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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Um bom arranque

"Oficialmente" arrancou hoje o ano de 2015 cá em casa. Regressámos aos trabalho, os miúdos regressaram à escola e notou-se também, através do telemóvel, o regresso à azáfama habitual. Mas arrancou bem, aparte a carrinha ter dado sinal de falta de óleo logo às 07.45 da manhã. Ah! E também não tinha água para limpar os vidros... (mea culpa)
 
Senhor meu marido levou o mais novo. Senhora Dona Cláudia levou a mais velha. Como habitualmente. E aproveitou para ir ver as notas que já estavam afixadas há alguns dias. Sorriso grande! De orelha a orelha, quando à frente do nome dela vi dois 5's e o resto só 4's. :) Quem me visse a sair da escola havia de pensar que me tinha saído o euromilhões. Já tinha ideia, é claro, de que seria este o resultado, mas ver ali tudo bonitinho encheu-me de orgulho. (Só assim mais um bocadinho) Dei-lhe um abraço e beijinhos e ela agradeceu dizendo Ó mããããeee!! Estamos na escola... :) Mas eu vi um sorriso escapar-lhe entre dentes.
 
No trabalho a coisa estava assim para o acumulado... mas ficou tudo em andamento. Cheguei com a pica toda e com a boa-vontade de todos resolveu-se o mais complicado. Amanhã é continuar na mesma onda. Mas hoje saí com a certeza de ter sido um dia muito produtivo.
 
O meu marido esperou meses por uma consulta que teve lugar hoje. Boas notícias. Nada de novo e inesperado. E isso é quanto baste! :)
 
O mais novo vai começar no karaté. Tratámos hoje disso, pois durante as férias não se calou. Mas com a promessa de não arranjar desculpas para se baldar à natação. Estava com um bocadinho de medo do regresso dele. Não fosse a saudade apertar na hora da despedida. O cantinho do lábio ainda tremeu um bocadinho. Mas foi forte, o moço, e fez-se à estrada.
 
Também foi um bom arranque por ter confirmado a minha presença no Encontro de Literatura Infanto-Juvenil da Lusofonia como autora. Será em Fevereiro e terá lugar aqui. :)
 
Como se não bastasse fui reconhecida na rua por causa do blog e, sobretudo, do meu livro. Confesso que foi estranho. Ter alguém a falar comigo sobre mim, sobre o meu trabalho e a minha escrita sem eu conhecer a pessoa de lado nenhum. Foi gratificante, sem dúvida! Mas pode ser que venha a acontecer como diz o poeta Primeiro estranha-se. Depois entranha-se.
 
Uma conversa boa, daquelas mesmo boas, ainda se ajeitou entre um afazer e outro. Foi com uma amiga minha de quem gosto, gosto, gosto. E foi tão bom termos falado. Assim. Como se o tempo tivesse parado.
 
Ainda pus óleo no carro e água limpa-vidros. Passei no supermercado, fiz o jantar, apoiei os banhos e as dormidas e agora uma pequena pausa das considerações finais do meu trabalho que comecei a redigir esta noite.
 
Foi um bom arranque. O melhor. Com a sensação de dever cumprido.
(Ah, é verdade. Para ajudar este espírito o marido hoje chegou cedo a casa. :) Será um presságio?)

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Voltar aos bancos da escola

É sempre bom. Poder matar saudades dos tempos de escola. Dos tempos de estudante. Mas, confesso, um bocadinho assustador. Quando se tem duas crianças em casa a solicitar a nossa atenção 24 horas por dia.
 
Candidatei-me a um curso sem grande esperança de ser admitida, confesso. Um curso importante em termos profissionais que poderá ser determinante no futuro para dar um novo passo. Subir um novo degrau. E quando quase já nem me lembrava disso recebo o e-mail da admissão e da data de recepção aos alunos.
 
Foi ontem. Senti-me como no banco da escola. O nervoso miudinho, que é como quem diz, No que é que me fui meter... não passou após os esclarecimentos solicitados. O conteúdo programático aponta para legislação, legislação e legislação. E as folhas brancas olharam para mim como que a chamarem-me para começar logo a escrever, tirar apontamentos, marcar datas, registar bibliografia.
 
Não estava, MESMO, nada à espera. Talvez por estar centrada no lançamento do livro e nos compromissos que já assumi. Seja como for, também não sou pessoa de meter-me nas coisas sem ponderar todas as hipóteses.
 
Por isso, cá estou eu. Pronta para aprender. E, lá em casa, o regresso às aulas fez-se a três. Os miúdos e eu. Alguém terá de fazer o jantar... Quem será? :)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

It's raining again!

Só por causa das coisas, tomá lá baldes de chuva mesmo à hora de sair de casa. Com duas crianças a delirarem por andarem de chapéu de chuva, mochilas e casacos (o mais pequeno ainda experimentou as galochas) e eu sem encontrar o meu chapéu (que o meu rico marido encafuou na garagem). Não saí de casa com um da Hello Kitty, mas saí de casa com um de criança.
 
Para ajudar à festa, deixei o telemóvel em casa e ao estacionar o carro não puxei o travão de mão. Foi vê-lo a ganhar asas quando fechei a porta. Parecia que o tinha abastecido com Red Bull. E eu parecia o Michael Knight. Kit, onde vai você? (ler com sotaque brasileiro a cair para o argentino). Lancei-me em voo e puxei o travão com o carro em andamento. Espectáculo!
 
