sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Show must go on!

Estou a começar a sentir-me como em todos os finais de ano.

Arrumei a casa, dando lugar aos novos hóspedes do quarto deles. Fico contente por terem aceite a minha ideia de abdicarem de um brinquedo por cada novo brinquedo recebido (vejam aqui). Já está tudo empacotado para oferecer a quem não tem brinquedos.

Aproveitei a deixa e deitei fora o que estava a incomodar-me. Olhei para as coisas e perguntei-me há quanto tempo é que não as usava. Havia demasiado tempo. O destino foi certo. E quem me conhece sabe que não faço arrumações sem mudar a disposição da mobília.

Sala mudada. Quarto das crianças mudado. Parece que tenho uma casa nova.

As coisas, para mim, existem apenas se tiverem uma função. Não acumulo tralhas. Não gosto. Sou prática e faço por utilizar o que tenho e ter apenas o que utilizo. Ao longo do ano faço este exercício várias vezes. E, no final do ano, é certinho, direitinho! :)

Depois da quadra que acabámos de viver, a vida continua. Tem de continuar!
Janeiro é um mês longo. Dias chuvosos, invernosos, com pouca luz. Noites compridas e o tempo que teima em não passar. Não fiquemos à espera, apenas, que o tempo passe (não gosto de fazer isso). É preciso agir!

Já estipulei alguns objectivos que quero concretizar em 2014 e Janeiro será o mês de arranque. É preciso planear, listar, organizar, pensar para concretizar. E, por isso, termino Dezembro com a casa no sítio, algumas gavetas organizadas (só faltam os roupeiros), caixas de arrumações novinhas em folha (talvez fosse melhor etiquetá-las), agenda em punho e ideias a efervescer.

A vida continua. Tem de continuar!
Vou começar o ano com a promessa de que Janeiro será o primeiro de 12 meses em que o meu salário terá um corte radical. Pouco animador, confesso. Desolador... Incompreensível... Tenho a sensação que vou passar a receber uma factura e não um recibo de vencimento... Mas isso obriga-me a reinventar-me. E é isso que vou fazer.

A vida continua. Tem de continuar!
É preciso ter um plano. Um objectivo. Partilhado ou não. Mas uma meta a alcançar para que os nossos esforços se direccionem. Para que não gastemos as nossas forças em vão. É preciso repensar as coisas? Então repensemos. Façamos um exercício diário. Estudemos o que nos rodeia. Como vivemos. Com quem nos damos. Como trabalhamos.

Não podemos abrandar o ritmo só porque Janeiro é um mês muito longo. Se se mantiverem ocupados, garanto-vos: o mês será bem mais curto!

A vida continua. Tem de continuar!
Eu já estou em marcha!
Espero que façam o mesmo!

Não pode a crise vencer-nos. Não pode a doença, a morte, o desespero tomar conta de nós. Não pode a incerteza invadir-nos o coração. Nem a tristeza. Cada um de nós tem tudo para que tudo se resolva. Basta encontrar um equilíbrio entre o que se quer e o que se está a fazer para atingir esse objectivo.

The show must go on! That's sure!

É à escolha do freguês! (o último)

Começa amanhã o último fim-de-semana do ano! E esta rubrica que vos dá dicas de como preencher os melhores dias da semana está também a terminar... Não se trata de terminar porque 2013 está no fim ! Está a terminar porque em Janeiro dará lugar ao "Dicas com amoras".

Continuarei a destacar alguns programas para fazer sozinho, com amigos ou com a família. Sempre à sexta-feira, no mesmo formato. Mas com outro nome. Rebaptizo, assim, este compromisso.

E, é claro, a 4 dias de 2014 hoje só podia trazer aqui dicas para o revéillon.

Um pouco por todo o país haverão festas gratuitas nas ruas, largos, baías, praças, avenidas. Em locais emblemáticos de cada cidade. Nas casa de espectáculo também há programas para todas as bolsas e tenho a certeza que serão muito os que ficarão por casa com amigos ou com família. 

Ainda há quem fique a trabalhar, pois assim tem de ser. Show must go on! Mas o espírito de final de ano, esse, tenho a certeza que estará presente em cada um de nós!

O Hard Rock Café de Lisboa oferece música, jantar, ceia e champanhe. Ainda não divulgou os preços, mas aqui têm toda a informação necessária.

