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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vou ter férias?!?

Não estava programado. Talvez destinado.
Não tinha pensado no assunto, nem um bocadinho. Não estava, mesmo, nada à espera de ter férias. E eis senão quando me apercebo que ainda me restavam dois dias por gozar que, juntamente com os feriados e as tolerâncias, irão dar-me uns diazinhos de descanso. E como foi inesperado... tem mais sabor assim.
 
Rapidamente fiz contas de cabeça. Os miúdos não têm aulas... o marido ainda tem uns dias... vamos lá ver o que é que isto dá... e toca a programar coisas giras para fazer. (coisa que já fiz e irei partilhando por aqui convosco)
 
Para começar? Talvez por aqui? Quem alinha? :)

terça-feira, 14 de outubro de 2014

1 ano de vida

Se olharem para o lado direito do blog, mais propriamente para o arquivo, dar-se-ão conta de que este ganhou vida em Abril de 2013. No entanto, devido a várias circunstâncias, o mesmo ficou adormecido até dia 14 de Outubro, data em que renasceu e que eu considero a data "oficial" da sua existência. Pois também se deu o caso de começar como "Contos da Cláudia" e, depois, ser rebaptizado. Por isso, os "Contos com Amoras" fazem hoje 1 ano. Celebram hoje o seu primeiro ano de vida. Cheio de vontade de partilhar histórias, tal como a minha querida tia de quem falei aqui e que, se fosse viva, hoje também faria anos.
 
Como alguém disse um dia: Não há coincidências...
 
Foi um ano muito positivo. O ano zero deste mundo virtual. Já conheço os veteranos. Já lhes mostrei que sou uma boa aluna e que irei ter bom aproveitamento. Pois nem eu estou habituada a outra coisa! :) Já dei provas de bom comportamento. Já tenho quem me leia todos os dias e, imagine-se, uma leitora que me persegue. Logo, este blog já é gente!!
 
Quando olho para o que partilhei aqui convosco, dou-me conta de que me acompanharam no último ano da minha vida. Que me viram crescer nesta aventura com os meus caracteres. Que me acompanharam nas minhas tristezas e alegrias. Que celebraram comigo as pequenas conquistas. Que me acompanharam nos pequenos projectos que fiz. E isso é algo que me deixa muito feliz. Porque muitos de vós deram-me um feedback positivo sobre a grande identificação que sentiram com um outro texto. Em alguns casos, com vários. Continuam a queixar-se que comentar dá muito trabalho, que é mais fácil comentarem no facebook ou mandarem-me e-mail's. Há ainda quem prefira dizer-me as coisas a viva voz. Mas tudo bem. Não deixem é de dizer o que aí vai.

Este mês de Outubro é especial para mim. Faz 19 anos que conheci o meu marido. 10 anos que fui mãe pela primeira vez. A minha tia faria anos hoje. O meu blog também nasceu no dia de hoje. E o meu livro também foi lançado neste mês, há uma semana e meia atrás.

Fico feliz por ter conseguido alimentar esta espécie de diário. Por não me ter faltado a inspiração. E por ter conseguido manter cada coisa no seu lugar. Sem filtros. Sem misturas. Sem fórmulas mágicas.

Não haverá bolo. Que esse estava reservado para uma pessoa especial. Mas haverá um jantar de primas-irmãs que cresceram à imagem do que a minha querida tia deixou. À imagem da sua herança fundamental. Assente em pilares basilares como a família, o respeito, a honestidade, a verdade. E será com verdade que logo irei abraçá-las. Pois são elas as minhas primeiras leitoras. Foram elas as minhas primeiras amigas. E sei que serão elas as minhas minhas âncoras quando me falhar a capacidade para aqui vir.

À minha querida tia, hoje, dir-lhe-ia, apenas, OBRIGADO.
A vocês também. Porque são as boas pessoas que me fazem feliz.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

No parque de campismo ouvimos a banda Pack7

Das minhas memórias de infância fazem parte os belos verões de campismo. A minha tia Vicência foi sempre uma apaixonada pela vida ao ar livre e sempre que podia lá estava ela de tenda montada. E nós, estávamos quase sempre onde ela estava. Durante muito anos fez campismo no CCCA, ou seja, no Parque de Campismo da Costa da Caparica. E durante muitos anos também eu fui para lá. Com ela, com o meu tio e as minhas primas. Com o meu pai. Com o resto da família.

Não sei bem porquê houve um interregno nesta estadia. E aí foi o meu pai que pegou na tenda, nos tachos, no saco cama e afins e levou-nos por esse Portugal fora. E a nós também. :) Houve um Verão que abancámos nas margens do Guadiana, em Mourão, antes da barragem do Alqueva. Aquilo é que foi! Das 7 da manhã às 9 da noite, tudo dentro de água!! E assim andámos por todo o lado.

