sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Beca beca beca beca...

É incrível como a disposição das pessoas muda à sexta-feira!

Passo a semana enfiada numa sala com mais cinco colegas (open space) e, francamente, se há dia em que vale a pena lá estar é... à sexta-feira! Toda a minha gente sorri, toda a minha gente diz piadas, toda a minha gente quer tomar café e toda a minha gente chega a horas! (parece que sair cedo dá mais saúde e faz crescer - uma espécie de novo provérbio)

Bem-hajam as sextas-feiras por isto!

Descubro, a cada semana, novos colegas, novas motivações e, até, descubro que, afinal, há corações naquela equipa. Chega mesmo a ser qualquer coisa parecida com um síndrome, mas, desta feita, há cura e, essa, chama-se: fim-de-semana!
Voilá! (Afinal, as depressões têm cura, decretemos todos os dias da semana... sexta feira!!)

À sexta, é de vez!
É à escolha do freguês, não há desfaçatez, não vale a invalidez, uma espécie de embriaguez!
Para ajudar à festa esteve bom tempo! Deu para passear à hora do almoço, foi um colosso!
Mas será que não poderá este estado de alma reinar à segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, do-min-go (vai a malta passear)?

Era tão bom, mesmo que pelo meio dos dias o "beca beca" de sexta servisse para desanuviar! (beca beca, para quem não sabe, é falar, falar, falar...) Acho que, no geral, as pessoas descobririam que tinham muito mais para dar! Ao partilhar...
À sexta-feira é dia da "bejeca" e beca beca, beca beca...

É à escolha do freguês! (02 e 03 de Novembro)

Já cá estamos!
No final de mais uma semana e no início de mais um mês.
 
Adoro a cor das folhas das árvores no Outuno
Ao que parece, o tempo ainda vai dando tréguas e antes que venha a chuva, à séria, deixo aqui umas dicas para fazer deste Sábado e Domingo dias em grande, para mais tarde recordar...
 
Que tal, no Domingo, visitar o Mercado das Oportunidades de Cascais?
Tem lugar todos os primeiros Domingos de cada mês e nunca se sabe que coisas poderemos encontrar!
 
E juntar um grupo de amigos em casa à volta de um pão recheado com queijo para pôr a conversa em dia?
 
Na 5ª feira estreou um filme que nos faz pensar... Se pudéssemos mudar a nossa vida, será que a tornaríamos perfeita? (ora aqui está um bom tema para um post)
"Dá tempo ao tempo", um filme de Richard Curtis. Procure num "cinema perto de si"! (isto é um slogan de quê?)
 
Já visitaram o Arco da Rua Augusta? É absolutamente deslumbrante!!
Está aberto todos os dias das 9h00 às 19h00 e, a partir dos 5 anos, o bilhete custa 2.50€ Acessível, não?
 
E ginasticar!!! Ginasticar!!! (conforme der jeito a cada um: na rua, em casa, no ginásio)
 
Já agora, porque é que não aproveitam o fim de semana para ligar aquela pessoa a quem não ligam há muito tempo e que, por acaso, atá andam a pensar nisso há algum tempo, mas como já não falam há muito tempo, não sabem bem o que dizer, mas até precisavam de falar com essa pessoa com quem não falam há muito tempo....... meus queridos! Liguem! Vão ver o bem que vos vai fazer...
 
Eu, por mim, além dos programas giros também tenho que pôr os armários da roupa em dia... (aquilo está um bocado misturado...)
 
Façam o que quiserem, não façam nada, façam o que vos der mais prazer: é à escolha do freguês, mas não se esqueçam: sejam simpáticos uns com os outros...

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

6 574 dias

Gosto especialmente desta imagem!
Transmite-me um sentimento imenso de sustentabilidade.

Pensar que a data do namoro a vista já não alcança, devido ao tempo que passaram em conjunto, é qualquer coisa que raramente ocorre nos dias de hoje. Pelo contrário, nos dias de hoje há quem regresse ao local do crime para apagar os vestígios.

