terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ai zaragatoa, zaragatoa...

Ontem apanhámos um susto.
Há muito tempo que não nos assustávamos assim... com uma febre...
 
Além de pais de segunda viagem, infeliz ou felizmente, no que diz respeito à saúde já pouca coisa nos deixa assustados assim à primeira vista. Mesmo com os miúdos, temos sempre uma atitude muito calma, sem exacerbar a coisa. Quando já se passou por coisas mesmo graves, para nós tudo o resto tem solução!
 
Mas ontem... ontem foi à séria...
 
Depois do primeiro telefonema (da escola):
Uma febre... pois, tá-se bem...
 
Pouco depois, o segundo telefonema (da escola):
Eh lá... outra vez? Então?
- Depressa! Ele não consegue respirar!!
 
E não conseguia!
E nunca o tínhamos visto assim!
E a febre não baixava!
E ele não reagia!
E gemia!
E tinha dificuldade em respirar!
E os médicos que não o chamavam!
E tudo a olhar para nós no hospital com ar de pena pelo estado dele!
E nós a olhar um para o outro!
E a febre era tanta que a médica nem conseguia auscultá-lo!
E o RX que fica tão longe!
E a febre que não baixa! E uma zaragatoa para despiste!
E água? Não queria! E comer? Não queria! E brincar? Não queria!
Ficámos assustados.
 
Não dissemos nada. Não precisávamos. Bastava-nos olhar um para o outro.
E o tempo parecia que tinha parado...
 
Até que a febre começou a ceder... até que a respiração acalmou... até que começou a abrir os olhos... até que pediu água... até que veio o RX... até que a médica conseguiu auscultá-lo... até que a zaragatoa deu positivo... até que... percebemos que era grave, mas pior aos nossos olhos!!

domingo, 10 de novembro de 2013

O valor das notas

Quando era miúda achava o máximo ter uma capacidade de memorização gigantesca que, mal sabia eu, iria desvanecer-se com o tempo.

Lembro-me de vários episódios sobre esse exercício. Uma vez a minha tia precisava de apontar um número de telefone (não de telemóvel) e eu, do alto do meu metro de altura (que naquele momento me pareciam três metros de altura), disse-lhe:

- Diga tia! Eu não me esqueço!

E ela disse.
Passado duas horas, quando me pediu o número, ainda não me tinha esquecido. E passado algumas semanas, ainda o sabia... (Yes!)

Por causa destas e de outras coisas do género, achei sempre que os mais velhos que me rodeavam, sobretudo da família, deviam ser já muuuito velhos. Ora porque esqueciam-se facilmente das coisas, ora porque não se sentavam no chão a brincar comigo, ora porque se se sentassem tinham sempre muitas dificuldades em levantarem-se. Também me fazia impressão vê-los sempre de óculos em riste para lerem qualquer coisa ou verem as horas no relógio de punho (neste caso o pior é que punham os óculos e afastavam-se do que estavam a ler. Não compreendia mesmo aquilo)! 

Mal eu sabia... mal eu sabia que era exactamente isso que me esperava (ainda não uso óculos, apenas evito conduzir à noite por causa das luzes, mas ainda leio e vejo bem ao longe). Quando me sento no chão a brincar com os miúdos, fico um bocado emperrada para me levantar. E depois vem a miúda toda lampeira e diz-me. "Olha mãe, já faço a espargata!" (a sentir-se com três metros de altura). Mas pronto, quanto a isso... sei bem que se fizer algum exercício consigo minimizar os efeitos. O pior... meus amigos.... o pior é a memória!

Alguma vez pensei ter que escrever as mínimas coisas para não me esquecer delas dali a... 5 minutos? Alguma vez pensei que para ir ao supermercado comprar três coisinhas, tivesse de apontar tudo num papel? Pior, se me esqueço de apontar vou no carro a tentar lembrar-me e a contar pelos dedos das mãos quantas coisas é que são. Depois, chego lá, começo a listar pelos dedos e pimba!, falta sempre a "coisa número três". 
(um segredo: se levo a minha filha comigo aproveito um momento de grande lucidez e digo-lhe de que precisamos para na hora H não me esquecer de nada. Uma espécie de auxiliar de memória ao vivo. Xiiiuuuu)

Mas isto, quanto a mim, divide-se no tempo. Ou seja, lembro-me dos aniversários de toda a gente. Lembro-me dos números de telefone fixos da família, daqueles, antes de haver telemóveis para dar e vender. Lembro-me dos primeiros números de telemóvel que apareceram lá por casa e de mais uns quantos que eram essenciais. Lembro-me das matrículas dos carros dos meus pais, dos meus tios, dos meus e mais alguns. Lembro-me, até, de algumas datas de casamentos a que fui. Mas tudo isto... até uma determinada altura da minha vida que não sei dizer qual... A partir daí... pouca coisa me ficou na cabeça.

Tentei contrariar isto durante muito tempo. Tentei, juro!
Recusei-me a apontar o que quer que fosse. Acreditava que exercitando a memória conseguiria recuperar a capacidade de não esquecer nada. Mas acho que me esqueci de como é que isso se fazia.

