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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Postais de férias #2


Costa Azul.
Praia da Galé.

Um paraíso perdido que nos permite estar na praia em sossego em pleno mês de Agosto.
Um paraíso acessível após 140 degraus escarpados.
Um paraíso que nos permite um banho de mar. Daqueles com ondas enormes que nos empurram para a berma. Mas que não nos assustam.
Um paraíso daqueles que nos brinda com cardumes de peixes e 
barbatanas de golfinhos ao longe. Os do Sado.

Um postal de férias da minha amiga Z.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Postais de férias #1


Entre as 1001 fotografias que eles nos pedem para lhes tirarmos, 
de vez em quando lá sai uma totalmente inesperada, gira e fora do baralho, 
que nos dá vontade de imprimir e emoldurar para todo o sempre.

Aconteceu-nos com esta.

Jamais conseguiria programar a silhueta deles, assim, com esta luz de fundo. 
Muito menos o sol a espreitar debaixo do braço dela e o take na hora certa, no momento certo do pulo que deu, conferindo movimento à foto, sobretudo pela posição da trança que  me deixou fazer-lhe, muito contrariada.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Outra pérola...

Nas férias de Verão estivemos na Isla Cristina, em Espanha.

A determinada altura o pai diz:
- É verdade! Aqui é mais uma hora. São um quarto para as dez. (da noite)

O mais pequeno responde:
- Vá mana, dorme! Já está na hora!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Juro que não o agredi!

Foi hoje o dia da absoluta estreia do meu filho na nova escola. E se receios haviam sobre a mudança, o mesmo apressou-se a dissipá-los. Grande sorriso, bem disposto, como se já conhecesse a escola há anos e anos. Ainda olhou para mim com aqueles olhos tens-a-certeza-que-é-isto-que-queres-para-mim ou também do género leva-me-contigo, mas eu a adivinhar esta suave chantagem despedi-me rapidamente e não lhe dei tempo para pensar.
Não sou, propriamente, estreante nestas andanças. Mas o início de cada ano deixa-me, sempre, com um certo nervoso miudinho. Sobretudo, como já referi várias vezes, este ano em que se dão grandes mudanças na vida dos dois.
Fiz questão que ele participasse em todo o processo. Foi comigo tratar da candidatura, da matrícula e foi ver a escola nova. Também andámos às comprar de supermercado com direito a um espaço no carrinho para o leite que fará parte dos seus lanches diários. E a nova lancheira já estava pronta para sair há uns dias.
Tudo o que comprámos, ténis, sweat-shirt's, etc., na boca dele comprou-se para levar para a escola nova. E eu deixei que esse discurso o dominasse. Como que a convecer-me, eu própria, da mudança.
Mas este início dá-se depois das férias grandes. De onde o meu filho trouxe muitas recordações. Joelhos esfolados. Pernas arranhadas. Pés com pequenos cortes e alguns arranhões. Nódoas negras. Cotovelos cheios de mazelas. Além de parecer que está encardido nestas zonas críticas.
Chamamos-lhe Tom Sawyer. É vê-lo a correr por todo o lado com um chapéu de abas e cordão comprido. Facilmente o imaginamos a perseguir o barco no rio Mississipi. :) Só falta, mesmo, andar descalço. Não anda, mas também não quer ténis ou sandálias. Chinelos! É essa a palavra de ordem.
À nova educadora eu gostaria de dizer: juro que não o agredi! Que é um rapaz bem disposto, sempre na rua e que nem chora quando cai. As nódas negras, pode perguntar-lhe onde as fez que ele terá todo o prazer em responder. Os arranhões têm grande animação na sua génese e os pés mal tratados são a sua felicidade.
Quem o vir pode ter dúvidas desta natureza, tal o estado crítico em que se encontra. Mas eu não me importo com isso. Pois sei que é o resultado de um Verão e de uma infância felizes. :)

sábado, 30 de agosto de 2014

Três semanas depois

Comer, orar, amar. Esta é a frase que faz o balanço de três semanas de família. 24 sobre 24 horas. De brincadeiras e passeios. Programas a 4 e, por vezes, a tantos que éramos que lhes perdi a conta. Fizemos o que tínhamos programado e muitas outras coisas completamente imprevistas. A habitual viagem entre o Norte e o Sul. Os habituais encontros à volta da mesa.

