sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Árvore de Natal (e não só): ideias!

Finalmente, começa a baixar em mim o espírito de Natal (não fosse os miúdos terem feito um ultimato sobre o dia em que a árvore de Natal vai ser montada cá em casa)... Mas só um bocadinho... É claro que, por causa deles, não posso deixar de pensar nisso. O problema é quando começo, realmente, a pensar nisso...
 
Imagino mil e uma coisas. Ideias para embrulhos, ideias para a decoração da árvore, pormenores de decoração pela casa e, se o jantar da noite da consoada ficar ao meu encargo, ideias para a mesa. No ano passado fiz uns marcadores personalizados, em cartolina vermelha, recortados com um molde de folha de azevinho, com os nomes em prateado e uma leve chuva de neve para finalizar. Nos talheres pus uma fita larga de papel pardo e usei um cordão (imagem em baixo) para dar um laço e um toque de bom gosto.
 
Mais umas velas vermelhas, uns castiçais improvisados (utilizei uns frascos de compota com pinhas e uma fita de cetim branca) e, sem muito esforço, ficou tudo um must.
(pena que as fotos não tenham grande qualidade)
 
A promessa relativamente à montagem da árvore ficou para o próximo Domingo, dia 08, dia da Imaculada Conceição quando, antigamente, era assinalado o Dia da Mãe. No fundo, é sempre neste dia. E, enquanto for feriado e não tivermos de trabalhar, continuará a ser...
 
Andei a pesquisar umas coisas para encontrar inspiração. Preocupei-me em encontrar algo de que goste, que me permita variar um bocadinho, criativo e, claro, barato. Às vezes não é preciso muito para ter sucesso. Basta investir em tudo, com amor(as).
 
Deixo-vo aqui algumas dicas do que encontrei para a árvore de Natal. E o que encontrei e seleccionei (do IKEA) inspirou-me por permitir uma decoração com um subtema. Neste caso, algo que muito me faz lembrar a minha infância. Digam lá que estes adereços não são um amor?
 

6 unidades/4.99€

3 unidades/4.99€
5 unidades/4.99€

4 unidades/2.50€
3 unidades/4.99€
 

Foi esta a fita que usei nos talheres. Mas já a comprei há uns 2 ou 3 anos.
Também serve para embrulhos e para fazer laços na árvore, dependendo da tipologia de decoração. Tem 40 m e custa 2.99€. Vale a pena!
 
É claro que muito mais haverá, mas estes exemplos servem, apenas, para registar e ilustrar uma opção. Para a casa fiquei inspirada com a iluminação. Acho que, este ano, vou apostar nisso.
Imaginem uma cortina de luzes numa janela, numa porta ou, até, na porta de casa, mas da parte de fora? Estas do IKEA custam 19.90€ e o efeito final é espectacular.


 
Já viram como é simples decorar um corrimão de umas escadas ou uma porta?
Enrolem uma grinalda de luzes noutra decorativa, juntem umas pinhas, uns corações de tecido,
um bocadinho de amor e pronto!
 
Com fitas de tecido também podemos fazer umas coisas giras!

Depois há sempre outras alternativas, outros gostos.
Este exemplo é muito simples e barato, basta aproveitar algumas coisas.
Vejam o que é possível criar a partir de um balde.
Ah, claro! E velas, muitas velas! Criam ambiente!
Estas custam 2.99€/36 unidades.
 
Os meus embrulhos do ano passado tiveram um preceito que a todos agradou. Usei papel creme e imprimi uma fotografia p&b da pessoa a quem se destinava. Todos gostaram! (claro está que nos presentes dos miúdos não haviam fotos)
Deixo aqui algumas ideias giras e simples. Invistam nisto! É criativo, enriquece o presente (ou melhor, nos tempos que correm, a lembrança) e quem receber vai sentir que foi feito com amor.

Um papel simples enriquecido com pequenos pormenores.

Foi este papel que usei nos presentes do ano passado.
Colei uma fotografia p&b e pus um laço com o cordel de cima.
Aqui uma ideia diferente, mas não muito...
Este papel está à venda no IKEA por 3.99€/15m
Em vez de o usarem para cobrir o presente todo, cortem tiras e façam como no exemplo de cima.
Também têm este kit de 18 peças por 6.99€ que inclui etiquetas.


