quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Pára tudo!

É Natal!
E se há altura do ano em que pára tudo, é no Natal! E em Agosto, claro!
Este país entra em estágio. As pessoas tiram férias na semana antes do Natal, na semana do Natal e na semana seguinte ao Natal.
 
Não consigo perceber isto. É que tirar férias para ficarem por casa, porque ainda é preciso gastar mais uns euros em prendas, em comida, em roupa... não percebo... Nestas férias os que vão à terra fazem-no em dois ou três dias e depois, pronto, cá estão sem nada de especial para fazer. Mas, é Natal, e no Natal tiram-se férias...
 
E quem está a trabalhar vê-se aflito para resolver alguma coisa.
"Ah, e tal! A/o colega está de férias e eu não sei do que está a falar..."
"Ah, pois... mas não sou eu que estou com esse assunto e o/a colega está de férias..."
"O melhor é mandar isso para a/o minha/meu chefe. É que para a semana eu vou estar de férias e, assim, ela/e dá isso a outra pessoa." Ou seja, ainda não está de férias, mas já está em estágio para entrar de férias.
 
Eu também vou ter férias, é verdade. Dois dias, pois os miúdos não têm escola e ir trabalhar seria difícil. Não consigo resolver nada sozinha...
 
Consigo encontrar aqui algumas vantagens (para quem está a trabalhar):
 
- há muito estacionamento!!
- não há trânsito!!
- consigo almoçar sossegada, sem muita gente à volta!!
- consigo sair a horas!!
 
De resto... a vida continua minha gente!
É Natal, é verdade! Mas a vida continua!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O dia em que perdi a minha identidade! (passei a ser mãe do porteiro e do motorista)

Foi há sete anos atrás! Em Setembro!
Daí para cá, nunca mais voltei a ser eu! E não. Não foi no dia em que fui mãe. É verdade que depois dessa experiência andamos ali uns meses mais ou menos desaparecidas das preocupações de quem nos rodeia. O bebé, o bebé!! E, nós, que apenas estamos ali para o bebé... ninguém se interessa por nós...
 
Mas isso passa tudo! Aos poucos recuperamos o nosso papel na vida dos outros. Os avós começam a falar connosco, os pais lembram-se de que, afinal, além do bebé também nós precisamos de atenção (quanto mais não seja porque já tivemos dois ou três ataques de loucura) e os amigos começam a perceber que continuamos as mesmas pessoas que eramos, com a mesma capacidade de diálogo e de socialização.
 
O pior, pelo menos quanto a mim, foi a primeira experiência colegial. Com dois anos de idade lá foi a rapariga para o colégio. E no preciso instante em que ponho um pé para lá da porta da entrada, cheia de receios, com as lágrimas a quererem rebentar, com um nervoso miudinho a consumir-me por dentro, a transparecer uma falsa segurança, própria de quem vai deixar a sua filha, pela primeira vez, com pessoas que não conhece, com crianças que não conhece, numa sala e numa casa que não conhece, eis que oiço um sonoro:
- Bom dia, mãe! - vindo de um senhor, o porteiro, com idade para ser meu avô.
"Oi?!?" - pensei. "Isto é para mim?!?"
 
Só podia ser para mim. Não estava ali mais ninguém. E a mãe do senhor muito dificilmente ainda seria viva. Respondi-lhe, educadamente, mas ainda com dúvidas sobre aquele cumprimento. Ao subir as escadas, de novo:
- Bom dia, mãe! - uma senhora que, pela idumentária, fazia a limpeza do espaço. E por aí fora, até chegar à sala.
 
A coisa foi estranha para mim. De repente passei a ser mãe de toda a gente. Do porteiro, do motorista, da senhora da limpeza, das educadoras, das auxiliares, da cozinheira, da enfermeira, da coordenadora e da directora.
 