Tínhamos programado pôr algumas coisas em ordem. E conseguimos fazê-lo. E estou feliz por isso. Chegou o meu último fim de semana de férias. E estou feliz por ter terminado este período com todas as pontas rematadas.

Matámos saudades, dançámos, fizemos caminhadas pelo campo, nadámos, piquenicámos. Também fizemos praia e piscina e participámos nas romarias. Comemos, orámos e amámos. E fomos felizes.

Sabemos que enchemos o saco de memórias de infância dos nossos filhos mais um bocadinho. Tal como o nosso. Mas o nosso saco é diferente do deles. Pois temos a consciência que um dia partirão e, por isso, vivemos cada instante como se fosse o último.

Na verdade, cada dia é o último. Cada semana. Cada mês. Neste caso, cada período de férias. Pois será o último ano de férias em que ambos têm a idade que têm. E, um dia, ao recordá-las, direi qualquer coisa como: naquele ano em que o mano tinha mais ou menos 5 anos e tu 9, 10 ou 11. Porque a memória é assim. Vai-se escapando.
 
Chegou a hora do regresso. Ao trabalho. À vida de todos os dias. À escola. Com novas escolas para ambos. Com novos amigos que irão fazer. Novos professores. Chegou a hora de dizer adeus ao ano que passou e olá ao ano que está a chegar. Chegou a hora.
 
É agora!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Duas semanas depois

Depois de andarmos pelo Alentejo rumámos, directamente, para o Norte. Cerca de 5 horas de viagem para nos instalarmos numa aldeia perdida na Beira (tal e qual o Tony Carreira). Ainda tenho o sotaque francês impregnado nos ouvidos. E o cheiro a gado. Com que nos cruzávamos diariamente.
 
Esta estadia tão isolada teve coisas boas e, claro, coisas más. Coisas que andavam a par. O sossego. É bom, claro. Mas não estamos habituados a isso. Estranhamos sempre que por lá andamos. E, de vez em quando, precisámos de sair. De ir à cidade. Passeios pelos campos. Sempre a abanar os braços que as moscas neste tempo, também por causa das cabras, das vacas, dos borregos, das ovelhas e dos bodes, fazem questão de serem chatas, chatas, chatas. As pernas arranhadas das ervas. Os ténis cheios de pó e picos nas meias.
 
Também é bom ver o que da terra se tira. Os habitantes locais estão já a preparar o Inverno. Há quem se dedique ao negócio da lenha e, por isso, anda a cortá-la e a prepará-la para os clientes. Há quem se dedique ao negócio da castanha. E há, também, quem se dedique à agricultura de subsistência. Por duas vezes bateram-nos à porta. Era a vizinha com ovos das suas galinhas: São para os meninos!
 
Fruta! Imensa fruta! Amoras, abrunhos, pêras, rainhas Cláudia (tenho um fruto com o meu nome), pêssegos, maçãs. As uvas estão a amadurar para as vindimas que aí vêm. Mas as batatas, os tomates, o feijão verde, as courgetes e tudo mais que se lembrarem desta época é lindo de se ver a sair da terra.
 
Os miúdos adoram. Ele parecia o Tom Sawyer. Só faltava andar descalço pelas ruas. Todo arranhado, sempre com a vela acesa (coisa que eu detesto de ver nos miúdos), unhas pretas, cara esborratada e joelhos escuros. Tão escuros que no banho pareciam sempre iguais.
 
Ela, o de sempre. Calma. Lá brincou com uns miúdos da rua, mas pouco. Andou a ler, de volta do tablet e de conversa em conversa. Sai mesmo à mãezinha dela! :) Fala com a vizinhas. Com os tios mais velhos. Sabe quem é filho de quem e quem é casado com quem. Contou-me histórias. Imensas histórias. E compadeceu-se com cada idoso que viu curvado. E olhem que por ali são muitos! Que a aldeia é pouco jovem.
 
Medraram!
 
Eu quis escrever mais. Juro que quis. Mas a rede é coisa escassa. Falar ao telefone. Ui! Lá descobri um sítio onde conseguia. Mas internet!! Só no adro da igreja. O que me levou a fazer várias tentativas. Mas desisti. De dia, não conseguia ver o ecrã por causa da claridade. De noite, como não há luz no adro, não conseguia ver o teclado. Desisti!
 