As latas são sempre uma boa opção. A própria lata serve de presente e de elemento decorativo.
As da esquerda custam 6.99€/3 unidades e as da direita 4.99€/3 unidades (no IKEA).


Deixo uma dica para pais e filhos. No ano passado não me correu bem... mas espero ter tempo para tentar novamente este ano. A casa de gengibre que faz parte das nossas memórias de infância relacionadas com o Natal, já vem pronta! Mas, como tudo no IKEA, por montar!
Leiam bem as instruções, é um conselho que vos dou, mas além de muuuuiiito saboroso, o resultado final pode ser maravilhoso e os miúdos vão adorar! (e vocês também)

Custa 3.95€
Também podem optar por fazerem a massa. para isso existem moldes e o conjunto custa 5.99€

Vamos ver o que está reservado para dia 8... ah, já agora, não recebi nada por fazer publicidade ao IKEA (não é que me importasse muito com isso). 
 
Espero que tenha servido de inspiração.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Eu sei que o Pai Natal existe!

Quando era miúda vivi o Natal à moda do Alentejo (pelo menos do Alentejo de onde é a minha família). Casas cheias de gente, cheiro a açúcar e canela, bacalhau cozido e couves, cantares alentejanos, brincadeiras com as minhas primas, peças de teatro, danças, o meu avô cantava sempre uns fadinhos (cantou durante muitos anos num grupo coral alentejano), doces, pinhonate (um doce típico da nossa terra), presentes e, claro, o Pai Natal! Ele mesmo, em carne e osso, com barbas brancas, casaco vermelho de pêlo, com um saco enorme de presentes.
 
Durantes anos foi assim. A determinada altura da noite íamos para um quarto que a minha avó paterna tinha (foi sempre em casa dos meus avós paternos que passei o Natal, até casar). Deitávamo-nos numa cama de casal, de ferro, enorme aos nossos olhos, e fazíamos de conta que dormíamos. Aqueles minutos eram, apenas, uma desculpa para o Pai Natal conseguir arranjar-se, pôr as prendas no saco, colar o algodão na cara e caracterizar-se sem nós darmos conta.
 
A minha avó morava num rés-do-chão. Anos houve em que o Pai Natal saltava pela janela para depois tocar à campaínha. Mas, com o passar dos anos, começou a sair pela porta da rua... A campaínha da casa da minha avó era estridente. Um trrrrrriiimmmm daqueles. E quando tocava naquela noite... era a loucura...
 
Durante anos acreditei. Depois, duvidei. Depois, tive a certeza.
Acreditei que era ele, o Pai Natal. Nunca questionei como é que conseguia fazê-lo numa única noite, à mesma hora, em todas as casas. Nunca questionei como conseguia transportar tantos presentes nem questionei os presentes que me dava. Era tão espectacular aquele senhor que um dia até me deu um computador.
 
Duvidei, quando me apercebi que o Pai Natal, às vezes, baralhava-se um bocadinho... Distribuía os presentes de acordo com os nomes dos destinatários. Depois quando eram abertos, afinal estavam trocados (a minha avó usava os mesmos papéis de embrulho de ano para ano e nunca riscava os nomes antigos).
 
Tive a certeza quando descobri os sapatos do meu tio, e as mãos, e a barba mal posta, com bocados de fita cola. Mas alimentei a ideia enquanto as minhas primas e a minha irmã acreditaram (eramos 7 e eu a 3ª mais velha).
 
Hoje, tenho outra missão.
A de deixar os meus filhos sonhar com esse senhor enigmático, simpático, gorducho, mais parecido com um personagem da Disney que dá o ar de sua graça uma vez por ano. E, até agora, não tem sido difícil manter as coisas como são (nestas idades).
 
Mas ela, qua vai à missa e ouve o padre dizer que o Pai Natal não existe, que os presentes são oferecidos pelos familiares em honra do nascimento do menino Jesus, se tem dúvidas, são muito íntimas e ainda não está preparada para aceitar a verdade.
 
Diz-me que o padre quer é que os meninos vão à missa na noite de Natal. Que para ele o Pai Natal não existe, porque ele próprio não tem filhos...
 
Sei que vai descobri-lo por si. E estou à espera, a qualquer momento, que isso aconteça.
 
