É assim que me sinto quando estou a adorar um livro e não consigo largá-lo sem ler só mais uma página, só mais outra e outra e outra... até que caio para o lado. A dormir. Sinto-me presa neste sentido. E lá em casa acontece o mesmo com todos. A mais velha adora ler. Desde sempre. Mas também não é a maluquinha dos livros. É uma leitora por fases...
Lembro-me da fase do Geronimo Stilton, da fase das Gémeas do Colégio de Santa Clara, Uma aventura e, mais recentemente, O diário de um banana. Mas, confesso, este banana já me cansa. Conhece-os de cor e salteado e está sempre à espera que saia mais um exemplar.
Há umas semanas perdi-me na secção juvenil da Fnac à descoberta de uma colecção qualquer que não fosse da moda. Algo que a fizesse pensar e reflectir e ter prazer nessa leitura. Tropecei em várias e fiquei-me por uma que eu, francamente, numa apreciei... Sherlock Holmes. Uma espécie de CSI do final do século XIX. Uma pérola que Sir Arthur Conan Doyle nos deixou.
Para crianças? Pensei. Bom, pode ser que ela goste. Sabemos que nesta literatura há um ponte de interrogação constante. Que quando estamos prestes a desvendar algo, o autor brinda-nos com outra questão. E que, no fim, está tudo interligado. Tudo se conjuga como num puzzle.
Comprei. E ela leu. Adorou! Já comprei outro! E estou prestes a comprar o terceiro. :) Pois a miúda está presa ao livro. É claro que, paralelamente, tem sempre o Banana na cabeça. Sempre à coca para ver quando sai outro número. Mas fiquei contente com esta escolha e, ao mesmo tempo, descoberta. Um clássico da literatura britânica adaptada a esta faixa etária cuja publicação em português data de 2013.
Fica a dica.