Também é bom pesquisar um pouco sobre praias fluviais. Todos os anos há novos espaços recuperados que vale a pena visitar. Fomos à de Valhelhas e à de Vale das Éguas.  Apenas um conselho: se um dia pensarem em lá ir, não o façam no mês de Agosto... a invasão de gente é parecida à de uma dia de praia em Carcavelos.
 
O meu marido reencontrou dois amigos da sua adolescência que são irmãos entre si. Nem de propósito, pois há anos que não se viam e por aqueles dias tinha ele andado a contar-me das suas peripécias. Entre as quais a construção de uma cabana no meio do mato com o crânio de um porco por cima da porta. E, sem esperar, cruzámo-nos com eles. Que partiram há quase 20 anos para França. E que, de vez em quando, voltam a casa.
 
Foi uma diversão. Recordaram os melhores momentos que viveram. Falaram em português e em francês. Trouxeram as mulheres e os filhos. Elas, as francesas, Muriel e Evelyne, umas bem dispostas. Coisa rara naquela "espécie". Não falavam português, mas percebiam imensas coisas. Eu disse-lhes que falava un petit peu de francês. E desenferrujei a língua.
 
Fomos ao baile. Ouvimos os Tokadançar e assistimos a uma briga entre ciganos. Dançámos uma coreografia, pelos vistos universal, que aprendi com elas naquela noite. No entanto, toda a gente estava a dançar aquilo. Fizemos o comboio da praxe e ainda dei um pezinho de dança com o meu marido. Fomos ao baile da paróquia. E os meus dedos fervilhavam de vontade de escrever sobre tudo.
 
Sobre as aldeias perdidas na Beira, há coisas boas e coisas más. Mas as melhores são as que não se encontram em mais lado nenhum. E essas residem num reencontro inesperado. Numa conversa ao serão com os familiares da terra. Nos almoços e jantares em família. Daquela família da Beira que também partiu para França. E que regressa ano após ano. Para alimentar a alma.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Uma semana depois

É sempre assim.
Esperamos, ansiosamente, que cheguem as férias. Andamos um ano a trabalhar para isso. Depois, começamos a contagem decrescente. E, de repente, já passou uma semana.

Primeiro, rumámos a Sul. Fomos a casa. À minha. Onde o sotaque alentejano me aquece o coração. Os cheiros. As cores. Os gritos e sorrisos dos mais novos. Que se encontram com os outros das suas idades. Que um dia irão recordar as tardes e as noites que passaram na terra dos pais.

As minhas primas. Foram elas uma presença constante nesses dias. E os seus maridos. E os seus filhos. Já vos tinha dito que somos uma família de mulheres. Mas já não é bem assim. Se, quando pequenas, partilhámos as bonecas sob o olhar atento dos nossos pais, agora somos nós os pais que de olhar atento tentamos gerir, da melhor forma, a troca de bolas de futebol, gormitis, carros e aviões entre os moços nossos filhos. Apercebemo-nos que, nesta leva da família, só há quatro meninas. Uma já com 17 anos. Uma mulher. Outra, com 19. Outra mulher. Outras duas de 9 e 10 anos. E, depois, é só rapazes entre os 5 anos e os 2 meses.

Gritam. Imenso! Jogam à bola. Andam ao pontapé e aos abraços. Bendito UNO que, depois dos almoços, os sossegava um bocado. E os almoços à beira da piscina. Tal e qual nós que nunca queríamos almoçar o que os nossos pais nos traziam. Mas sim na toalha vizinha, com outra prima qualquer, a comer tudo menos o que nos estava destinado. Descobri que o meu filho adora grão. De tal maneira que as suas predilectas salsichas ficaram para segundo plano. A minha fruta nunca era a melhor. E o chourição da prima C. foi um sucesso.

Fomos à praia fluvial da Mina de São Domingos. Uma preciosidade em pleno árido Alentejo. Em pleno Parque Natural do Guadiana. Andámos de barco e ninguém saiu da água durante todo o dia. Tal e qual eu. Quando era criança. Registem na vossa agenda. Pesquisem e vejam que maravilha de dia se passa por lá. Um verdadeiro oásis.