O amor tornou-se descartável.

As memórias já não se constroem cimentadas em algo maior. Constroem-se para consumo imediato e a velocidade dos dias criam uma nova geração que a cada experiência procura superar-se e, por isso, o resto acaba por desvanecer-se per si, perdendo valor rapidamente.

São assim os namoros de hoje. Um mais um, hoje. Amanhã, um outro mais um outro. E assim sucessivamente.

Entre as figuras da imagem, há várias partilhas. A do tempo passado em comum, desde a data pirogravada. A da falta de vista. A dos cabelos brancos. A do corpo curvado. A da bengala. No sítio onde estão os corações, dois ramos novos. Talvez os netos... E a memória, a memória de ambos.

É extraordinária a capacidade de comunicar através da imagem, sem uma única palavra para exprimir o que sentimos. É, de facto, uma arte, retratar a vida desta forma. Como também é uma arte viver tanto tempo com alguém e, com essa pessoa, crescer.





Por detrás destas partilhas, adivinho outras tantas. A partilha de momentos de alegria, de momentos de agonia. A partilha da cama, manhãs de domingo em pijama. A partilha dos tostões, o amealhar para as ocasiões. A partilha de ambições, a memória de canções.

Assisti a algumas partilhas entre pessoas mais velhas. Mas desde pequena que havia uma que me intrigava... a do copo à refeição! Era em casa dos meus avós, dos meus tios, em casa dos meus pais e outros que tais. Mas porque razão os casais partilhavam o copo de água ou de vinho em vez de darem um beijinho?

Coisa estranha aquela, sem explicação. Coisa que, não sabia, não precisava de nenhuma razão...

Cheguei a pensar tratar-se de uma poção mágica entre os casais. Não encontrava outra explicação, não percebia aquela motivação.

Tantos anos, eu e tu?

Sim, tantos anos... eu e tu... 6574 dias ou 18 anos, é dizer exactamente a mesma coisa. É dizer que já partilhamos o nosso copo à refeição, mas sem qualquer poção! É dizer que já temos algumas partilhas, já amealhámos alegrias. É dizer que não sabíamos nada. Para mim, é dizer que também eu, sem dar por isso, comecei a partilhar o meu copo contigo.

Não me interessa se é um costume antigo!

É dizer que cá estamos e que continuamos a contar um com o outro. É dizer que também na nossa árvore já temos dois ramos, e não, não são os netos, que a idade ainda não permite. É dizer que, por agora, o que nos une é mais forte do que aquilo que nos separa. É dizer, coisa rara!

E não, não precisamos de presentes nestes dias para dizer: Presente! Não precisamos de um programa especial, de montar um carnaval. Não é preciso, mas digo: gosto de partilhar histórias! E esta que sirva para emocionar alguém.

Não somos perfeitos, Deus nos livre. Somos imperfeitos e, por isso, com os nossos defeitos, caminhamos, partihamos e amamos, tudo o que a vida tem para nos dar.

6574 dias!
Amanhã serão... 6575.



Também estamos no Facebook, claro!


terça-feira, 29 de outubro de 2013

C'a nervos!

Há poucas coisas na vida que me tiram do sério.
É claro que não fico séria perante injustiças, aldrabices, mentiras, mães que abandonam filhos, amigos intrujões, falsos perfis, jogadas sujas, entre mil e uma coisas que a maioria das pessoas (pelo menos das pessoas com quem me dou) não tolera.

Mas uma coisa é ficar completamente estarrecida quando sou surpreendida com determinados comportamentos ou atitudes. Outra, é ficar num estado de nervos tal que no meu cérebro gera-se um ciclo de palavras cabeludas e impropérios que não me atrevo a verbalizar (qualquer coisa deste género #$$##%&& @nj££l &%%"!).

