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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Vai ser um meet!

É só o que vos digo. Parafraseando uma amiga minha:
Vai ser um meet!
Apontem na vossa agenda.
Faltam 20 dias...

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Na gráfica


É impressionante a quantidade de folhas que as máquinas cospem por minuto

Andámos a acertar os pantones. Que é como quem diz: as cores.
 Mais amarelo, mais azul. Maior intensidade no fundo. Mais contraste.
Sinto-me quase doutorada nesta matéria

A foto não faz juz ao brilho da cor. À beleza deste trabalho

Vaidosa! Muito vaidosa.
Pelas escolhas que fiz quanto a este projecto. Por ter testemunhado o nascimento do meu mais recente bebé. Pela escolha da ilustradora (irei falar dela noutro post).
Estava ali o meu menino. E apetecia-me abraçá-lo

A luz não ajudava para ver bem a cor

Por isso levámos o "lençol" para a rua. Para expô-lo à luz natural

Foi gratificante participar neste processo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Onde está a avó? - O título do meu livro

Um conto escrito com cabeça, tronco, membros e coração. E com a certeza de que será muito útil aos pais que se vêm confrontados com o luto dos seus filhos.
 
Um conto escrito para a infância. De alguém que pergunta pela avó que partiu. Cuja resposta está presente.
 
No fim.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro

O título relembra-me uma frase que ouvi, vezes sem conta, enquanto crescia. E nesse processo de crescimento, em que o nosso entendimento do mundo é tão limitado e em que acreditamos em tudo o que nos dizem, pensei muitas vezes desta forma. Não saberia se iria ser mãe. Plantar uma árvore, como? Nem sequer tenho jardim! E escrever um livro? Só pessoas muito, mas muito inteligentes é que escrevem livros.
 
Mas eu que fui sempre uma menina curiosa e com o defeito danado de questionar as coisas até que as mesmas fizessem sentido na minha cabeça, perguntava-me, em surdina, Então e depois? Quem conseguir fazer estas três coisas... depois já pode morrer? E quem não conseguir fazê-las? Não fez nada de jeito na sua vida? E quem só fizer uma ou duas? Bom, nesse caso... pelo menos tentou. Será?
 
Coisas que nos passam pela cabeça na idade dos porquês. Na idade em que tudo quer uma resposta. Em que encontramos respostas mirabolantes para as questões que nos inquietam o espírito. Pois foi, exactamente, nessa idade que plantei a minha primeira árvore. Que sorri, por dentro, ao pensar Se morrer agora já plantei uma árvore. Que comecei a deixar marcas no meu percurso.
 
É claro que hoje oiço e penso esta frase da sabedoria popular de forma completamente diferente. Plantar uma árvore, contribuir para uma longa vida da Humanidade. Ter um filho, a maior dádiva de todas, a maior forma de partilha, a maior perpetuação, a maior descoberta. Escrever um livro, deixar um legado, uma memória futura da nossa passagem por cá.
 
E é nessa fase que estou. Escrever um livro, já o escrevi há algum tempo. Mais que um, até! Mas só se efectiva essa realidade quando ganha cor e forma. Quando se torna palpável. E é isso que estou a fazer. A tornar palpável um testemunho leal do meu ser. Da minha forma de viver. Do que quero que os meus filhos guardem de mim.
 
Não entendo que, depois, já possa morrer. Ou que a minha missão de vida termina aqui. Entendo, isso sim, que mais difícil que estas três coisas será evitar que a minha árvore seja derrubada. Fazer com que os meus filhos se tornem bons cidadãos. Esperar que o meu livro seja lido.
 
Não é aqui o fim da linha. É, apenas, um impulso no caminho.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

:)


Que me preenche. Que faço com muito prazer. Que me liberta. Que me realiza.
Que vai ganhar forma de livro. Que partilharei com todos os que gostam de me ler.

Querem saber o que ando a fazer?

Falei-vos aqui da importância de acreditarmos em nós. De não nos habituarmos ao que não nos faz feliz. De não nos deixarmos levar pela célebre frase de Carlos Drummond de Andrade "A vida cansa" e, por estarmos cansados, desistirmos. Pois só nos cansamos do que não nos deixa viver a vida  com prazer. E estar cansado não é um prazer.

Falei-vos, em vários momentos, que estou em contagem decrescente para um projecto pessoal em que tenho trabalhado nos últimos meses. Porque estava cansada de esperar. Porque a partir de determinado momento esse, o projecto, queria saltar da gaveta e ganhar vida. Só por isso. Só por mim.

Não há nada na vida que me preencha mais do que ver o meu entusiamo por qualquer coisa plasmado na cara dos que me rodeiam. Dos meus amigos e familiares. Dos que me acompanham nas minhas aventuras. Não há nada que mais me deixe feliz, que ver os meus filhos vibrarem com o que eu faço. Com os meus textos. Com um bolo cozinhado por mim. Com uma surpresa ao final do dia. Porque eu sou assim. Alimento-me dos outros. Do bem estar dos outros.

E, por isso, revelo o que aí vem. Um livro. É isso! Um livro.

Vou publicar um livro infantil intitulado "Onde está a avó?". Um livro a pensar num dos temas mais dolorosos para quem tem filhos. Explicar o desaparecimento de alguém a uma criança. Quando, no fundo, é simples entender que a morte faz parte da vida. Por mais que uma pessoa não queria aceitar.

Vou realizar um projecto que me preenche. Que é, sem dúvida, dar forma ao que mais prazer me dá. Dar corpo. E vida. À alma que há em mim. Com cabeça, tronco e membros. Algo palpável. Com o meu nome. Um legado que deixarei aos meus filhos. Para poderem responder aos meus netos quando, um dia, perguntarem Onde está a avó?, o seguinte Ela deixou-vos uma carta escrita a dizer-vos onde está.
 