Se quiserem dar uma escapadela ao Terreiro do Paço, às 22.00 começa o espectáculo com Herman José, seguido do DJ André Henriques. Segue-se o tradicional fogo de artifício e Pedro Abrunhosa a arrancar com o novo ano. Tudo gratuito, como sempre!

Na Cidadela de Cascais também há programa. E olhem que não é nada de deitar fora! Muito acessível! Depois há sempre festa na Baía de Cascais.

No Porto, na Avenida dos Aliados, também há rambóia, claro! Quinta do Bill, Azeitonas, DJ Fernando Alvim e fogo de artifício.

Façam o vosso próprio fogo de artifício. Divirtam-se. Despeçam-se deste ano com glamour. Não se esqueçam das passas, e de subir a um banco, e da lingerie azul, e de dar um beijo à meia-noite! Não se esqueçam que vem aí mais um ano. Mais 365 novas oportunidades.

Façam o que vos der na real gana!
Mas façam o favor de serem felizes!

Até Janeiro de 2014 com o "Dicas com amoras"!

Four thousand and go!

Os Contos com amoras já passaram das 4000 visualizações.
Enche-me o coração saber que mais de 4000 vezes os meus textos foram lidos. Mais de 4000 cliques neste blog que é assim uma pequena grande paixão que este ano começou a crescer dentro de mim.

Gosto de escrever. Desde que comecei a desenhar os primeiros caracteres. E já antes disso gostava de contar histórias. Pelas ilustrações dos livros.

Lembro-me de um episódio em casa da minha avó quando ainda era muito pequena. Aquilo marcou-me.
Estava de visita uma prima do meu pai. Uma prima médica, a Aline. E o orgulho e admiração que todos tinham por ela era e é contagioso. Apesar de ainda muito pequena, já eu sentia que ela era uma pessoa muito especial e bem amada por todos.

Naquele dia, quando ela chegou, fui buscar os meus livros dos Estrunfes e segura de mim abri-os em cima do colo dela e comecei a contar-lhe histórias.
- Mas ela já sabe ler? - perguntou a Aline aos presentes.
- Não! Mas gosta de contar histórias.
- Olhem que esta miúda vai longe. - rematou.

Não sei até onde é que ela esperava que eu fosse, mas aquilo marcou-me. Vindo de alguém que, realmente, tinha ido longe... aquilo marcou-me...

Ao longo da vida partilhei alguns textos, sobretudo aqueles que escrevi de propósito para alguém que fazia anos ou, por outro motivo qualquer, entendi que devia dedicar algumas palavras.

Mas esta partilha que os Contos me proporcionam é muito maior do que alguma vez imaginei.

Quem passa por aqui e também escreve em blogs percebe o que digo. Cada número a aumentar, cada comentário, cada contacto, alimentam esta paixão. Deixam-nos um formigueiro no estômago. Deixam-nos com uma pequena excitação pela prova recebida.

Muitos mais são os que passam por aqui e não deixam rasto (ou assim pensam). Mas os Contos estão para continuar! Com novidades em Janeiro. Com a certeza de que são vocês que o alimentam

Obrigado. Muito obrigado!

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A toalha da minha tia!

Sou de uma família de costureiras. As minhas tias e a minha avó passaram uma vida de volta das máquinas de costura. Passei muito tempo da minha vida com elas, sobretudo na minha infância e, claro, ficou cá o bichinho.

Não pego na máquina, mas pego na agulha, nas linhas, na tesoura e no que for preciso coser. Também já peguei em feltro e noutros tecidos lindos que, só de olhar, dá vontade de fazer qualquer coisa, de criar. Mas não faço roupa com moldes, isso não! Dou uns toques...

Reconheço alguma terminologia linguística, fruto de tantos anos de convivência (alguma coisa tinha de aprender). Reconheço alguns tipos de máquinas de costura, agulhas, entre outro hardware. E, como calculam, ganhei muitos vestidos e tailleurs feitos a pensar em mim, à minha medida (qual Claudia Schiffer).

Mas os tempos mudaram. No meu tempo de infância, ainda se mandavam fazer vestidos. Mas nos meus tempos de jovem adulta já as Zaras espanholas tinham invadido o nosso mercado, roubando trabalho às nossas costureirinhas.

Estas, reinventaram-se. Começaram a surgir lojas de arranjos. Acertos de baínhas, colocação de fechos, puxa e estica a manga. Muitas vezes os arranjos eram autênticos makeovers nas peças, tal a qualidade da sua confecção. 