As noites. De Verão. Como ainda não se viu por Lisboa. Ruas fechadas que nos permitiam afrouxar a rédea com os miúdos. Em cada esquina uma banda a tocar. Em cada rua, colunas com música tradicional portuguesa. E os sorrisos trocados de forma espontânea. E os rostos que se reconhecem. E a paragem obrigatória para dois dedos de conversa.

Tudo de saúde? Tuuudo!! Ora bem. Isso é que importa!
 
E a procissão da terra. Um mar de gente em peregrinação. Promessas pagas. Promessas feitas. Os andores. O padre. Os da terra e os de fora. Que se distinguem à légua. Passo compassado. Acompanhado pela banda da Sociedade. E as crianças que, na minha altura, sempre apareciam vestidas de anjos já não se vêem. Mas ainda assim, como quem não quer a coisa, vesti a minha menina de branco. Há coisas que nos ficam para sempre. Como que pirogravadas.
 
Gosto de ir a casa.

domingo, 3 de agosto de 2014

A uma semana do descanso

Acabou mais um fim de semana. E bem depressa que passou. Com tanto que resolvi. Coisas pendentes que ficam para depois. E, depois, junta-se tudo e resolve-se de uma vez só. Para começar, estou a escrever-vos de um computador novo. O outro, foi-se. Deu lugar a este. Giro, que só ele! E tem uma coisa que me agrada imenso: não é preto. Nem é cinzento. :)
 
Fomos onde era preciso. Passámos o sábado fora à conta disso. E cansa. Mas cansa mesmo. Chegámos a casa derreados. Os miúdos adormeceram logo. E eu nem lembro de mais nada...
 
No Domingo aproveitei para cortar e pintar o meu cabelo. Sim, sou eu que faço isso a mim própria. E aos restantes membros da família cá de casa também sou eu que corto o cabelo. E não. Não aprendi com ninguém. Tenho um grande poder de observação e jeito de mãos. Um dia arrisquei, correu bem e agora trato de todos. O meu sogro diz que nunca na vida ficarei sem comer. Pois desenrasco-me com qualquer coisa. (era bom, era...)
 
Ainda tivemos tempo para mimos e brincadeiras. Para ir à margem Sul ver o filho da minha prima. O bebé de quem já vos falei imensas vezes. Está liiiinnndo... Olho azul, azul!. E, com ele, matei saudades dos tempos em que os meus filhos eram ainda bebés. Consegui resolver algumas coisas pendentes relativamente a um projecto pessoal de que vos falarei mais à frente. E estar numa esplanada com dois casais amigos e respectiva prole. Mas o vento era tanto que a nossa estadia foi sol de pouca dura.
 
Daqui a umas horas toca a levantar que se faz tarde para a última semana de trabalho antes do merecido descanso. Sim, eu sei que já andámos pelo Algarve, mas não chegou. No ano passado não tivemos férias. E este ano temos muita vontade de desandar daqui. Outra vez. Falta uma semana. Não sem antes irmos a um baptizado, finalizarmos as matrículas nas escolas e nos ATL's, encomendar os livros escolares, uma reunião importantíssima que terei amanhã ao fim do dia e uma remoção da vesícula da minha madrinha (mulher do meu pai). Portanto, uma semana agitada que é o que se quer para que o tempo passe depressa a caminho das férias.
 
Boa noite.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Lugares onde fomos felizes - Porto Covo

Este registo serve, apenas, para não me esquecer de lá voltar. Parámos para esticar as pernas, no périplo que fizemos do Algarve a Lisboa pela Costa Vicentina. E está lindo, Porto Covo.
 
Já lá tinha estado em miúda. Mas se, desta vez, não deu para muito, ficou a promessa de voltarmos. E mergulharmos. E passearmos. E criarmos memórias de mais um lugar paradisíaco do nosso país.
 
Para companhar as imagens, Rui Veloso, claro está!
 
Acharam piada à porta e quiseram ser fotografados aqui! :)

A minha princesa está uma mulherzinha.

A cada esquina... um carrinho. E ele entra em todos...