Mais tarde a melhor notícia para mim (e para os adultos) foi saber que a minha tia tinha adquirido um novo espaço com roulote e avançado no tal CCCA. Significava que estávamos de volta ao parque e à praia da saúde e às comezainas ao ar livre e aos duches de água fria e ao lavar da loiça nos espaços comuns (enquanto também se lavam os pés) e ao cafézinho que durava pela noite dentro e aos jogos de cartas e aos bailaricos e às cantigas alentejanas ao luar e à partilha entre vizinhos e ao adeus que eu já venho que é como quem diz passar o dia a correr e a jogar às escondidas e a jogar à bola ou a mergulhar sem parar. E o retorno aos braços da minha tia. A minha querida tia...

Falei-vos dela aqui. Sabem que partiu. Há 4 anos. E há 4 anos que eu não ía ao parque de campismo. Lembro-me da última vez que lá estive com ela. Lembro-me que ainda não tinha o meu filho mais novo. E lembro-me de pensar que dificilmente lá voltaria. Mas voltei! Na passada 6.ª feira.

A minha prima que teve o bebé há pouco tempo, esta, adquiriu no final do ano passado um alvéolo com caravana, tenda e avançado perto da tenda da minha tia. Renovou o espaço e só estava à espera que o menino crescesse mais um bocadinho para começar a usufruir de tudo aquilo. E foi assim que, sem grandes combinações, saí do trabalho, fui buscar os miúdos e fomos lá jantar.

Surpresa! Aliás, várias surpresas!
O parque está todo arranjado. Da última vez o chão ainda era todo em terra batida. Agora não. Há chão decente para circularmos. O parque infantil também está como novo. O meu tio (marido da minha tia que partiu) estava na sua tenda. E foi muito bom revê-lo. A minha prima S. e uma amiga de todos nós a P. (de quem vos falei aqui) estavam por lá. Mais os seus respectivos e mais os seus filhos. Levei a minha irmã e o meu sobrinho. Estão a imaginar o maranhal de gente, certo? Os abraços e os beijinhos. O reviver recordações. O matar de saudades. Os meus filhos? Quase que nem os vi! Ora foram para o parque, ora foram jogar à bola. Ora foram à casa de banho. Sim, que o nosso menino achou imensa piada à casa de banho. Sobretudo porque tinha de sair da tenda. E, isso, era uma grande desculpa para andar no lareu.
Jantámos todos juntos. Pusemos a conversa em dia e as gargalhadas. O bebé da minha prima portou-se lindamente. Nem demos por ele. Se bem que foi o centro das atenções, claro! Mas não se ouviu. Fomos todos tomar um café na esplanada e continuar as conversas sobre tudo e sobre nada.
A noite estava quente. Muito agradável. E a festa estava quase a começar.
No parque do CCCA é costume haver concertos e bailaricos. Os utentes até organizam marchas populares. Finais de anos e festas disto e daquilo. As pessoas vivem aquele tempo sem preocupações. Essas ficam à porta do parque. E eu senti isso na pele.
A música começou. Era a banda Pack7. Uma agradável surpresa. Espreitem aqui. Música portuguesa. Nada de música pimba. Uma excelente selecção que levantou a todos o pé do chão. Um vocalista e uma vocalista. E eu contei-os. São 7. São um pack de 7! :)
Os miúdos estavam loucos. Não havia sono para ninguém. Comeram pipocas, algodão doce e churros com chocolate. Entre todos, claro, que eram meia dúzia deles. :) E ao observar-lhes os olhos lembrei-me de mim com aquela idade. Também os meus brilhavam e vivia feliz com um saco de pipocas nas mãos. E os meus pais e os meus tios estavam no lugar que ocupo agora. Um lugar em que tudo e nada importa para fazer as crianças felizes. Em que tudo e nada tem valor nesta coisa que são as emoções que nos consomem. Em que sentimos a presença dos que já partiram, mas que continuam vivos no nosso coração. Pois foi isso que nos ensinaram.
Descanse em paz, querida tia. Estamos a portar-nos bem. E continuamos a praticar o legado que nos deixou. Um legado de amor e respeito mútuo. Um legado imenso que quero, também, deixar aos meus filhos.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Baile de finalistas - as fotos

Conforme estava prometido aqui, finalmente faço o registo do baile de finalistas da minha pequena princesa. É claro que estamos a falar de um baile de finalistas do 1.º ciclo, mas o nosso empenho foi o mesmo de sempre. A 200%! Para que ela se sentisse muito bem. Para que nos sentisse presentes. Para que se lembre, para sempre, do dia em que acabou o primeiro ciclo do seu percurso académico.
 