Quem me conhece sabe que sou pontual. 
Aliás, pontualíssima. Tento sempre chegar mais cedo do que a hora combinada. (E fico louca se alguém se atrasa!)

Quem me conhece sabe que conheço todos os atalhos e mais algum para não correr o risco de não apanhar trânsito.

Quem me conhece sabe que prefiro fazer as compras do mês à primeira hora do dia (ou melhor, à primeira hora do hipermercado), para não ter problemas a estacionar, não ter pessoas a empatarem-me a passagem com carrinhos de compras, não ter filas nas caixas e ir embora quando começam a chegar clientes (os que não se enervam com isto).

Quem me conhece, sabe que faço listas antes de ir ao supermercado para não perder tempo a pensar no que me falta e porque, como vou sempre ao mesmo, sei onde está tudo. Vou direito aos sítios e pronto!

Quem me conhece, também sabe que quando chego a casa arrumo tudo a pensar no momento em que vou utilizar as coisas. Por isso, os produtos mais antigos vêm para a frente, os ovos mais antigos ficam por cima, a carne e o peixe são congelados em sacos e nas proporções certas para as refeições (tendo em conta que somos quatro pessoas e alguns são congelados já temperados), os coentros e as ervas aromáticas que podem ser congeladas (adoro usar ervas aromáticas) já vão lavadas e arranjadas para o congelador e tudo o que estiver embalado, sai das embalagens e é organizado por géneros. 

(Acreditem meus queridos: há quem não faça nada disto!)

Quem me conhece, sabe que para poupar tempo só faço compras assim uma vez por e mês e, apesar de tanta organização, dois ou três dias antes do dia C (de compras) ando a mentalizar-me... para a execução desta árdua tarefa que só me faz perder tempo...

Daqui facilmente se percebe que não ando atrás de talões nem promoções. Não vou a um supermercado buscar uma coisa e a outro buscar outra. Não me façam perder tempo! Se soubermos REALMENTE do que precisamos não gastaremos dinheiro desnecessariamente. Faço isto há anos e continuo a achar que é a melhor forma de gerir a dispensa!

Quem me conhece sabe que não ando em centros comerciais se não puder juntar duas ou três coisas para lá ir apenas uma vez! Não vou mesmo! Perco tempo e gasto dinheiro, muitas vezes, sem precisar!

Quem me conhece sabe que não espero em filas para comer. É que viro logo as costas! Mesmo que o restaurante seja o mais XPTO do momento! Aliás, nem para comprar bilhetes no cinema eu espero!

Fico com uns nervos sempre que qualquer coisa me cheire a perder tempo... nem vos passa pela cabeça!
(e já não falo de ir às finanças, aos correios ou ao médico...)

Detesto perder tempo. Fico mesmo nervosa! MESMO! 
Acredito que é precioso, o tempo. Se não o aproveitarmos da melhor maneira possível quando dermos conta já passou... e nada restou...

Para mim é tão precioso o tempo que não o perco com pessoas vãs. E já dizia o poeta "Há gente que fica na história da história da gente", porque, acredito, souberam usar bem o seu tempo. Marcando a vida dos que com eles se cruzaram, de forma positiva, de verdade.

Usemos esse positivismo, essa verdade na forma como usamos o nosso tempo. Esse bem precioso. Saibamos, de forma inteligente, ficar na história da história de alguém.

Minimizo o tempo perdido nas inolvidáveis rotinas do meu quotidiano. Sou mãe. Mas, quem me conhece, sabe que há coisas em que não me importo nada de perder tempo. De investir o meu tempo... escrever, por exemplo (passo horas nisto). Trabalhar. Divertir-me. Viajar (mas a viagem não pode ser muito longa). Conversar. Cozinhar (em ocasiões especiais). Passear. Ler. E crescer. Com tudo isto crescer. A ignorância combater.