 
Roendo uma laranja na falésia
Olhando um mundo azul à minha frente
Ouvindo um rouxinol nas redondezas
No calmo improviso do poente...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Lugares onde fomos felizes - Praia dos três irmãos

Fica em Alvor, no lado nascente. É uma praia muito bonita que esconde uma história de encantar. Reza a história que deve o seu nome aos três grandes rochedos que a carcatrizam e que ali se encontram, devido a uma noite de tempestade que vitimou três pescadores. E petrificou-os. Pois os familiares em terra não tinham cumprido as promessas feitas.
 
Mas histórias à parte, crenças e lendas que moldam as mentes, garanto-vos que vale a pena visitar. É uma praia caracterizada pelas belas falésias e pequenas grutas que forma. Em cada canto um bar muito agradável. É vigiada  e há muitos bolinhas!! A água é um pouco fria. Mal de que padeci por estar habituada ao meu outro Algarve. Mas aguenta-se bem.
 
Aqui, voltámos. No primeiro dia visitámos cada cantinho do areal. Descobrimos as tais grutas e pequenos segredos que os rochedos escondem. Vimos caraquejos, como diz o meu filho. Peixes e algas. Muitas algas!
 
Da segunda vez que lá fomos fizemos um sunset familiar. O meu filho fez amizade com um casal do Norte. Sem filhos. Que lhe acharam piada e andaram a jogar à bola com ele. E, no fim, apoderou-se das camas concessionadas.
 
Aquele sol de fim de dia é, de facto, um espanto. Permite-nos usufruir da praia como se ela existisse só para nós. Os miúdos esticam-se pelo areal, sem medos. E nós permitimos-lhes essa liberdade. E só quando o sol se enconde é que recolhemos.
 
Se nunca fizeram isso, experimentem. Peguem na máquina fotográfica e aproveitem aquela luz de final de dia. Ah, é verdade! Neste dia também encontrámos uns noivos e suas damas de honor a tirarem fotos. Parece que este ano, por aquelas bandas, houve muita gente a casar. :)
 

 






 
Mais um lugar onde fomos felizes.
Mais uma partilha com as pessoas de quem eu gosto. :)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Lugares onde fomos felizes - Beja + Serpa + Ferreira do Alentejo

Temos um grupo de amigos com quem, todos os anos, passamos um fim-de-semana familiar. E, todos os anos, o grupo aumenta. Entre casais e filhos andámos pelas 35 pessoas.
 
Com este encontro pretendemos várias coisas. Fomentar as relações de amizade entre todos e entre os nossos filhos que, durante o ano, não nos acompanham nos jantares e encontros de adultos. Cumprir, minimamente, um programa cultural para que nos sintamos mais ricos e mais conhecedores do nosso Portugal. O encontro acontece sempre num local diferente. No ano passado foi no Luso. Este ano fomos para o Alentejo.
 
Dou-vos nota de várias coisas. Primeiro, o Alentejo, para mim, será sempre a minha fonte. Os cheiros, as cores, os sabores e as gentes enchem-me a alma. Estou em casa. É como ir a casa. E, desta vez, não foi diferente. Assim que lá chegámos e saí do carro senti-me invadida por memórias de locais onde fui feliz. De tempos que me preencheram e onde construí maravilhosas recordações. Pisei o chão com vontade de beijá-lo. Não devemos deixar de voltar aos locais que vivem no nosso coração. Mesmo que não tenhamos as mesmas pessoas connosco. Nem a mesma idade. Nem a mesma forma de ver as coisas. O que somos é resultado do que vivemos...
 
Conseguimos um hotel disponível para albergar tanta gente. O hotel O gato, perto da barragem de Odivelas em Ferreira do Alentejo. Um negócio de família cujo nome é também de família. Começou com o bisavô do actual proprietário e era, inicialmente, uma mercearia. Cresceu e ganhou uma taberna. Depois, uma albergaria e, hoje, é um hotel. Acolhedor, familiar. No meio do nada. Mesmo para repouso absoluto. Com uma boa piscina e uma cozinha tradicionalmente alentejana que, apesar de ser muito boa, acabou por ser a parte má. Não deu para resistir... :)
 
E nos 3 dias que lá passámos tínhamos programado visitar o castelo de Serpa, onde também almoçámos. O castelo de Beja, onde também jantámos. E a barragem de Odivelas, onde eu e os meus não fomos. Pois estávamos de partida para o Algarve.
 