No Domingo, no Museu da Carris, lá estava o Pai Natal sentado num cadeirão, ao lado de uma lareira artificial, decorada a preceito.
Ontem, ela disse-me assim:
- Sabes mãe, acho que no Domingo não era o Pai Natal que lá estava!
(Pensei que tinha chegado a hora...)
- Então?
- Ele era muito bonito e novo. Parecia uma senhora.
(Comecei a preparar-me...)
- Pois, mas o Pai Natal é muito bonito. Tem os olhos azuis e as barbas.... (interrompeu-me)
- Mãe, escusas de fingir!
(Pronto, já está! - pensei eu)
- Eu sei que o Pai Natal existe! Mas como não consegue estar em todo o lado ao mesmo tempo e ainda tem muitos presentes para fazer puseram uma senhora mascarada.
Afinal, ainda não era desta. E disse-lhe:
- Pois é... deve ter sido por isso...
 
Cruzei o olhar com o pai e a coisa ficou por ali.
 
Por isso, por enquanto, o Pai Natal continua a existir!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Não há receitas!

De uma conversa descontraída com uma amiga, sobre tudo e sobre nada, a uma conversa séria que me deixou muito preocupada, foi um ápice.

Assim que cheguei ao pé dele percebi, nos seus olhos, que alguma coisa não estava bem. Mas não quis começar por aí. Comecei por banalidades, assuntos que nos ligam, coisas que nos fazem rir, mas aqueles olhos, que tão bem conheço, não me enganavam e, sem que ela pecebesse, estavam a pedir-me ajuda.
 
Com pézinhos de lã cheguei à vaca fria e ela, que sabe não conseguir esconder-me nada, não aguentou e falou, falou, falou...
 
A minha amiga é mãe solteira. Uma guerreira que sustenta uma casa, uma criança, uma escola, um carro, supermercado e, claro está, pouco sobra para si mesma. Uma mulher que pouco vive, que muito trabalha, cujo tempo, ingrato, cobra-lhe todas as horas do dia para provar que consegue passar, com distinção, no teste, na prova de fogo que a vida lhe colocou à frente.
 
E, digo-vos, cada etapa desta prova tem sido superada com nota máxima. Mesmo! Não falo apenas de uma amiga, mas de uma mulher, de uma vencedora que, nos dias menos bons, tem vontade de chorar e questiona-se. Questina tudo o que a rodeia. Questiona o que não a rodeia. E, nessa conversa que tivemos, eram tantas as questões e uma única resposta, a que lhe dei.
 
Os seus olhos disseram-me logo que alguma coisa não estava bem. Os seus olhos têm vindo a dizer-me que alguma coisa não está bem. Têm perdido brilho. Têm perdido vida. Não projectam a linda pessoa que ela é. Não projectam as suas conquistas nem o seu percurso vencedor. Não conseguem vibrar com coisas boas. Dizem-me que ela não consegue divertir-se, mesmo que tente.
 
Os seus olhos, falam por ela. Espelham os seus sentimentos. Dizem-me que vivem numa rotina que tende a tornar-se atrofiante. Dizem-me que não têm escapes, que não encontram saídas de emergência. Estão baços. Embaciados. Inundados, ao mínimo pormenor.
 
Não há receitas! Foi o que lhe disse.
Não há receitas para a felicidade. Não há receitas para a parentalidade.
Não há fórmulas secretas com resultados espectaculares, nem ingredientes misturados com varinhas de condão.
 
Não há quem saiba dizer-nos o que nos faz falta.
Não há quem tenha truques de magia, daqueles que nos mudam o olhar.
Não há quem seja feliz... sempre...
Não há quem nunca tenha falhado na vida. Seja como pessoa, como profissional, como pai, como mãe, como amigo... seja como for...
 
Não há nada perfeito.
Há dias felizes. Mas somos uns aprendizes.
Não há dias sem tempestade. Isso, aprendemos com a idade.
 
Há uma verdade! A nossa. A que cada um contém.
E só vivendo com a sua verdade, aceitando-a, compreendendo-a, vivendo-a, é que cada um de nós poderá encontrar as respostas que procura.

Não há receitas! Há maleitas, desfeitas... e as colheitas disso são a aprendizagem que respeita esta vida... imperfeita... 
 
 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Fomos ao Museu da Carris!

