(a minha irmã também ía connosco, claro)
 
E hoje? Que criança dos tempos de hoje irá lembrar-se disso?

A garrafa, pela mão da Gaveta do Imaginário Desfiado



Sei que estou em falta.
Que ainda não desvendei a proposta da Garrafa. Que ainda não contei como correu no sábado. Mas já começam a registar-se ecos.
 
Hoje, o eco deste blog espectacular. Cuja autora, é um doce de pessoa.
Cliquem na imagem e fiquem a conhecer a opinião de quem esteve presente!


GAVETA DO IMAGINÁRIO DESFIADO
A imagem do blog

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dicas com amoras #2/52


Oláááááá!!

O fim de semana está de volta. E o Dicas também! E o bom tempo. E a boa disposição. E a vontade de sair de casa, que isto de ficar a hibernar é para os ursos. Por isso, vamos a eles!
Com a família, com os amigos, com-os-mais-que-tudo, sozinhos... é preciso é ir! Que o tempo, esse, não volta atrás.
Bora lá! :)



Na FIL o que é que temos? A Diverlândia. Vai abrir mais três dias. De hoje até Domingo, das 15h00 às 23h00. Já foram? E gostaram? Eu não fui. Na altura do Natal a oferta é tanta que não há tempo (nem dinheiro) para tudo! Por isso acho que foi uma boa ideia abrir as portas de novo desta mini feira popular. E tem sempre a vantagem de ser num sítio fechado, uma vez estarmos em pleno mês de Janeiro.



E amanhã que tal irem à Feira da Ladra?
Até às 13h00. Nunca se sabe! Às vezes encontram-se verdadeiras pechinchas. E na volta passem pelo LxMarket, no LxFactory. Entre as 11h00 e as 18h00 irá decorrer o mercado de 2.ª mão. Roupa, acessórios, calçado, brinquedos, livros... há de tudo um pouco.


Já conhecem o conceito do Teatro Rápido? São 15 minutos de representação. Uma espécie de aperitivo desta forma de expressão que, como dizia Almada Negreiros, é o palco de todas as artes. Neste fim de semana (e até 31 de Janeiro) está em cena "O sôtór é que sabe". A primeira sessão começa às 18h20 e a última às 20h25. Para maiores de 12 e o bilhete custa 3€.

E que tal porem em dia os contactos que estão para fazer há não sei quanto tempo? Ao amigo, à amiga, ao primo, à tia, ao avô, ao colega de escola, à pessoa com quem estão em falta. Vá! Liguem! Marquem um café! Uma visita! Não deixem para depois...

Eu tenho um encontro muito especial amanhã. Vai arrancar o projecto da "Garrafa". Nesse encontro também estarão alguns bloggers reconhecidos e leitores de quem muito gosto! Vai ser no café Doce Lima, às 15h00, em Porto Salvo! Querem vir? Bora! Tragam uma garrafa e uma caneta. Juntem-se a nós.

Também tenho cupcakes para fazer este fim de semana. E tenho que dar um jeito à casa. E à roupa. E abrir as janelas para a casa respirar. E passar por aqui para ir dando novidades. Do encontro offline e dos cupcakes. Prometo que ponho fotografias.

Façam o que quiserem.
O que vos der na real gana.
Mas façam destes dias, os melhores da vossa semana. A segunda do ano.
E depois? Contem-me tudo!


quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Dos miúdos e DIY #5

Fim de semana de crianças em casa, no Domingo. Amigas dela, mais precisamente. Estava em falta. Vai ser almoço e lanche. E para quem sobra? Para a mãe, claro! Mas não me importo nada. Se há coisa de que os miúdos gostam é de receber em suas casas os amigos. E se há coisa que eu faço questão é de "cozinhar" memórias. Tanto para a minha filha, como para as suas amigas.
 
Lembro-me de ser miúda e de adorar quando as minhas amigas íam lá para casa. Naquele tempo pouca coisa mais havia para fazer. Nada de cinemas. Nada de centros comerciais. Nada de saídas com os amigos. Por isso, ir para casa de alguém ou ter alguém lá em casa, era uma festa.
 
A casa dos meus pais tinha um quintal e foi nesse quintal que vivi dos momentos mais felizes das nossas brincadeiras. A minha amiga S., (ainda hoje a minha grande amiga) morava na mesma rua. E no meu quintal brincávamos com alguidares de água para dar banho às bonecas. Fazíamos o pino. Inventávamos coreografias. Jogávamos com raquetes. E lanchávamos. Sempre a mesma coisa. Um copo de leite frio. Uma carcaça branca com manteiga e queijo. Na loucura, punhamos um bocadinho de açúcar dentro do pão. E ainda hoje quando falamos nisso ficamos com a boca cheia de água. Já não há pão como aquele.

Nesse tempo, não havia cupcakes. De vez em quando um pastel de nata. Um bolo seco do padeiro. Mas bastava-nos isso.

Agora, sou eu a mãe. E sim, vou fazer cupcakes para os miúdos (que o mais pequeno também vai andar por lá). E sim, espero que um dia elas falem com saudades destes tempos. Com memórias dos cupcakes, dos lanches e das brincadeiras em minha casa.

Fica aqui um misto de memórias e DIY.
 
 
Do it yourself.
Atrevam-se!