segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DIY #1

Com o aproximar da noite de Natal e com a excitação dos miúdos a começar a perder o controlo, comecei a perceber que era melhor pôr mãos à obra! Mesmo porque as coisas têm de ser feitas e apesar da falta de espírito natalício, há crianças em casa! Logo, é preciso dedicar algum tempo a isto.

Ao dar início aos trabalhos, começam a surgir ideias. Como sempre! 

Há umas semanas atrás comprei um papel simples, simples, no IKEA. Branco com listas vermelhas. Básico, para conseguir dar um toque personalizado.

Vamos ver o que lhe fiz.

Usei:
- o papel de que falei
- fita dourada
- azevinho de plástico
- fita de tecido vermelha com bolinhas brancas
- purpurinas douradas
- fio de arame dourado
- fita cola
- tesoura

Resultou nisto!
Prendi o azevinho ao laço de tecido.
As purpurinas apliquei-as sobre o azevinho.
Foi este o resultado!

O laço ao pormenor.

Este embrulho foi pensado para uma bebé de 1 ano.
Não usei papel de rolo. Usei um saco de papel que abri para fazer o embrulho. De que é que precisam?
- saco de papel
- tesousa
- ráfia rosa
- naperon de papel branco
- fita cola

Como vêem na imagem, cortei o naperon de papel ao meio e envolvi com a ráfia rosa.

Aqui, uma moldura para um adulto.
O resto do saco de papel e um apontamento no canto.
O menos, é mais!

Não é preciso muito para personalizar um presente! Nem é preciso gastar muito dinheiro. Basta ver bem o que temos em casa e aproveitar com alguma originalidade e criatividade.

Acredito que um presente com um embrulho personalizado ganha muito. Quem o recebe acaba por receber, também, um bocadinho de nós, do nosso tempo, da nossa dedicação. É impossível não esboçar um sorriso, não perguntarem como é que o fizemos, não ter interesse pelo nosso trabalho.

Com isso estamos a partilhar, a dar um bocadinho de nós e a aquecer o nosso coração e o dos nos amigos e familiares.

Tenho apenas cuidado quanto ao destinatário do presente. Se é uma criança, se é um adulto. Uma mulher ou um homem. De resto, depois de determinar o que vou fazer, sigo a mesma linha. Sim, porque para o ano há mais!

Com esta partilha inauguro uma nova rubrica deste blog: o Do It Yoursef.
Fico à espera das vossas ideias!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

É à escolha do freguês! (21 e 22 de Dezembro)

Meus queridos, como estão?
Mais um final de semana com as dicas do amoras!
Já têm tudo pronto para o Natal? Ainda não? Já? E tempo para uma escapadela, ainda há?
Se calhar não era má ideia desanuviar da azáfama destes dias...
 
Deixo aqui umas sugestões!
 
A Escola de Dança do Conservatório Nacional apresenta o bailado "Quebra-Nozes" no Domingo, às 16.0. Será no Teatro Camões e dos 3 aos 18 anos os bilhetes têm um desconto de 50%. Espreitem aqui todas as informações. Sem dúvida, um programa de família mesmo a preceito para esta época. Aproveitem a deslocação para passear pelo Parque das Nações.
 
E quem é que já foi ao Terreiro do Paço assistir ao Circo de Luz? É lindo de se ver. E gratuito. De segunda a sexta há sessões entre as 19.00 e as 22.00. Ao fim de semana e no dia 25 entre as 18.00 e as 22.00. É um deslumbramento visual que enaltece a paisagem e a arquitectura da praça mais bonita da Europa.
 
Se ficarem por casa não deixem de espreitar este vídeo. Uma comovente homenagem a Madiba num espaço inusitado, mas de uma qualidade indiscutível, pelo Woolies and Soweto Gospel Choir. Fiquei comovida. Arrepiada.
 
Não faço mais propostas para este fim de semana. A mim, calha-me trabalhar, um jantar com amigos no Sábado, um espectáculo no Domingo com a família.
 
Façam o que vos der prazer!
Façam o que vos der na real gana!
Mas não deixem nada por fazer!
 
Deixo-vos uma imagem. Um pequeno mistério para as crianças. As crianças que fomos um dia!
 


Créditos a Sara Kelly | Pinterest
 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Pára tudo!

É Natal!
E se há altura do ano em que pára tudo, é no Natal! E em Agosto, claro!
Este país entra em estágio. As pessoas tiram férias na semana antes do Natal, na semana do Natal e na semana seguinte ao Natal.
 
Não consigo perceber isto. É que tirar férias para ficarem por casa, porque ainda é preciso gastar mais uns euros em prendas, em comida, em roupa... não percebo... Nestas férias os que vão à terra fazem-no em dois ou três dias e depois, pronto, cá estão sem nada de especial para fazer. Mas, é Natal, e no Natal tiram-se férias...
 
E quem está a trabalhar vê-se aflito para resolver alguma coisa.
"Ah, e tal! A/o colega está de férias e eu não sei do que está a falar..."
"Ah, pois... mas não sou eu que estou com esse assunto e o/a colega está de férias..."
"O melhor é mandar isso para a/o minha/meu chefe. É que para a semana eu vou estar de férias e, assim, ela/e dá isso a outra pessoa." Ou seja, ainda não está de férias, mas já está em estágio para entrar de férias.
 
Eu também vou ter férias, é verdade. Dois dias, pois os miúdos não têm escola e ir trabalhar seria difícil. Não consigo resolver nada sozinha...
 
Consigo encontrar aqui algumas vantagens (para quem está a trabalhar):
 
- há muito estacionamento!!
- não há trânsito!!
- consigo almoçar sossegada, sem muita gente à volta!!
- consigo sair a horas!!
 