Já vos tinha falado da coroa de flores que fiz. E, agora, trago-vos o vestido. Que agradecemos publicamente à prima Mónica e à prima S. Foi herdado. E com pequenos pormenores fizemos deste um vestido adequado à ocasião. Isto para dizer que não é preciso grandes investimentos. Um vestido singelo, com uns toques adequados que, neste caso, se traduzem na fita de cetim na cintura e na coroa de flores branca e roxa com a mesma fita de cetim a rematá-la.
 
As flores comprei-as no mercado. Rosas pequenas tingidas. E lemonade (as florinhas brancas). No mercado também comprei, à florista, arame que moldei com a medida da cabeça dela e onde prendi as flores. A fita de cetim comprei numa retrosaria. Depois de lhe medir a cintura, claro.
 
O baile foi antecedido de um jantar. Pais, alunos, professores, funcionários da escola e, quem tinha, irmãos. Todos contribuímos com alguma coisa. Nós levámos uma quiche de legumes que fiz em casa. Morangos já lavados e arranjados e limonada. Feita pela minha irmã na sua fabulosa bimby! :)
 
Depois de comermos, os pais levaram as meninas e as mães levaram os meninos para abrirem o baile com uma valsa. Desse momento não tenho fotos, porque filmei. Mas garanto-vos que o pé de chumbo do meu marido não se saiu nada mal! :) E, depois, os meus preciosismos também ajudaram... Fiz questão de fazer um pequeno arranjo de flores igual à coroa para o pai pôr na lapela do casaco e o mais pequeno no bolso da camisa. Além da cor predominante ser mais ou menos a mesma. Entre o roxo claro e o azul a atirar para o roxo.
 
Ela adorou! E foi muito elogiada pelas amigas e pela professora que, em surdina, me deu os parabéns pela idumentária e pelos pormenores. Também me disse que temos ali uma pequena grande mulher. Que o seu exemplar desempenho ao longo de 4 anos foi excepcional e que gostava que todos os seus alunos fossem assim. (e a baba a cair-me...)
 
E eu... não apareci nas fotografias. Fiz de fotógrafa. Mas este contentamento imenso que sinto por ter cumprido o meu dever, deixá-la feliz, nunca irei perdê-lo. Está pirogravado na minha memória. Cravado no meu coração.


 




 


Passámos a noite a correr atrás dele. Estava feliz! Não pelo baile, é certo, que disso não percebe nada. Mas porque estava na escola dos grandes e pôde correr no pátio que, por norma, lhe é interdito.
A nossa menina dançou e dançou e dançou.
E nós, embevecidos, filmámos e fotografámos. Para mais tarde ela recordar...
 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Lugares onde fomos felizes - Beja + Serpa + Ferreira do Alentejo

Temos um grupo de amigos com quem, todos os anos, passamos um fim-de-semana familiar. E, todos os anos, o grupo aumenta. Entre casais e filhos andámos pelas 35 pessoas.
 
Com este encontro pretendemos várias coisas. Fomentar as relações de amizade entre todos e entre os nossos filhos que, durante o ano, não nos acompanham nos jantares e encontros de adultos. Cumprir, minimamente, um programa cultural para que nos sintamos mais ricos e mais conhecedores do nosso Portugal. O encontro acontece sempre num local diferente. No ano passado foi no Luso. Este ano fomos para o Alentejo.
 
Dou-vos nota de várias coisas. Primeiro, o Alentejo, para mim, será sempre a minha fonte. Os cheiros, as cores, os sabores e as gentes enchem-me a alma. Estou em casa. É como ir a casa. E, desta vez, não foi diferente. Assim que lá chegámos e saí do carro senti-me invadida por memórias de locais onde fui feliz. De tempos que me preencheram e onde construí maravilhosas recordações. Pisei o chão com vontade de beijá-lo. Não devemos deixar de voltar aos locais que vivem no nosso coração. Mesmo que não tenhamos as mesmas pessoas connosco. Nem a mesma idade. Nem a mesma forma de ver as coisas. O que somos é resultado do que vivemos...
 