Todos os anos a mesma agitação. Crianças para um lado, adultos atrás delas. Programa delineado e alterações de última hora. E, este ano, o meu aniversário. No dia 29 de Junho. Com direito a bolo (surpresa organizada pelo marido) e todos combinados para me cantarem os parabéns. Obrigado.
 
A reter: vale a pena visitar o castelo de Serpa. E a vila. E almoçar por lá. Estava tudo combinado para irmos ao restaurante Molha o bico, mas estava fechado. Acabámos no Pedra de Sal. Um must. A decoração, a comida e a recepção. Em Beja, para quem não conhece, visitem o centro histórico e o castelo. Para mim, já não era novidade. Mas em grupo é sempre mais divertido.
 
Aos amigos que se juntaram ao grupo recentemente, um grande abraço. Daqueles quentinhos. Que permaneçam connosco o mais possível. Sempre com boa-disposição. Acrescentando o que de melhor têm para dar a este grupo que é a prova de que não há impossíveis. E aos que ficaram sem tradução ao que ouviram, aqui vai o que me lembro:
 
- alcagoitas: amendoins
- estramelo: whisky
- charingo: fartura
- chocolatêra: cafeteira
- talego: saco de pano
 
Isto em resultado das conversas que tivemos ao serão. :)
Agora, um breve registo fotográfico.
 







 
Se vos aguçou o apetite, já sabem. Passando por aquelas bandas não deixem de parar!
 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Lugares onde fomos felizes - Praia da marinha

Fica na Caramujeira, no concelho de Lagoa e é considerada, pelo Guia Michelin, uma das 100 praias mais belas do mundo e, ainda, uma das 10 mais belas da Europa. E eu confirmo!
 
Ainda não tinha pisado esta areia. Houve um ano em que apanhámos mau tempo no Algarve e andámos a visitar praias. Esta só conseguimos espreitá-la. Mas não vimos nada. Para isso tinhamos de descer escadas e descer e descer e descer... E a chover... Não dava muita vontade... Mas registámos. E voltámos!
 
Sabia que tem um itinerário marinho deslumbrante que a limpidez das águas permite vislumbrar. Por isso tentámos fazer snorkeling. Tentámos, bem dito. Mas a temperatura da água, a mim, não me permitiu ir mais longe. Quanto mais me afastava da costa, pior! Gelei, completamente! Depois de mais de meia hora para conseguir entrar! E desisti. Não conseguia controlar a respiração.
 
No entanto a praia é belissíma, sem dúvida!
 
No dia em que lá estivemos ainda choveu de manhã. Mas o tempo abriu e valeu a pena termos resistido às partidas do São Pedro. A envolvente é paradisíaca. Daí tantas marcas a procurarem para anúncios publicitários. E as escadas, apesar de serem imensas, descem-se e sobem-se bem. Muito arranjadas e muito espaçadas.
 
Ainda assistimos a uma sessão fotográfica de uns noivos. Ela com um vestido de princesa. E as fotos devem ter ficado espectaculares!
 
A praia é vigiada e tem um café e esplanada muito aprazíveis. Também há estacionamento, mas em Agosto penso que será pequeno. O areal não é muito extenso, mas quem quiser aventurar-se pode passar por baixo das rochas e descobrir uma outra praia, mais pequena e mais isolada. Ou passam por dentro de água ou passam com a barriga na areia. :)
 
Também aqui fomos visitados por imensos barcos em circuito turístico com a diferença de que alguns deixavam que os passageiros dessem um mergulho. E um, em particular, fez as delícias do meu filho (o da foto). Olha mãe! Um barco de piratas!
 
 
 
 





 



 
São maravilhosas as imagens, não são? Convidativas. A natureza em estado puro, sem dúvida. Reparem nas diferentes tonalidades da água. Por causa do fundo. Se passarem por estas bandas não deixem de visitar. É mesmo um luxo ao alcance de todos. :)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Locais onde fomos felizes - Praia do Carvalho

Estivemos fora uma semana. Para descansar. Para celebrar. A vida.
Fomos para o Algarve. Mas não para o "nosso" Algarve. Desta vez virámos à direita quando acabou a auto-estrada e fomos parar ao Alvor. Uma novidade para nós.
 
