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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Nem queria acreditar...

Quando me cruzei na rua com uma estagiária que orientei aqui há uns anos. Chegou-me "às mãos" tão miudinha... oh meu Deus... E agora reencontrei-a. Grávida!! WTF?!? Mas ainda ontem era uma miúda!!!

Não consegui disfarçar o meu espanto. E, em conversa é que me dei conta. Foi minha estagiária há quase 10 anos! 10 anos??? O tempo não vale mesmo um caroço!! Ou isso... ou estou a ficar velha e não quero ver...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Já nasceu!

Lembram-se de ter-vos falado aqui sobre o bebé que aí vinha? Pois bem. Já nasceu! E faz hoje uma semana de vida. Assustou-nos, o magano. Assustou-nos durante o tempo de gestação. A minha prima esteve internada durante um mês. Primeiro, com contacções. Depois, tudo e mais alguma coisa. E eu, que julgava saber tudo sobre este assunto, descobri que não sabia nada...
 
Nunca estive internada nas minhas gravidezes. Nunca passei pelo que ela passou. Já tinha ouvido aqui e ali. Mas nada parecido com o que aprendi agora.
 
Injecções para maturação dos pulmões? Pois, nunca tinha ouvido falar. Uma espécie de preparação do bebé, caso nascesse antes do tempo. Líquido amniótico a mais? Líquido amniótico a menos? Análises a vírus estranhos cujo nome assustam qualquer um. E ela que, ainda por cima, deitada que estava, apenas com autorização para mexer os olhinhos, ainda perdeu 5 kg de peso.
 
Fui visitá-la ao hospital. E numa dessas visitas armei-me de máquina fotográfica, maquilhagem, camisa de seda rosa bebé, fitas de cetim de várias cores e óleo para o cabelo. E não lhe disse nada. Surpreendendo-a numa sessão fotográfica de pré-mamã. Ali, na cama do hospital. E ela adorou. E eu também.
 
Já nasceu!
Nasceu no dia 16. Quando menos esperávamos. Não dava sinais disso. Julgámos que, depois de tanta injecção para travar o parto, agora seria altura de esperar pelos últimos dias. Mas ele é que decidiu. O rapaz. Que até ao fim não tinha nome. Que, até ao fim, deixou bem claro que era ele a comandar as tropas. Quando haveria de chegar a este admirável mundo novo! E que os sustos que pregou à mãe, ao pai, às irmãs e a todos os que o aguardavam, são apenas meros flashes daquilo que reservou para todos. É rabino! Muito rabino!
 
3.200 kg de gente. 47 cm de comprimento. Louro. Nem se lhe vêem as sobrancelhas. Abre os olhos de quando em vez. Grandes. Perfeitinho. Limpinho. Mamão! E de nome David Alexandre.
 
Peguei-lhe ao colo como se pegasse num bebé pela primeira vez. Encostei-o no meu peito para que me conheça o cheiro. E a voz. E o toque. E, sem querer, dei por mim a pensar em como já me tinha esquecido daquela sensação. A de ter um recém-nascido em cima de nós. É incrível como essas memórias se escondem nos recantos da nossa história de vida. É incrível como ao acompanharmos diariamento os nossos filhos vamos vivendo cada nova fase como a mais supreendente até ao momento. É incrível como o nosso instinto de mãe está sempre lá.
 
Estou tão feliz! Há muito tempo que não tínhamos um bebé na família. Há 4 anos. A idade do meu filho. Fui a última a contribuir para a taxa de natalidade. A última da nossa família, claro! E agora, a renovação da esperança. A renovação da vida. O reacender de sentimentos adormecidos. O alicerçar de sentimentos com que vivemos diariamente e dos quais nem sempre nos lembramos. Ou valorizamos. Isto porque a mãe é minha prima. Mas se fossemos irmãs, talvez não nos dessemos tão bem. Não há dia que não falemos uma com a outra. Sou madrinha de uma das suas filhas. E ela é madrinha de um dos meus filhos. E na passada segunda-feira, dia 16, dei por mim a dizer a alguém:
- Acabei de ser tia!
 
Não! Não fui tia. Mas é assim que me sinto. E tu, meu querido David, se um dia leres este texto saberás que foste e és desejado por todos nós. Se um dia leres este texto, perceberás porque te enchemos de beijos como se nos alimentássemos de ti. No fundo, é isso. Alimentamo-nos de ti e de todas as crianças que nos rodeiam. Vocês são o nosso motor. A nossa fonte de vida.
 
 

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Todos os dias gosto mais um bocadinho

Antes de ser mãe, já tinha desistido da ideia.
Andei alguns anos a tentar. E toma medicação, e tira a temperatura, e é agora a altura certa. E começa tudo de novo.
O desalento cresce de mês para mês. Questionamo-nos. Não percebemos. Porquê connosco que até queríamos tanto. Porque é que há mulheres com carradas de filhos, sem condições nenhumas. Porque é que há mulheres sem qualquer sentimento maternal que engravidam tão facilmente, etc., etc.
São muitas das questões que passam pela cabeça de quem como eu, queria ser mãe, e não conseguia.
Desisti. Tentei aceitar o facto da maternidade não me estar reservada. E a minha vida continuou. E recomeçou, no dia em que, depois de muito tempo com essa ideia fora do horizonte, ter decidido ir a uma consulta com um especialista dos especialistas em infertilidade. Lá fui. Ou melhor, lá fomos, eu e o meu marido. A consulta custou 120€. Sim! Limpinhos. Sem seguros, acordos ou o que mais. E não valeu de nada. Não valeu, porque fomos lá só para ficarmos a saber que eu estava grávida!
É verdade!
Não me tinha apercebido. 6 semaninhas de gente dentro e para mim estava tudo normalíssimo. Foi o teste de gravidez mais caro da minha vida.
Naquele dia, não senti nada. Nem alegria, nem tristeza. Pusemo-nos a caminho de casa sem dizer uma palavra. A chover, no meio do trânsito. "E agora? O que é que queres fazer?" - perguntou-me ele. "Não sei... se calhar é melhor dizer a alguém, não?". Quando cheguei a casa dos meus pais já estava outra!
Acho que os meus filhos não sabem o quanto gosto deles.
Não sabem. Não imaginam o que senti quando soube que estava grávida deles. (nem eu sei bem)
Das duas vezes foram sentimentos e experiências diferentes. A própria descoberta do meu estado de graça, também foi inusitada, de ambas as vezes. A única coisa em comum foi que, em ambos os casos, já tinha disistido da ideia.
Ainda bem que aconteceu. Foi quando menos esperei, mas talvez quando estava mais preparada. Tinha de ser assim.
Das duas vezes, os partos aconteceram à sexta-feira. E, também das duas vezes, no sábado senti que já gostava mais deles do que horas antes. É curioso, porque não sabia se aquilo que estava a sentir era mesmo assim. Da primeira vez, senti e tive vergonha de dizer. Da segunda, voltei a sentir, com a mesma intensidade e disse-o a quem estava na visita. E quem estava na visita compreendeu-me tão bem...
Todos os dias gosto mais deles do que gostava no dia anterior. Não sabia que ía ser assim.
Agora compreendo os pais. As suas preocupações. Mesmo quando os filhos são já adultos. O mesmo discurso para os seus filhos, ainda umas crianças aos seus olhos.
Todos os dias gosto mais deles. Todos os dias, mesmo! Sem tirar nem pôr. Às vezes penso que vou rebentar de tanto sentimento.