E, com isto, até me arrepio.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Sweet September

Eis que o mês de Setembro está aí. Como sempre, reservo o final de Agosto para me preparar para o novo ano. Desde sempre, mesmo! Quando estudava adorava esta altura do ano. O regresso às aulas. As compras dos materiais escolares e dos manuais. O cheiro a novo de cada caderno. As folhas operculadas que destacávamos dos blocos para encaixar nos dossiers. Os marcadores fluorescentes e uma reserva de bolinhas autocolantes para recuperar os furos que se rasgavam.
 
Em adulta continuei com esta sensação de início de ano no mês de Setembro. Era depois das férias que me organizava para o ano seguinte. E hoje, com filhos, continua a ser assim. Com a sorte de poder voltar às compras dos materiais escolares.
 
É uma altura em que volto a fazer listas. As dos livros que serão necessários para ela. A do material que será necessário para ele. As listas de roupa e calçado em falta, pois logo a seguir vem o Outono e o Inverno. E listei. Ténis, sapatos e botas. Gabardines e blusões. Calças e fatos de treino. Camisolas de algodão e sweat-shirt's. Roupa interior e pijamas. Tudo a dobrar! Já comprei algumas coisas. Estão calçados para o ano escolar. Faltam, apenas, as botas. Também já estão preparados para a chuva e para as aulas de educação física. Falta, ainda, uma  nova lancheira para ele. Mudou de escola e precisará de levar lanche. Coisa por que ansiava, pois adorava preparar o lanche da mana.
 
Os manuais escolares deixei-os encomendados. Falta ir buscá-los. Do manancial necessário só consegui arranjar um. Os outros serão novinhos em folha. Falta saber o que querem os professores. Faltam as turmas e os horários. E, assim, a este ritmo descompassado das escolas andamos nós, os pais, à espera e à espera de saber o que será da vida deles, os filhos, para nos organizarmos...
 
Gosto deste mês que aí vem.
Já na casa dos meus pais era um mês em que se "começava de novo". Faziam-se as limpezas grandes da casa. As pequenas recuperações que nos perseguiam durante todo o ano. As pinturas necessárias e tudo o mais que fosse necessário antes da família recomeçar a trabalhar e a estudar.
 
Por aqui foi igual.
Tínhamos pequenos projectos para pôr em prática e chegou a altura de fazê-lo. Mais uma ou duas listas de coisas que faziam falta. Um candeeiro aqui. Um novo apontamento decorativo ali. Pequenas mudanças para um regresso em grande, como li numa parede no IKEA. E é mesmo essa a sensação.
 
No entanto, este ano há uma pequena grande novidade que fará com que o ano comece com um novo ritmo. E que novidade é essa? Já agora, esperem por Setembro. Vão gostar de saber, garanto-vos. Ando a um ritmo de loucos e o ano ainda nem começou. Mas é por uma boa causa. Aquela que me faz sentir que faço alguma coisa de útil. Para além do esperado. ;)

terça-feira, 22 de julho de 2014

O essencial é invisível aos olhos

De vez em quando gosto de reler livros que me marcaram. Tenho a ideia de que os interpretamos de forma diferente de acordo com a idade com que os lemos e, consequentemente, a experíência de vida que acumulamos. Lembro-me sempre do Sidarta, de Hermann Hesse (por acaso já não o leio há algum tempo), do Admirável mundo novo, de Aldous Huxley e até d'Uma família inglesa, de Júlio Dinis. Não há relação entre eles, apenas são livros que me marcaram. E sempre que os releio dou-lhes um novo sentido. Ou eles a mim.
 
O Principezinho, de Saint-Exupéry, também é um clássico. Gosto de relê-lo. E a sua tão poderosa mensagem, incrivelmente, afecta-me sempre da mesma forma. O essencial é invisível aos olhos. Quem não concorda com este menino que vive de forma simples e descomplicada no planeta B qualquer coisa?

 
Decidi comprar um novo e oferecê-lo à minha filha. Começou a lê-lo ontem. E mal posso esperar para saber o que vai dizer, depois de acabar de lê-lo. Pois também ela está na idade de querer voar, ultrapassar os seus limites e descobrir algo único em cada pessoa com quem se cruza. Como o pequeno príncipe que tinha como missão tratar de uma flor com três picos e varrer os vulcões inactivos e, por isso, era e continua a ser... único!
 
Para quem nunca leu, deixo-vos a dedicatória do autor ao seu melhor amigo.
 
Os meninos que me perdoem por dedicar este livro a uma pessoa grande.
Mas tenho uma desculpa de peso: essa pessoa grande é o melhor
amigo que eu tenho no mundo inteiro. E tenho outra desculpa:
essa pessoa grande é capaz de perceber tudo, mesmo os livros para crianças.
E tenho outra desculpa, a terceira:
essa pessoa grande mora em França e em França passa fome e passa frio.
Bem precisa de ser consolada.
Mas se todas estas desculpas não chegarem, então,
gostava de dedicar este livro à criança que essa pessoa grande já foi.
Porque todas as pessoas grandes já foram crianças.
(Há é poucas que se lembram disso)
Por isso a minha dedicatório vai ser assim:
 
Para Léon Werth quando ele era pequeno
 
Digam lá que não aguça a curiosidade?
Recomendo. Vivamente. Que o leiam com os vossos filhos.
 
E já agora, dedico este post a uma amiga apaixonada por este personagem da literatura. Uma boa amiga. Portanto, uma princesinha! :) (ela não vai gostar nada disto)