Portanto, um começo de dia em cheio.
 
Na escola dele a auxiliar estava contente: Isto é bom para as castanhas. E eu a pensar: Sim, claro. Só é pena eu não ser uma! E uma professora a ajudar à festa: Ó mãe! Esse chapéu de chuva fica-lhe muito bem!! Sim filha.... Sim filha... (nas escolas somos mãe de toda a gente)
 
Não costumo stressar, mas hoje fui apanhada de surpresa. Agora que já me passou, só me dá vontade de ligar a todas as pessoas que conheço que passam a vida a orientar a sua vida de acordo com as previsões meteorológicas e a quem sai tudo trocado, para me rir a bandeiras despregadas. Então? A chuva e trovoada de domingo chegaram 3 dias atrasadas, hein!?!
 
E tanto que ouvi que o Verão vinha em Setembro. E que o calor vem em Outubro. E que quem tirou férias agora é que vai safar-se. E blá, blá, blá, pardais ao ninho. Tanto ouvi como ignorei. Que de adivinhos e de loucos, todos temos um pouco (alterei o prevérbio a meu bel prazer, é claro).
 
À chuva: bom regresso!! Que ao menos lava-me o carro! :) E rega as castanhas. E lava as estradas. E deixa-me a varanda imunda. Uma verdadeira Supertramp! (gostaram do trocadilho?)

Deixo uma música apropriada para alegrar o dia.
 
 
Supertramp - It's raining again

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Há uma linha que separa...

... a minha vida dentro de casa da minha vida fora de casa. Uma linha que separa a pessoa que sou com a família e os amigos e a pessoa que sou nas várias esferas em que me relaciono. Uma linha invisível, mas perceptível.
 
Somos várias pessoas ao mesmo tempo. Nós: o resultado das nossas vivências. Namorados e namoradas. Maridos e mulheres. Colegas de trabalho. Pais e mães. Vizinhos. Conhecidos. Encarregados de educação. Uma (entre muitas) pessoa que vai ao supermercado. Que frequenta o café de sempre. Que faz programas em família. Que faz programa com amigos. Que, por vezes, participa noutros programas. Que vai ao ginásio. Que vai com os miúdos às actividades extra-curriculares. Entre mil e uma coisas.

Somos uma espécie de Fernando Pessoa. Temos vários heterónimos. Vários perfis comportamentais de acordo com o tempo, o espaço e as pessoas.
 
Há uma linha que separa aquilo que queremos manter dentro de cada esfera. Que nos relembra da importância que tem deixar os limites bem definidos. Não misturar assuntos ou pessoas. Mas se, porventura, isso acontece, acontece de forma muito subtil. Até sedimentar. Que a experiência de vida ensinou-nos a antever resultados.
 
Há pessoas que não respeitam essa linha. Que nos moem a paciência. Que não percebem até onde podem ir. E nós, muitas vezes, vamos deixando a coisa andar. Até ao dia. Em que arrumamos os assuntos. Fechamos as gavetas e deitamos as chaves fora.
 
Porque, apesar de invisível, essa é uma linha essencial aos bons relacionamentos.
 
Setembro, mês de recomeços e renovações, é um bom mês para isso. Para fazer as arrumações pendentes entre o lado de cá e o lado de lá da linha. Seguros. Firmes. Da melhor opção.

sábado, 30 de agosto de 2014

Três semanas depois

Comer, orar, amar. Esta é a frase que faz o balanço de três semanas de família. 24 sobre 24 horas. De brincadeiras e passeios. Programas a 4 e, por vezes, a tantos que éramos que lhes perdi a conta. Fizemos o que tínhamos programado e muitas outras coisas completamente imprevistas. A habitual viagem entre o Norte e o Sul. Os habituais encontros à volta da mesa.

Tínhamos programado pôr algumas coisas em ordem. E conseguimos fazê-lo. E estou feliz por isso. Chegou o meu último fim de semana de férias. E estou feliz por ter terminado este período com todas as pontas rematadas.

Matámos saudades, dançámos, fizemos caminhadas pelo campo, nadámos, piquenicámos. Também fizemos praia e piscina e participámos nas romarias. Comemos, orámos e amámos. E fomos felizes.

Sabemos que enchemos o saco de memórias de infância dos nossos filhos mais um bocadinho. Tal como o nosso. Mas o nosso saco é diferente do deles. Pois temos a consciência que um dia partirão e, por isso, vivemos cada instante como se fosse o último.

Na verdade, cada dia é o último. Cada semana. Cada mês. Neste caso, cada período de férias. Pois será o último ano de férias em que ambos têm a idade que têm. E, um dia, ao recordá-las, direi qualquer coisa como: naquele ano em que o mano tinha mais ou menos 5 anos e tu 9, 10 ou 11. Porque a memória é assim. Vai-se escapando.
 
Chegou a hora do regresso. Ao trabalho. À vida de todos os dias. À escola. Com novas escolas para ambos. Com novos amigos que irão fazer. Novos professores. Chegou a hora de dizer adeus ao ano que passou e olá ao ano que está a chegar. Chegou a hora.
 
É agora!