Conseguimos um hotel disponível para albergar tanta gente. O hotel O gato, perto da barragem de Odivelas em Ferreira do Alentejo. Um negócio de família cujo nome é também de família. Começou com o bisavô do actual proprietário e era, inicialmente, uma mercearia. Cresceu e ganhou uma taberna. Depois, uma albergaria e, hoje, é um hotel. Acolhedor, familiar. No meio do nada. Mesmo para repouso absoluto. Com uma boa piscina e uma cozinha tradicionalmente alentejana que, apesar de ser muito boa, acabou por ser a parte má. Não deu para resistir... :)
 
E nos 3 dias que lá passámos tínhamos programado visitar o castelo de Serpa, onde também almoçámos. O castelo de Beja, onde também jantámos. E a barragem de Odivelas, onde eu e os meus não fomos. Pois estávamos de partida para o Algarve.
 
Todos os anos a mesma agitação. Crianças para um lado, adultos atrás delas. Programa delineado e alterações de última hora. E, este ano, o meu aniversário. No dia 29 de Junho. Com direito a bolo (surpresa organizada pelo marido) e todos combinados para me cantarem os parabéns. Obrigado.
 
A reter: vale a pena visitar o castelo de Serpa. E a vila. E almoçar por lá. Estava tudo combinado para irmos ao restaurante Molha o bico, mas estava fechado. Acabámos no Pedra de Sal. Um must. A decoração, a comida e a recepção. Em Beja, para quem não conhece, visitem o centro histórico e o castelo. Para mim, já não era novidade. Mas em grupo é sempre mais divertido.
 
Aos amigos que se juntaram ao grupo recentemente, um grande abraço. Daqueles quentinhos. Que permaneçam connosco o mais possível. Sempre com boa-disposição. Acrescentando o que de melhor têm para dar a este grupo que é a prova de que não há impossíveis. E aos que ficaram sem tradução ao que ouviram, aqui vai o que me lembro:
 
- alcagoitas: amendoins
- estramelo: whisky
- charingo: fartura
- chocolatêra: cafeteira
- talego: saco de pano
 
Isto em resultado das conversas que tivemos ao serão. :)
Agora, um breve registo fotográfico.
 







 
Se vos aguçou o apetite, já sabem. Passando por aquelas bandas não deixem de parar!
 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Mercado da Ribeira

Fomos visitá-lo na sexta-feira.
E... bem... o que dizer... acho que não é para mim. Enquanto for novidade, não é para mim...
Primeiro impacto: parecia que estava num aeroporto em estado de sítio. Tudo a comer no chão, malas e casacos espalhados. Sem conseguirmos passar.
Segundo impacto: gente e gente e gente. Para comer. Filas para todas as tasquinhas. Filas para nos sentarmos. Daí a malta estar toda no chão.
Ora eu que não tenho paciência para esperar, eu que dou uma volta maior para fugir ao trânsito, que sou a primeira a chegar ao supermercado para evitar carrinhos e carrinhos e filas para pagar. Eu que mudo de restaurante se estiver muita gente.... aquilo não é para mim.
 
Mas vínhamos da feira do livro de Lisboa. E a miúda estava a adorar o passeio. E tinha fome. E escolhemos o quiosque que tinha menos fila. Sim, quiosque. Não há restaurantes. Há quiosques com uma esplanada partilhada. E depois... depois foi uma hora às voltas à procura de lugar. Nós e a Sôdôna Teresa Guilherme. Que também estava a desesperar. E, desesperadas, dissemos ao meu marido, que ainda estava na fila para pedir o jantar, que íamos comer no chão... Não havia outro remédio.
 
E eis senão quando sinto nas costas uma mão a tocar-me e uma voz a dizer:
- Venha sentar-se ali. Eu, a minha mulher e a minha filha vamos sair.
 
O simpático casal topou-nos e deu-nos o lugar. A única cadeira que repartiam pelos três. Mas soube muito bem. Não estar no chão. E a nossa filha sentou-se à mesa. Obrigado ao simpático casal. E, graças a Deus, o vento estava de feição. Ao lado da nossa cadeira um grupo de amigas a jantar. E uma das que já tinha comido, cedeu-nos a sua cadeira. Obrigado a estas queridas.
 
Mais tarde o meu marido juntou-se a nós. Duas cadeiras para três. Menos mal. Mas tão depressa não nos apanham lá.
 
Tudo muito giro, muito arranjadinho, muito acondicionadinho. Mas eu alimentava a esperança de ver a parte do mercado própriamente dita.  Por enquanto é só um negócio de marcas. Pensei, mesmo, que iria ser bom para os vendedores da feira. A minha ideia de renovação destes espaços, passa por manter a tradição. A tradição de ir à praça, ao mercado e encontrar produtos frescos. Não passa, só, pela reabilitação do espaço transformando-o noutra coisa qualquer. Não sei... como funciona de dia... à hora em que eles lá estão... os vendedores...
 
Procurei uma imagem com pouca gente para terem uma ideia do espaço