Uma família gigante, aquela. Uma família, a que ganhei. Graças a Deus não preciso de dar presentes de Natal a todos esses filhos herdados pela minha nova condição, mas ao longo destes sete anos dei o que pude para ajudar na concretização dos projectos. Contribuí com a oferta de livros novos, com doação de brinquedos e de roupa, na preparação de festas (sim, eu sei fazer pinturas faciais), entre mil e uma coisas que diariamente movem aquela família. A minha outra família que durante anos foi minha parceira na educação da minha filha e que continua a sê-lo, na educação do meu filho.
 
Deixei de ter nome. Perdi a minha identidade. Passei a ser a mãe de todos. Custou-me esta ideia. Habituar-me a isso, confesso, não foi fácil. Já tinha pensado sobre o assunto, mas também já me tinha esquecido pelo hábito. Até ao dia de ontem.
 
Ontem, não percebi como nem porquê, uma educadora tratou-me pelo meu nome. Já me conhece há muitos anos. Sabe que sou mãe de todos. E essa familiaridade quebrou-se. Pelo menos com ela. E, estranhamente... isso foi estranho...
 
Primeiro estranha-se, depois entranha-se.
Foi o que se passou comigo. Perdi a minha identidade para uma família de mães e profissionais da educação que fazem um trabalho diário extraordinário. Hoje, não me importo com isso. Entranhou-se.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Grávida?!? De novo?

É verdade! Publicidade à parte, este vídeo espelha bem a felicidade que senti quando descobri que estava grávida. Vejam até ao fim! É apenas 1 minuto e pouco e vale mesmo a pena. Garanto-vos!
 


Há uma vida antes e outra depois de termos um filho!
Antes, há uma vida com tempo para tudo. Com tempo para imprevistos, decisões de última hora, viagens sem grandes preparativos. Há tempo (e dinheiro) para o ginásio, para compras por impulso, para mimos fora do calendário. Há tempo para os amigos, para namoro com o marido, para fazer o que nos dá prazer.
 
Temos a casa arrumada, sabemos onde está tudo e não corremos o risco de pisar legos espalhados pelo chão. Acreditem, pisar uma peça de lego, quando estamos descalços, é pior que tudo o resto que possam imaginar. :)
 
Há outra vida depois de termos um filho!
Não há tempo para dormir, nem tempo para combinações de última hora. Por vezes, nem os programas combinados com tempo conseguem ser cumpridos. Não há tempo para adoecer, nem tempo a perder. Ganhamos turnos novos no nosso dia-a-dia. Reorganizamo-nos sem darmos conta e, também sem darmos conta, começamos a viver organizados dentro de um caos.
 
Se pensarmos em viajar, temos de pensar com muuuuiiiito tempo de antecedência e por mais listas que façamos para não nos esquecermos de nada, há sempre qualquer coisa que fica para trás. Até ao dia da viagem é rezar para que a criança não adoeça. Ah, e não esquecer! Levar uma pequena farmácia para a viagem!
 
Há uma vida antes e outra depois de termos um filho.
É um admirável mundo novo.
É uma admirável experiência.
 
Se podia ser de outra maneira? Poder podia, mas não era a mesma coisa!
E não! Não estou grávida!
Só quis partilhar convosco este vídeo que espelha na íntegra aquilo que sentimos quando passamos por esta experiência.
 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Tive um encontro offline!

Foi no sábado!
Conforme já vos tinha dito, lá fui ao ABC, A bloggers Conference, no Espaço LEAP nas Amoreiras. Não conhecia este espaço. Muito agradável, devo dizer e, depois, a organização do evento foi XPTO, o que tornou tudo ainda mais aprazível.
 
Começou com um painel de luxo de vários profissionais que têm na blogosfera uma saída de emergência, através dos seus blogs temáticos que nos inspiram e são um exemplo do que melhor se faz por cá neste mundo virtual.
 
Espreitem aqui e fiquem a saber um pouco mais sobre eles.
 