Também não perco tempo em frente à televisão com coisas que não valem a pena

(C'a nervos pensar que estamos a chegar ao fim do mês e as compras ainda estão por fazer!! - Respira Cláudia! Respira!)

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O multibanco não dá talão!

Tenho uma amiga por afinidade de quem gosto muito (sim, originalmente é amiga de uma prima minha e minha amiga por causa disso. Mais tarde viemos a cimentar uma amizade com base em princípios e valores comuns. E, também, uma história de vida parecida. Não sei se algum dia a teria conhecido se não fosse a minha prima, por isso, é bom ter primas!).
 
Gosto mesmo dela!
Bem disposta, dona de uma contagiosa e genuína gargalhada que a todos põe bem dispostos. Grande humor e atitude. Uma pessoa de bem com a vida. Para além disso, ainda trabalha numa das minhas áreas de eleição, ou seja, na área da psicologia e desenvolve e defende algumas teorias com as quais me identifico a 200%.
 
Não estou a falar de teses de mestrado ou doutoramento, não! Mas de teorias e filosofias de vida que, se atentarmos ao seu real significado, descomplicamos uma série de coisas.
 
Uma dessas teorias ocorre-me com frequência, sobretudo quando quero fazer qualquer coisa no multibanco e desisto quando percebo que o mesmo não dá talão. Entre levantamentos, pagamentos, transferências, consutas de saldo, etc., etc. ,temos um leque de opções que nos facilitam a vida, mas que, sem talão, corremos o risco de não conseguir comprovar nada. Por isso mesmo, quantas vezes viramos costas à máquina porque a mesma "não dá talão"?
 
No que respeita a levantamentos a minha amiga tem uma teoria porreira. Para já, recusa-se a fazer consultas de saldos e quando precisa de levantar dinheiro se a máquina não der talão, ela levanta na mesma!  Ah pois é! Para ela não é o talão que importa. Não são os números que lá vêm que fazem dela uma pessoa mais ou menos feliz.
 
A minha amiga, amiga do seu amigo, diz que o que realmente importa não sai plasmado em talões pela boca de automatismos. O que realmente importa, são os afectos e é isso que a faz feliz. Não deixa que a sua vida dependa disso. E não, ela não é rica! É uma rica pessoa, isso sim. É um rico ser humano. Vive do seu trabalho, sobrevive com o que tem. Mas preenche os seus dias da forma mais absoluta de todas.
 
Concordo com esta postura!
Identifico-me com esta postura!
 
Somos uma marionetas!
Quando é que deixámos de ser livres? Alguém se lembra?
 
Às vezes não temos noção de como estamos dependentes de uma série de tecnologias e, consequentemente, de como isso tem implicações na nossa vida!
Fazemos tudo sem pensar. Basta faltar a luz em casa para ficarmos completamente desorientados. Ficamos sem fogão (se for eléctrico), sem microondas, sem computador (se não tiver bateria), sem telemóvel (quando acaba a bateria) e, em alguns casos, nem os estores de casa se conseguem abrir. Isto para numerar, apenas, meia dúzia de coisas.

Estamos dependentes de tudo!
De um telemóvel com máquina fotográfica, com acesso à internet e capacidade ilimitada de conversação. De um carro que abra as portas à distância, de um carro com comandos no volante. Estamos dependentes de uma série de coisas que nos controlam a vida!
Li-te-ral-men-te!

E, sem darmos por isso, damos cada vez menos valor ao que realmente importa!

A minha amiga, não quer saber do talão. Diz que a razão, a emoção, o bater do coração não vêm num talão. A amizade, a alegria de viver, o saber, não vêm num talão.

E eu concordo com ela.

Já tentei fazer o mesmo. Mesmo porque, quando olho para o talão, fico com vontade de chorar... o melhor mesmo, é não olhar! O melhor mesmo, é andar, andar! Avançar e não parar por causa de um talão depressivo...

O multibanco não dá talão? Pois então, alegremos o coração!