Continuo a lembrar-me de coisas que se passaram há muito tempo (tal e qual como os meus familiares mais velhos), de pormenores de conversas a que assisti, dos números de telefone fixos e das matrículas de carros que já nem existem. Das coisas importantes para o dia a dia também me consigo lembrar, mas se for alguma coisa para daqui a uns dias... 

Comecei a render-me a esta evidência.
Comecei a anotar tudo numa agenda. E percebi que se planeasse os meus dias, reuniões de trabalho, reuniões das escolas, consultas médicas, actividades extra-curriculares, compras de supermercado, contactos, arranjar as unhas, etc., etc., conseguia lembrar-me de tudo sem ir à agenda verificar.

Todos sabemos que a percentagem de memorização do que escrevemos em ralação ao que ouvimos e vemos é muito superior. E eu sou a prova disso.

Descobri, então, o poder das notas!
Quantas mais notas fizer, de mais coisas irei lembrar-me. É mesmo assim.
Por isso, meus amigos, anotem tudo! Tudo! 
Irão ver o poder que vão ganhar!!

(O engraçado é que para determinadas coisas a nossa memória não pede ajuda!!)

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

É à escolha do freguês! (09 e 10 de Novembro)

As semanas passam a correr.
Já chegámos a sexta-feira e se não tiveram tempo para pensar no que fazer durante o fim de semana, aqui ficam algumas dicas.

Temos o São Martinho à porta. Conhecem a lenda? Já a contaram aos vossos filhos?
Há várias adaptações disponíveis nas livrarias ou, uma solução mais em conta, nas bibliotecas municipais. Aproveitem, se ainda não fizeram o cartão de leitor, façam-no! É gratuito! É simples! E tem imeeeeensas vantagens! Certamente haverá uma biblioteca perto de vossa casa.

E sabiam que, se fosse vivo, Bram Stoker, o autor de "Drácula", faria anos hoje? 
(Aproveitem e tragam o livro para vocês...)

Outra dica: uma vez que o Dia de São Martinho será segunda-feira, dia de trabalho, que tal antecipá-lo? Convoquem um grupo de amigos. Distribuam as comezainas. Cada um leva uma coisa. Não se esqueçam da jeropiga! Garanto-vos! Vai ser divertido!

Se tiverem vontade de pegar no carro e fazer uma pequena viagem até Grândola, este é o fim de semana ideal! Decorre a feira do chocolate! Vão! E não digam nada a ninguém...

No Sábado, em Cascais, no Centro Cultural, terá lugar o espectáculo infantil "Bi e Dão"! Certamente este nome não vos será totalmente estranho... Reservem! É gratuito!

E no Domingo, também em Cascais, terá lugar o Mercado de Artesanato Urbano! Aproveitem e passem naquela famosa gelataria... aquela, cujo nome é proibido dizer...

Chegaram a ver o filme "Dá tempo ao tempo" de que falei na semana passada?
O que é que acharam?

Já sabem: façam o que vos der na real gana!
É à escolha do freguês!

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Saldo negativo

A vida tem destas coisas.
Dá-nos diferentes pontos de vista sobre um mesmo assunto, à medida que crescemos e vamos ganhando experiência... de vida. Dá-nos bagagem para relativizar, valorizar, ignorar o que, de acordo com os princípios e valores que fomos construindo, merece ser relativizado, valorizado ou ignorado.
Dá-nos bagagem, dá mesmo, para sabermos fazer as nossas escolhas da melhor forma, para compreendermos coisas que há meia dúzia de anos atrás não conseguiamos compreender.
Penso que também já aconteceu convosco.
Entrarem em determinados sítios e sentirem-se mal.
Incomodar-vos a presença de alguém.
Ser um frete participar em reuniões de supostos amigos.
A mim já aconteceu.
A mim, acontece cada vez menos.
Porque, com a experiência de vida que fui adquirindo, aprendi a separar o trigo do joio. Aprendi a investir tempo com as pessoas e com as coisas que me fazem sentir bem. Aprendi a não valorizar personalidades vãs, que nos consomem, que nada acrescentam ao meu conhecimento, ao meu bem estar. Que não sabem de onde vêm, que não sabem para onde vão.
Pessoas assim, sugam-nos. Pessoas assim, secam-nos.
Não quero ficar seca.
Não quero subtrair de mim o que tenho de melhor.
Não quero perder o bom senso, nem quero perder tempo.
Quero investir.
Quero ganhar. Mais amor. Mais amigos. Mais valias.
Quero ser. Antes de ter.
Só assim poderei fazer contas à minha vida.
E, no final, não quero ter um saldo negativo.
Aprendi, como todos nós, da pior forma como fazer isso.
Aprendi, da melhor forma, a valorizar o meu saldo positivo.
E é tão simples...
Dele fazem parte várias pessoas. A minha querida amiga com quem almoço quase todos os dias. A minha querida amiga que me ajuda a ter um ar impecável. A minha melhor amiga, há 26 anos... A minha querida amiga que está longe, mas à distância de um telefonema. A minha querida amiga que é uma amante de sushi. A minha nova querida amiga, com quem tomei um brunch hoje ao fim da tarde.
Do meu saldo positivo de escolhas, estas são algumas...
Do meu saldo negativo... já não me lembro...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sexy lady! (parte III)

Conforme prometido, cá está a 3.ª e última parte deste Sexy lady que jamais pensei dar tanto pano para mangas. De uma conversa tão frequente como a que tive com a minha amiga, vejam bem, o que me deu para escrever. E mais! Há medida que ía escrevendo, íam surgindo mais ideias e mais ideias e mais ideias até que, alto e pára o baile, tenho que acabar com isto! E pronto, hoje acaba-se!