Nestas coisas da Geografia costumo confiar no meu marido e, francamente, não me preocupo com nada. Mas, desta vez, fiz questão de olhar para o mapa e tentar perceber onde estava... mais concretamente. E feliz fiquei quando percebi que estava perto de algumas das prais mais bonitas e paradisíacas do nosso país e que já tinha tido oportunidade de visitar. Em tempos idos. Pois este, não é o "nosso" Algarve.
 
E porque gosto de partilhar o que me faz feliz e os sítios onde fui feliz, trago-vos algumas imagens da Praia do Carvalho. Um verdadeiro tesouro da natureza. Um verdadeiro desafio à nossa natureza. Uma pequeno paraíso na terra. Fica na freguesia da Praia do Carvoeiro, no concelho de Lagoa. E forma uma baía rodeada por uma formação geológica tão interessante que para lhe pormos os pés em cima precisamos de atravessar um pequeno corredor ou como o meu filho lhe chamou "uma gruta". É esta a única passagem.
 
Ficámos na praia do Carvalho até o sol de pôr. Como em tempo idos, quando não tínhamos filhos. E é destes momentos que mais gosto no Algarve. Os fins de dia nas praias quentes. O abraço que o sol nos dá antes de se deitar. Um abraço quente que envolve os nossos corpos desnudos e abertos a recebê-lo. Que ilumina o nosso sorriso e acentua a felicidade estampada no nosso rosto. E os olhos. Os nossos olhos ganham uma luz tenacidade com a alegria. E vivemos em família momentos únicos. Irrepetíveis. Que um dia irão acabar. Quando eles crescerem e não quiserem ir connosco.
 
Vivo estes momentos a pensar nisso. E, assim, tenho a certeza que aproveito esta espécie de sunset familiar da melhor maneira.
 
Quem diz que há uma praia linda lá em baixo?
Cá de cima não se consegue ver nada!
 
A família em repouso.
Sim, temos de descer mais de 100 degraus. E subi-los, na volta... Mas, garanto-vos, vale a pena o esforço.
 
 
É este o tal corredor esculpido nas rochas. É por aqui que entramos e saímos.
Os degraus são irregulares e, em algumas partes, muito íngremes. Com crianças dá muito mais trabalho.
 
A porta do Alibábá. É assim que penso nesta entrada.

As águas são frias, mas de uma riqueza extraordinária.
Vale a pena levar óculos e mergulhar para ver o que escondem.

Este balcão é uma espécie de bar. Lembra-me a cidade de Bedrock. E eu sinto-me a Wilma.

Reparem na falésia. Tem esculpidos degraus.
Atinge uma altura de 6 metros e os mais aventureiros mergulham lá de cima.
Ir para esta praia tem vantagens e desvantagens, claro. Poucas pessoas. Logo, lugar para estacionar! Tranquilidade e espaço para pôr as toalhas e as crianças darem asas à imaginação sob a nossa supervisão. Como é delimitada pela falésia em forma de meia lua, não há perigo de ninguém se perder. Somos visitados, constantemente, por barcos que fazem o circuito das grutas. E por outros, maiores, que só costumamos vê-los aqui. E o senhor da bolinha vem de manhã e à tarde.
 
Desvantagens. Não tem vigilância nem posto de primeiros socorros. Não tem nenhum bar, nem nenhuma casa de banho. Rezo sempre para que não surjam cocós de urgência ou alforrecas que ataquem a minha menina, como aconteceu na Praia Verde, há dois anos, e onde foi prontamente assistida. E, depois, claro que é a brincar o que vou dizer, mas não é a brincar que penso nisso: se algum dia cair uma pedra que nos tape a passagem, lá teremos de esperar que nos venham buscar de barco... Ah, a rede de telemóvel também é fraquinha, fraquinha. Mas está melhor! Há uns anos atrás não se conseguia falar com ninguém.
 
Confesso que falar desta praia, assim, no blog, é um grande passo para mim. Durante muito tempo não falei dela a ninguém. Queria preservá-la o mais possível. Guardá-la o mais possível só para nós que a conhecemos desde o tempo em que éramos só dois. Mas isso não faz sentido. Se a conheço é porque a minha querida amiga Carla, de Santarém, me falou dela. E os amigos são assim. Gostam de partilhar o que os fazem felizes!
 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

É isto...