A propósito do Mercadito da Carlota!
Confesso que não ía com grande expectativas para fazer compras. Já conhecia, de uma maneira geral, as marcas que íam estar presentes. E confesso, também, que estava à espera de encontrar o que encontrei! Um mercado de moda muito virado para as meninas... Mas com uma valência, tudo made in Portugal!

Mas eram várias as coisas que queria ver.
O ambiente deste mercadito tão famoso, bem como o ambiente que iria ser criado no museu, os eléctricos antigos e os autocarros.

Aí, sim! Ficámos TOOODOS a ganhar!
Eu e os meus e os que passaram por lá.

Logo à chegada um eléctrico antiquíssimo à nossa espera. Mesmo ao portão!
O mercado decorria num dos armazéns mais ao fundo, logo o passeio foi uma suspresa inesperada! Para os miúdos e para nós! Sem dúvida, uma experiência extraordinária para eles. Para nós, o relembrar da nossa infância em que as idas a Lisboa implicavam sempre, claro está, andar de eléctrico!

Outra mais-valia, uma Hora do Conto. Onde? Dentro de um eléctrico!

Outra, os autocarros de dois andares, abertos atrás e que nos permitiram entrar, subir, descer, sentar e fingir que íamos de viagem. Os miúdos adoraram! Nós, mais uma vez, sentimo-nos a envelhecer...

Também conseguimos ter acesso a uma parte da exposição permanente do museu. Prelos, máquinas, carris, eléctricos e a história deste meio de transporte, aguçou-nos a vontade de querer saber mais. Mas com os miúdos e com o mar de gente que lá estava... terá de ficar para depois...  (Nota: não esquecer de voltar, sem mercado!)

O cheiro a castanhas que perfumava o ambiente, o bom gosto na decoração e a companhia de amigos do coração, foram os ingredientes necessários para que nos sentíssemos bem neste passeio matinal de Domingo.

Aqui fica o registo. (só um bocadinho, vá...)




Pormenor do tecto do eléctrico. Reparem nos vitrais laterais
 
Quem não gosta de luzes de Natal?
 
O eléctrico da Hora do Conto
 
Pormenor do autocarro de dois andares aberto atrás
Foi uma aventura subir e descer as escadas do autocarro

Ele de volta de um mini carrossel, uma caixa de música
 


Pois, o cenário é giro, não é? Casting Pais&Filhos! E o rapaz portou-se bem!
 


Na viagem de regresso, ainda no eléctrico

 
Foi uma manhã de memórias, para os pais, e de aventuras, para os filhos.
Foi uma manhã pais e filhos!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Não me lembro da última vez...

Quando, no meio do turbilhão diário que é a minha vida, paro para pensar um bocadinho no que está a acontecer, no que aconteceu, no que fui e no que sou, tenho um pensamento recorrente...
 
Lembro-me, muito bem, do dia em que descobri que estava grávida, da 1ª vez. Lembro-me, perfeitamente, do dia em que descobri que estava grávida, pela 2.ª vez. Lembro-me de episódios que vivi durante a gravidez. Do telefonema da obstetra a anunciar a necessidade de fazer uma amniocintese. De ter visto a Paixão de Cristo no cinema a custo, aliás, saí da sala antes do filme acabar. De dias espectaculares, de serões, de férias, enfim, de uma série de coisas que, afinal, não se esquecem do pé para a mão.
 
Olho para os meus filhos e fico parada a pensar. Nos 4500kg de gente que ela era quando nasceu. Nos 4000kg que era ele. No cabelo farto que ambos traziam, dos primeiros passos que deram, da primeira vez que disseram uma palavra.
 
Do primeiro dia de colégio de ambos, do primeiro dia de escola dela. Do primeiro dia de praia, da primeira ida ao parque. Do primeiro cinema, do primeiro livro de cada um.
 
Lembro-me de muitas primeiras coisas, mas não me lembro da última vez em que a senti ainda bebé... É uma tristeza profunda pensar nisto. O tempo VOA! Voa mesmo!! E, depois, nasceu o irmão pelo meio.
 
Tenho pena, muita pena de não me lembrar quando é que isso aconteceu. De não me lembrar da última vez que a adormeci comigo. De não me lembrar da sua última sesta. De não me lembrar da última vez que a amamentei. De não me ter lembrado que, um dia, poderia esquecer-me disso.