De resto... a vida continua minha gente!
É Natal, é verdade! Mas a vida continua!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O dia em que perdi a minha identidade! (passei a ser mãe do porteiro e do motorista)

Foi há sete anos atrás! Em Setembro!
Daí para cá, nunca mais voltei a ser eu! E não. Não foi no dia em que fui mãe. É verdade que depois dessa experiência andamos ali uns meses mais ou menos desaparecidas das preocupações de quem nos rodeia. O bebé, o bebé!! E, nós, que apenas estamos ali para o bebé... ninguém se interessa por nós...
 
Mas isso passa tudo! Aos poucos recuperamos o nosso papel na vida dos outros. Os avós começam a falar connosco, os pais lembram-se de que, afinal, além do bebé também nós precisamos de atenção (quanto mais não seja porque já tivemos dois ou três ataques de loucura) e os amigos começam a perceber que continuamos as mesmas pessoas que eramos, com a mesma capacidade de diálogo e de socialização.
 
O pior, pelo menos quanto a mim, foi a primeira experiência colegial. Com dois anos de idade lá foi a rapariga para o colégio. E no preciso instante em que ponho um pé para lá da porta da entrada, cheia de receios, com as lágrimas a quererem rebentar, com um nervoso miudinho a consumir-me por dentro, a transparecer uma falsa segurança, própria de quem vai deixar a sua filha, pela primeira vez, com pessoas que não conhece, com crianças que não conhece, numa sala e numa casa que não conhece, eis que oiço um sonoro:
- Bom dia, mãe! - vindo de um senhor, o porteiro, com idade para ser meu avô.
"Oi?!?" - pensei. "Isto é para mim?!?"
 
Só podia ser para mim. Não estava ali mais ninguém. E a mãe do senhor muito dificilmente ainda seria viva. Respondi-lhe, educadamente, mas ainda com dúvidas sobre aquele cumprimento. Ao subir as escadas, de novo:
- Bom dia, mãe! - uma senhora que, pela idumentária, fazia a limpeza do espaço. E por aí fora, até chegar à sala.
 
A coisa foi estranha para mim. De repente passei a ser mãe de toda a gente. Do porteiro, do motorista, da senhora da limpeza, das educadoras, das auxiliares, da cozinheira, da enfermeira, da coordenadora e da directora.
 
Uma família gigante, aquela. Uma família, a que ganhei. Graças a Deus não preciso de dar presentes de Natal a todos esses filhos herdados pela minha nova condição, mas ao longo destes sete anos dei o que pude para ajudar na concretização dos projectos. Contribuí com a oferta de livros novos, com doação de brinquedos e de roupa, na preparação de festas (sim, eu sei fazer pinturas faciais), entre mil e uma coisas que diariamente movem aquela família. A minha outra família que durante anos foi minha parceira na educação da minha filha e que continua a sê-lo, na educação do meu filho.
 
Deixei de ter nome. Perdi a minha identidade. Passei a ser a mãe de todos. Custou-me esta ideia. Habituar-me a isso, confesso, não foi fácil. Já tinha pensado sobre o assunto, mas também já me tinha esquecido pelo hábito. Até ao dia de ontem.
 
Ontem, não percebi como nem porquê, uma educadora tratou-me pelo meu nome. Já me conhece há muitos anos. Sabe que sou mãe de todos. E essa familiaridade quebrou-se. Pelo menos com ela. E, estranhamente... isso foi estranho...
 
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Foi o que se passou comigo. Perdi a minha identidade para uma família de mães e profissionais da educação que fazem um trabalho diário extraordinário. Hoje, não me importo com isso. Entranhou-se.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Grávida?!? De novo?

É verdade! Publicidade à parte, este vídeo espelha bem a felicidade que senti quando descobri que estava grávida. Vejam até ao fim! É apenas 1 minuto e pouco e vale mesmo a pena. Garanto-vos!
 


Há uma vida antes e outra depois de termos um filho!
Antes, há uma vida com tempo para tudo. Com tempo para imprevistos, decisões de última hora, viagens sem grandes preparativos. Há tempo (e dinheiro) para o ginásio, para compras por impulso, para mimos fora do calendário. Há tempo para os amigos, para namoro com o marido, para fazer o que nos dá prazer.
 
Temos a casa arrumada, sabemos onde está tudo e não corremos o risco de pisar legos espalhados pelo chão. Acreditem, pisar uma peça de lego, quando estamos descalços, é pior que tudo o resto que possam imaginar. :)
 
Há outra vida depois de termos um filho!
Não há tempo para dormir, nem tempo para combinações de última hora. Por vezes, nem os programas combinados com tempo conseguem ser cumpridos. Não há tempo para adoecer, nem tempo a perder. Ganhamos turnos novos no nosso dia-a-dia. Reorganizamo-nos sem darmos conta e, também sem darmos conta, começamos a viver organizados dentro de um caos.
 
Se pensarmos em viajar, temos de pensar com muuuuiiiito tempo de antecedência e por mais listas que façamos para não nos esquecermos de nada, há sempre qualquer coisa que fica para trás. Até ao dia da viagem é rezar para que a criança não adoeça. Ah, e não esquecer! Levar uma pequena farmácia para a viagem!
 
Há uma vida antes e outra depois de termos um filho.
É um admirável mundo novo.
É uma admirável experiência.
 
Se podia ser de outra maneira? Poder podia, mas não era a mesma coisa!
E não! Não estou grávida!
Só quis partilhar convosco este vídeo que espelha na íntegra aquilo que sentimos quando passamos por esta experiência.