Se, durante a semana que vem, passarem por aqui e estranharem a minha ausência, lembrem-se:
 
- É isto! (o que ela está a fazer) :) :)
 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Compras para as férias: paddle jumper!

Já vos tinha falado aqui sobre como gosto de listar as coisas. Permitem-me organizar-me, não me esquecer do que é realmente importante e poupar tempo. Sempre que posso listo tudo. E com crianças estas listas revelam-se uma ajuda preciosa no momento de entrar em acção. Não só a minha cabeça já não é o que era, como o tempo é cada vez menos. E evito, por exemplo na hora de fazer malas, de estar a pensar no que é preciso ao mesmo tempo que os tenho de volta de mim a dizerem-me:
- Não te esqueças disto! Posso levar aquilo! Óh mãããeee!!

Estamos de partida. Em três dias. (Yes!!) E já comecei não só a listar, como a fazer algumas pequenas compras de coisas que são fundamentais. Na Decathlon comprei t-shirt's brancas a 1.95€. Não são nada de especial, é certo, mas para o que se destinam são ideais. Comprei-as para os miúdos andarem protegidos do sol na praia. Para poderem molhá-las com a água do mar e enrolarem-se como croquetes na areia. Servem perfeitamente!

Comprei mais uns calções de banho para ele e para ela não havia nada de especial (ainda temos de procurar um fato de banho que o do ano passado já está pequeno. Comprámos em saldos na Lanidor. Um mimo). Uns ténis da Adidas por 19.95€ e uma novidade, pelo menos para mim. Um paddle jumper! Uma espécie de braçadeiras, mas que se prolongam pelo peito... não consigo explicar bem... vejam as imagens. Tirei-as da net (não estão grande coisa), mas desde já vos digo que não comprei exactamente este modelo, mas um outro que permite destacar a parte dos braços do resto do corpo.

 



Levei o rapaz para experimentar o engenho, é claro! Agora rezo para que na água não queria tirá-lo. Custou cerca de 15€ e espero mesmo que valha o investimento. Também pode ser colocado com o cinto para a frente, na barriga. Depende de como se sentirem melhor.
 
Da lista ainda fazem parte:
 
- os protectores solares, é claro. Para cada um o seu. Um com pele atópica, o outro branco como a cal (ambos factor 50) e os pais apenas com factor 20;
- cremes para depois do banho;
- chinelos, calçado prático e os indispensáveis ténis (para ele);
- tudo e mais alguma coisa de roupa prática, toalhas de praia, etc.;
- chapéus e mais chapéus;
- as t-shirt's brancas :)
- os baldes, e as pás, e os barcos, e as raquetes, e os ancinhos, e tudo o resto do mundo de encantar que é a areia;
- os carregadores de telemóveis e a máquina fotográfica;
- o saco térmico;
- o carrinho de mão que leva tudo para a praia. O meu é um pouco maior que este. Comprei-o no IKEA já há uns 4 anos e custou cerca de 20€. Só vos digo que foi dos melhores investimentos que fizemos.
 

 


E pronto, vai ser mais ou menos isto. Nada de mais, a não ser o paddle jumper. Vamos para a praia e para a piscina. Uns dias por ano tem de ser. Depois conto-vos por onde andámos.
 
E, já agora, têm sugestões para acresentar coisas à lista?
Contem-me como fazem as vossas.


 

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Quando os filhos não nos ligam...

Férias!
Férias da Páscoa!
E os meus filhos que foram de férias com os avós!
E eu que pensei que ía fazer mil e uma coisas enquanto estivessem fora.
E eu que ainda nem arrumei os brinquedos que deixaram no chão da sala quando foram embora na passada 5.ª feira!
E as saudades que apertam!
E no quarto deles nem se correm as persianas!
E a falta de agitação faz-me confusão.
E que não me apetece estar em casa!
E que não me apetece andar na rua!
E todos que me dizem: Esta semana é só namorar!
E todos que me dizem: Ai que bom! Aproveita!
E o telefone que não toca!
E eu que telefono e eles nada!
E quando alguém atende, estão sempre ocupados!
E é tentar arrancar-lhes uma palavra!
E eles que não querem falar connosco...

E é amá-los assim, perdidamente.
E é serem alma, e sangue, e vida em mim!
E é dizê-lo, cantando, a toda a gente!