A minha amiga esteve caladinha durante todo o dia. (O que será que anda a magicar?) Desta vez não acusou o toque. Das duas uma: ou está à espera de ver como é que isto acaba ou está a borrifar-se!!

Seja como for, faltava-me partilhar convosco mais duas ou três coisinhas sobre sex appeal. Já vimos que a equação CSP (charme, sensualidade e personalidade) é a chave. Ter atitude, ser positiva, optimista, sorrir abertamente, aceitarmos o que somos, aperfeiçoarmo-nos e sermos naturais (o menos é mais), também são conceitos chave para ajudarmos o nosso SA a exalar.

Parece muito difícil, muitas ideias juntas, algumas que até se confundem entre si, mas não! Não é assim tão difícil.
Podemos fazê-lo step by step. Ora cá vai:

1.º Gostarmos de nós próprias
Por mais importante e fundamental que sejamos na nossa família, em primeiro lugar temos de estar bem. Temos de ter tempo para nós. Mimarmo-nos, cultivarmo-nos, valorizarmo-nos. Isso pode representar coisas completamente diferentes entre nós e as nossas amigas. Cada uma sabe o que a faz sentir bem e ninguém poderá dizer o que é melhor para cada uma. Só ao sentirmos o resultado positivo que esses pequenos nadas têm em nós, é que poderemos avaliar a nossa postura perante os outros. Uma espécie de venda de um produto. Só poderemos vender o produto se o conhecermos bem. Logo, só poderemos tratar bem os outros se soubermos, também nós, tratarmo-nos bem e, mais que isso, dar valor!

2.º Gostar das outras pessoas
O amor próprio está intimamente relacionado com a identidade pessoal e a identidade pessoal é o que será projectado na relação com os outros. Quanto maior esse amor próprio, quanto mais positivo e mais consistente, maior a projecção que terá. Por isso, goste das outras pessoas. E atenção! Não é gostar por gostar ou forçar que se gosta, não! É dar atenção ao que os outros são fazendo com que as diferenças se atenuem por si próprias, gerando à vontade. Há preconceitos que toldam relações: os bens materiais, as realizações pessoais, a aparência, as escolhas de cada um... Lembrem-se, a verdadeira essência/índole de uma pessoa mede-se pela forma como ela trata outra pessoa que se sabe, à partida, não tem nada para dar em troca...

3.º Apostar na linguagem corporal
Às vezes nem nos apercebemos de que aquilo que alguém parece transpirar de coisas positivas, na verdade não é mais nem menos que uma linguagem corporal extraordinária. Há um grande jogo de cintura por parte das pessoas com noção das suas potencialidades, para disfarçarem fraquezas ou estados de espírito negativos. Há uma grande diferença entre baixar a cabeça e tornar-se pequeno e manter uma postura imponente através de uma cabeça erguida (sem ser de nariz no ar). Usar uma linguagem corporal aberta, manter contacto visual e tocar em alguém (dentro dos limites aceitáveis) criará uma sinergia muito positiva...

4.º Elogio
Quem não gosta de ser elogiado? Seja por uma tarefa bem desempenhada, por um trabalho profissional, por uma refeição cozinhada, por uma atitude certa no momento certo? Gostam, não gostam? Façam o mesmo pelos outros. Fica-vos bem, a outra pessoa agradece e o vosso sex appeal vem ao de cima. Antecipem-se e marquem pontos nesta matéria...

5.º Calma
Não é preciso fazer disto um cavalo de batalha. Não é de um dia para o outro que se descobre qual o encanto natural que temos, que ganhamos auto-confiança ou que aprendemos a gostar de nós. Não! Este é uma espécie de work in progress. Transpirarão, exalarão sex appeal como fruto do vosso trabalho contínuo de desenvolvimento pessoal.

Acham difícil? Que tal começarem com umas leituras que poderão ajudar bastante como motor de arranque? É fácil de encontrar nas livrarias. Procurem livros sobre auto-confiança, comunicar com confiança, demonstrar confiança, melhorar a imagem, inteligência emocional. Atrevo-me a acrescentar que se lerem qualquer coisa sobre o poder da atracção, também irão ter mais abertura.

Não compliquem. Descompliquem.
Se precisarem, peçam ajuda.
E, no fim, agradeçam com um elogio (ou com um beijinho).

Libertem-se! Dêem espaço ao vosso sex appeal

Já viram bem o relambório que uma simples conversa gerou?
Temos sempre muito que dizer sobre tudo, não é?
Mulheres!!