Foi uma saudável troca de ideias, com algumas análises à mistura sobre o quão aquém daquilo que se faz internacionalmente nós estamos. Foi um encontro agradável com pessoas que sigo como a Ana Luísa do Doce para o meu doce que, inicialmente, pensei que só conheceria no workshop que ela própria ía ministrar "Comunicação relacional", mas acabei por almoçar com ela. E não é que é mesmo um doce, a Ana? Adorei conhecê-la. É uma querida, cheia de ideias e muito empreendedora. A sua última ideia está aqui e digo-vos, é super original e cheia de amor.
 
Também vi a Catarina Beato do Dias de uma princesa. Vi e não consegui falar com ela. Era o dia de aniversário do seu filho mais velho e, por isso, saiu assim que acabou o primeiro painel. Tenho a certeza que teremos oportunidade de falar um destes dias.
 
Falei com o Pedro Rolo Duarte e este é o seu blog. E devo dizer que já conhecia o blog do jornalista Filipe Gil, Correr na Cidade, mas não me dizia nada! Agora que o ouvi e fiquei a conhecê-lo um bocadinho, mudei de ideias e já consigo olhar para o que ele escreve com outros olhos. Não era por mais motivo nenhum a não ser porque o assunto não me interessava. Mas agora sei que quando sair um novo post irei pensar nos episódios que o Filipe descreveu por detrás do computador. :)
 
Conheci outras (sim, só mulheres) bloggers, cada uma com a sua área, com os seus gostos, mas cada uma com as suas profissoões, as suas vidas pessoais, as suas experiências de vida.
 
Saí de lá mais rica.
Saí de lá com a certeza de que estou no bom caminho, pois para mim o mais importante são os meus leitores. Sem eles, este blog não teria pernas para andar. E sinto que fazem parte de mim.
 
Se já sabia isso, agora tenho a certeza absoluta. :)
Obrigado.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

É à escolha do freguês! (14 e 15 de Dezembro)

Ora cá estamos nós com mais um fim de semana à porta!
Já têm planos? Ou vão passar estes dois dias preocupados com o que ainda falta para que o vosso Natal seja perfeito? Ou não vão fazer nada? E que tal fazerem um bocadinho de tudo?
 
Ficam aqui algumas dicas...
 
Robin dos Bosques, esse herói. Esse justiceiro que diz às crianças que a riqueza está mal distribuída e que as desigualdades podem ser combatidas. Onde é que está? Aqui, no Teatro Politeama e até dia 29 deste mês. Espreitem o programa das festas e agendem com os vossos miúdos. Ao fim de semana as sessões são às 15.00, depois podem sempre dar um passeio de fim de tarde pela capital.
 
Para os graúdos o Casino do Estoril recebe por dois dias os Commedia à la carte. Um regresso aplaudido pelo público e que pode até servir de presente de Natal antecipado. O custo dos bilhetes é único (20€) e o ambiente de glamour do Casino é uma mais valia numa saída a dois, a três, a quatro, a quantos quiserem. Espreitem aqui mais informações.
 
É claro que na época de Natal tem de haver circo. Os meus filhotes já foram no passado Domingo. Faz parte do nosso imaginário de crianças, mas para que esse imaginário seja construído, alguém tem de levá-los, certo? E assim foi. Foram ao que está na Feira Popular. Aqui, deixo-vos a dica da Companhia Internacional de Circo que está no Coliseu. Pelo menos por ali não há notícia de animais apreendidos... Vão, vão em família. Aqui, tudo o que precisam de saber.
 
E quem é que já foi à Vila Natal de Óbidos? O que é que acharam?
 
Eu, no sábado, vou ter um encontro offline com quem anda nesta blogosfera. Com quem, como eu, quer aprender e com quem tem alguma coisa para ensinar. Vai ser giro encontrar-me com os verdadeiros rostos dos responsáveis por alguns blogs que adoro ler.
 
 
 
Façam o que quiserem. Façam o que vos der na real gana, mas não deixem passar estes dias em branco!