Também aqui a espuma dos dias deu um ar de sua graça. O nosso guarda-roupa passou a ser descartável. O que outrora servia de anos para anos, de irmãos para irmãos, de primos para primos (em alguns casos de pais para filhos - com os devidos reparos), deixou de servir... passou a estar démodé...

As minhas tias, claro está, não escaparam a estes novos maneirismos. E, claro, deixei de pedir-lhes que me fizessem roupa. Apenas alguns arranjos.

Os anos foram passando. A distância não foi amiga dessa continuidade. E quando é preciso, vai-se ali à loja da esquina. E, assim, esqueci-me desse tesouro que é ter mãos de mestre disponíveis para nós.

Até há duas semanas atrás!
Tocou o telemóvel. Era a minha tia mais nova! Queria as medidas da minha mesa de jantar para confeccionar uma toalha. Sim, confeccionar. Não comprar!

Hoje, recebi-a. Coloquei-a na mesa. Está linda. E o seu valor acrescentado torna-a única. Hoje e para sempre. Com o desembrulhar do pano, soltaram-se memórias. Casas com o constante burburinho da máquina a costurar. Linhas no chão, e na roupa, e nas mesas, e em todo o lado. Uma agulha marota que nos despertava quando menos esperávamos. Um dedal sempre a postos. Um conhecimento profundo sobre os panos. E uma disponibilidade constante, nem sempre valorizada.

A toalha da minha tia, trouxe-me muito mais que o seu bom gosto e a sua arte. 
Sempre que a utilizar para receber, tenho a certeza que irá sair naturalmente:
- Esta toalha foi a minha tia que fez.
Um pequeno grande orgulho que sinto cá dentro em ter coisas feitas a pensar em mim por pessoas que amo profundamente.

Hoje e sempre!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Missão cumprida

É assim que me sinto a pouco mais de 6 horas de terminar, oficialmente, o Natal de 2013.

Consegui preparar tudo a horas, fazer as compras certas, na hora certa, para o destinatário certo, dentro de um certo orçamento. Fico contente por não ter derrapado, mas fico triste por não ter podido chegar mais longe... Cortei nos adultos, acertei pormenores com amigos, e a minha destreza na gestão orçamental, com truques e aproveitamento de vales, levou-me a gastar 83 cêntimos nos presentes para os meus filhos. E esta, hein?

É preciso fazer contas à vida, sem dúvida nenhuma. E, também, aproveitar todos os que nos rodeiam para gerir bem os presentes que as crianças irão receber. Os avós, os tios e os padrinhos. Esses são os nossos parceiros privilegiados nessa gestão. Uns compram uma coisa. Outros compram outra. Dentro do possível, dentro do que as crianças querem e que lhes faz falta, e as prioridades de roupa e calçado próprias da época ficam por nossa conta, para depois do Natal, para a época de saldos.

Mostrar às crianças que o Natal não é uma época de abundância, é impossível! Os presentes continuam a ser muitos! Em cada casa, uma mesa cheia! Mas tentemos mostrar-lhes que há crianças como elas que não têm a mesma sorte!

Cá por casa, a assinalar:
- Por cada brinquedo recebido, um brinquedo antigo será dado a uma instituição. A mais velha, concorda. Percebe. E não se importa. O mais novo... talvez consiga convencê-lo pelo exemplo da irmã...
- A roupa que já não serve, terá novos destinatários. Vamos dar uma volta aos armários e listar o que faz falta para que os saldos sejam bem aproveitados. Dele, são quatro os pares de ténis que vão direitinhos para um amigo;
- Eu e o pai trocámos um único presente. Inicialmente, nem isso estava previsto. Mas surpreendemo-nos mutuamente (e soube bem).

O espírito de paz e alegria sentiu-se em cada casa. Em cada Natal que tivemos. E foram três. Na casa dos avós paternos, na casa dos avós maternos e na nossa casa.

Recebemos e trocámos mensagens. Fomos ao cinema, ao circo, passear por Lisboa, jantar à Trindade, ver o circo de Luz, ao Politeama (ela, com a escola) e à Aldeia Natal (ele, com a escola). Jantámos com amigos (eu e o pai) e hoje, tal como quando éramos crianças, terminamos o dia em casa, à lareira, de pijama, a brincar, a experimentar os presentes recebidos, a construir memórias de tempos difíceis, mas muito mais fáceis do que no tempo da infância dos nossos pais.

Natal, até para o ano!